domingo, 14 de julho de 2019

Não vim destruir, mas cumprir

Não vim destruir, mas cumprir


“Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim destruir, mas cumprir” – Jesus. (Mt 5:17)

Deus, criador do universo e de todas as belezas dos planetas, sempre soube e saberá o fluxo de desenvolvimento de sua criação. Os Cristos que servem com a missão de educar os planetas tem uma sintonia com o Pai que é como sangue circulante.

O Cristo Jesus recebeu a empreitada do planeta Terra, desenvolvendo e coordenando todas as etapas de desenvolvimento, desde a mais simples matéria até as encarnações dos primeiros seres humanos. Na trajetória desse desenvolvimento, o clímax seria o ponto no qual Ele se dispunha a encarnar. Um espírito do tamanho moral de Jesus realiza toda uma adaptação para sentir o plano físico com todas limitações da matéria. Na sua magnitude planejou cada etapa junto aos seus trabalhadores. Diminuiu do seu mais elevado nível moral e espiritual para sintetizar os ensinamentos do universo pautados por Deus. Falou para a humanidade sobre o conhecimento da eternidade e o sentimento que rege o universo: o amor.

Da sua síntese fizeram várias más interpretações, no entanto, ainda assim seu legado manteve-se firme para seus trabalhadores continuarem lapidando a mensagem.

No último século, surgem os esclarecimentos sobre a comunicação mediúnica após os estudos e sintetização desse conteúdo no Espiritismo. Sempre houve mediunidade, mas a doutrina dos Espíritos conseguiu organizar o processo, tornando-o de fácil aplicação.

Cada médium conecta com as mais diversas entidades e o conteúdo divino é desdobrado. Se Deus oferece esse tipo de comunicação é porque estão prontos para ouvir. Assim como o Cristo trouxe as bem-aventuranças para os ouvidos brutos daquela época. A mensagem não se perde porque a lei divina é única e inabalável. Jesus não veio destruir a lei, o Espiritismo não veio destruir a lei. A lei está cada vez mais acessível e é a mesma, não foi destruída.

Jesus segue no comando do planeta permitindo que cada etapa de transformação seja cumprida rumo ao novo momento de regeneração. O Nazareno com seu tamanho moral e intelectual cumpre os desígnios do Pai e seus trabalhadores estão em todo o orbe. Basta perceber que o contato mediúnico será cada vez mais frequente e disseminado. O conteúdo divino será cada vez mais acessível e os espíritos cada vez mais perceberão o tamanho do Cristo.

O amor de seu legado é a bandeira e esse conteúdo será disseminado. O método de disseminação mais eficaz é sua aplicação. Aplicação do amor, essa é a lei que nunca foi destruída.

Os médiuns chegarão cada vez mais e o amor se expandirá.

Não se esqueçam que a lei continua porque Jesus já havia dito: “não vim destruir, mas cumprir”.

João
(Mensagem dia 03/07/19)

O bem sofrer e o bem sem sofrer


O bem sofrer e o bem sem sofrer


“É melhor sofrer por fazer o bem, se for da vontade de Deus, do que por fazer o mal”. (1Pe 3:17)

O bem sofrer é o grande degrau da escada evolutiva rumo à luz.
O espírito percebe o tamanho do andar moral a ser vencido, quando encontra sua própria sombra. Poderá ao ver o tamanho do obstáculo, se assustar, mas mudará totalmente sua percepção quando usufruir do bem sofrer. Com o bem no sofrer verá que os degraus estão acessíveis para conseguir atingir esse nível superior evolutivo. Assim, o espírito sobe cada degrau paulatinamente até conquistar o cume. Em contrapartida, se olha o novo nível e se recolhe, perceberá apenas as limitações.
O exercício do bem sofrer extrapola o quanto o espirito se reconhece. Na busca íntima das sombras, o bem sofrer ilumina as potencialidades de luz, permitindo que a dor seja de fato educativa. A dor da experiência é clara na forma que o espirito se apresenta nas provas e expiações.
Se perguntem: o Cristo sofreu a sentir o prego entrando em sua mão? Ao colocar a coroa em sua cabeça? Sofreu ao ver a queda de seus apóstolos mais próximos quando foi preso? Sofreu ao ver tantos irmãos massacrando sua história? Não, Jesus sofreu em nada. O Cristo não palavra que se conjuga com o verbo sofrer. O Mestre não necessita e nem realiza o bem sofrer, Ele já é o próprio bem.
Muitos usam expressões designados pelos credos religiosos como “Jesus sofreu por nós”. O Cristo não sofreu e nem sofrerá por ninguém, por já ser o próprio bem. É o espírito mais evoluído que os encarnados da Terra tem acesso. Já os encarnados, ainda como espíritos imperfeitos, diferente do Cristo, necessitam buscar o bem sofrer para que um dia atinjam apenas o bem sem sofrer.
Se a prova parece dura, se a expiação incomoda, olhe para a imortalidade e verá o tamanho do caminho. Se está em luta é porque está no sentido da luz. Se busca a falsa tranquilidade, encontrará o sofrimento. Cada passo da vida faz sentido nos planos do Altíssimo, não adianta se esquivar.
Jesus deixou seu exemplo com o bem sem sofrer explicados sem nenhuma palavra.
Na negação de Pedro, na queda de Judas, nas mais longas passadas com a cruz, o Nazareno não sofreu apenas amou.
Sigam no bem sofrer para atingir futuramente o bem sem sofrer e encontrar ao final apenas o amor.
Seguir o Mestre e seguir o bem, o sofrer será secundário.
MMC
(Mensagem dia 10/07/19)