segunda-feira, 21 de outubro de 2019

A casa espírita é de Deus e não de vós mesmos

A casa espírita é de Deus e não de vós mesmos


“Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” – Paulo (1 Co 6:19).

Os grupos de trabalho mediúnico fazem parte do corpo espiritual da casa espírita. Cada trabalho é uma célula de cada órgão que é cada reunião mediúnica. A célula é formada por várias organelas que como micro órgãos definem as funções específicas. A mitocôndria auxilia na respiração, assim como outras organelas auxiliam na proteção das membranas e o citoplasma oferece a sustentação celular.
A célula grupo mediúnico então é formada por médiuns-membrana que trabalham na proteção do grupo, médiuns-citoplasma na sustentação do trabalho e médiuns-mitocôndrias que produzem o conteúdo através das trocas com o plano espiritual. Com o equilíbrio adequado, cada célula oferece o melhor em sua função, auxiliando no desenvolvimento celular, de maneira similar como ocorre nas reuniões com os médiuns.

A reunião mediúnica é uma célula junta com outras para formar um órgão específico da casa de oração. O fígado é o órgão que realiza a distribuição de sentimentos positivos após canalizar várias substâncias maléficas. A reunião-fígado é aquela que permite desdobrar bençãos de luz mesmo lutando contra as mazelas presentes, assim como em reuniões de tratamento físico. O coração é formado pelos trabalhadores de atendimento fraterno em que os médiuns escutam, consolam e distribuem os atendidos de maneira a serem futuras células. As reuniões de desobsessão são como o rim que filtra espíritos em dor, permitindo que saiam mais leves das mágoas obsessivas. O estômago é formado pelos trabalhos assistenciais que aprendem a dar nutrientes materiais e espirituais ao receberem os alimentos. Por fim, o cérebro é formado pelos trabalhadores palestrantes e dirigentes em aulas dos estudos sistematizados. Assim é o corpo denominado casa espírita, com todos seus órgãos e esses com todas suas células.

Nota-se que como um corpo, os sistemas são interligados com os órgãos que são interligados com as células que são interligados com as organelas. O trabalho de cada célula é crucial e o corpo depende de cada uma delas, assim como nos desdobramentos dos órgãos e sistemas.

Porém como o período evolutivo do planeta é ainda de provas e expiações, o corpo casa espírita possui células doentes que com trabalhadores iludidos com seus próprios interesses ou perdidos nos seus sentimentos doentes, comprometem todo o sistema. A experiência na casa espírita é também para espíritos difíceis, estimulando o exercício da resignação e beneficência, afinal todos fazem parte do mesmo corpo. Logo, quando surgirem conflitos na casa espírita ou em trabalhos ligados a ela, devem lembrar que existem um pai desse corpo. O Pai é o criador com sua equipe vinculada à Jesus através de seus muitos trabalhadores que guiam os corpos mesmo aqueles com órgãos, células e organelas doentes.

A primeira proteção é das organelas, ou seja, cada trabalhador. Não adianta questionar o órgão ou a célula se a base mais micro-orgânica não expande luz. Assim cada trabalhador deve manter-se atento ao seu papel no corpo.

Já dizia Paulo aos Coríntios sobre o corpo ser proveniente de Deus e de forma similar ocorre com o corpo chamado casa espírita. A casa espírita é de Deus e não de vós mesmos.
     
Ciro

(Mensagem dia 09/10/19)

domingo, 13 de outubro de 2019

A humildade ao dar e receber


A humildade ao dar e receber


“Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou” – Jesus. (Jo 13:13)

Muito frequente se pergunta o que dar quando alguém pede algo. Não é simples saber o que dar quando o outro está faminto para receber. O olhar para o outro é um exercício evolutivo para que aquele que dá. A função de dar é uma parte do processo de desenvolvimento da humildade e a outra parte é o exercício de receber.

Na vida passam-se situações de dar e receber, ambas necessitam da humildade. Aquele que o orgulho domina consegue dar por se sentir superior e quando necessita receber, se esquiva, achando que não precisa. Para o orgulhoso, a atitude de dar é fácil quando quer que os outros vejam seu ato.

Dar o que tem de sobra é um nível de doação, dar o que tem na quantidade certa é outro nível e por fim, dar o que não tem é o nível máximo. E o indivíduo sofredor que pede conseguirá daquele doador o seu nível máximo quando ele der apenas sua atenção. Aquele que pede quer um olhar verdadeiro e muitos não conseguem, porque esse tipo de olhar é escasso. Os espíritos encarnados não olham verdadeiramente nem para seus filhos e pais, quem dirá para um mendigo. Mas muitos usam o olhar verdadeiro na hora de conquistar a pessoa amada ou quando estão em um trabalho voluntário, em um ambiente protegido ou com visibilidade de seu ato.

Receber também é difícil, quando a vaidade está aflorada. As pessoas elogiam o vaidoso e ele não consegue receber dizendo que é melhor do o outro diz. Já o orgulhoso usará da pseudo humildade dizendo que são os olhos de quem diz.

Como é difícil viver a humildade de forma real no cotidiano. Ser um encarnado leve é dar e receber com intuição do Alto. O Mestre propôs incluir a intuição no ato da caridade, ou seja, não meramente dar um bem material. Aquele que pede está sedento do olhar verdadeiro. Assim como quem recebe está sujeito a receber elogios, presentes ou oportunidades não podendo nem subir no pedestal nem deitar no lamaçal achando que não tem direito de receber.

Humildade na essência da vida é caridade para consigo mesmo, para com outro e para com Deus. É assim a lei de amor.

Cada esmola dada de forma real é olhar dentro do coração daquele que pede. Então, percebe-se o que ele realmente pede. E aquele que dá, se reconhecendo como espírito imortal, perceberá no seu mundo íntimo o que realmente consegue dar.

O Cristo quando declarado como bom não concorda, mas se define como Mestre. Saibam assim, como Jesus, perceber quem se é, tanto ao dar quanto receber.
Isso é humildade.
MMC
(Mensagem dia 02/10/19)