Médiuns pacientes
“Ninguém pode servir
a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e
desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom”. (Mt 6:24)
Trabalhadores do Cristo são
presas constantes de desequilíbrio no próprio trabalho dito com o Cristo.
Trabalho com o Cristo é o maior exercício de viver a caridade, assim, pode ser
realizado em qualquer local, desde o lugar mais isolado do mundo até no meio da
multidão de doentes. A intenção do coração vibrando é que define o exercício
cristão de viver a caridade.
Trabalhadores do Cristo dentro das
casas de oração reproduzem modelos de soberba apenas por trabalharem nesse
local. Trabalhar pelo Cristo é diferente de trabalhar com o Cristo. Trabalhar
pelo Cristo é caracterizado por um movimento externo sem repercussões no íntimo.
O espírito se envolve em uma tarefa, muitas vezes de cunho social ou mediúnica e
se vê como trabalhador do Mestre. O trabalho que não mexe com a intimidade é
apenas maquinal. O fruto real da caridade depende do trabalho com o Cristo.
Cristo vibra no íntimo quando se permite que o lado mais brilhante do íntimo
irradie de tal forma que ninguém reconhece ao certo o trabalhador, mas a
efetividade moral da tarefa. O espírito que trabalha com o Mestre percebe
também suas sombras utilizando o auto amor de maneira tão efetiva que suas
chagas se tornam pontos de luz. Assim é trabalhar com o Cristo. A grande dúvida
do trabalhador se define no famoso questionamento a quem se pretende servir,
Deus ou Mamom. Todos querem servir a Deus, porém, aqueles trabalhadores na
ilusão de sua soberba se acham servidores do Pai, mas servem a Mamom. Não se
reconhecem falidos na tentativa de serem maiores que o trabalho. Optam pela
intenção de ajudar, entretanto, não se ajudam ao não se reconhecerem como os
primeiros a serem ajudados.
No trabalho mediúnico, a
espiritualidade maior realiza uma tarefa extremamente intensa para tratar o
médium e quando ele atua, o mesmo se sente maior que o trabalho. Muitos grupos mediúnicos
são formados por doentes com maior gravidade nas mesas de trabalho do que com aqueles
atendidos. É dolorido pensar, mas uma das estratégias dos mentores é permitir
que espíritos obsessores entrem após todo o trabalho realizado no plano
espiritual apenas para o médium se abrir para ouvir. Triste, mas muitos médiuns
só escutam espíritos desencarnados em reuniões mediúnicas e não escutam os encarnados
de sua própria família. A equipe espiritual monitora vários grupos que os
pacientes são os médiuns e a parte espiritual do passe, psicografia, psicofonia,
desobsessão é apenas instrumento didático e terapêutico de tratamento dos médiuns.
Os espíritos atendidos já estão bem encaminhados, passando nos grupos como
exercício de caridade e contato com os encarnados, mas a parte principal já ocorreu
antes do grupo iniciar.
Amados trabalhadores do Cristo,
não se assustem porque o exercício do trabalho com o Cristo é maior. Quando se
sentir que está crescendo acima do que o próprio trabalho, moralmente, está se
encolhendo. Confiem no Pai e esqueçam Mamom. A passagem é antiga, mas o erro é
atual. A misericórdia divina continua permitindo que trabalhem até conseguirem,
de fato, mudar o trabalho pelo Cristo para o trabalho com o Cristo. Seguirão rumo
à luz e crescerão moralmente, mas não podem mais se iludir com os estímulos de
soberba e vaidade. Os males da humanidade, egoísmo e orgulho, chegam de forma
sutil e a equipe espiritual está tratando cada um no próprio trabalho mediúnico.
Estão dispostos a trabalhar? Não esqueçam, trabalhem com o Cristo. Vós sois
luzes!
Joanna DA
(Mensagem recebida dia 18/12/19)