sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Médiuns pacientes

Médiuns pacientes

“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom”. (Mt 6:24)

Trabalhadores do Cristo são presas constantes de desequilíbrio no próprio trabalho dito com o Cristo. Trabalho com o Cristo é o maior exercício de viver a caridade, assim, pode ser realizado em qualquer local, desde o lugar mais isolado do mundo até no meio da multidão de doentes. A intenção do coração vibrando é que define o exercício cristão de viver a caridade.

Trabalhadores do Cristo dentro das casas de oração reproduzem modelos de soberba apenas por trabalharem nesse local. Trabalhar pelo Cristo é diferente de trabalhar com o Cristo. Trabalhar pelo Cristo é caracterizado por um movimento externo sem repercussões no íntimo. O espírito se envolve em uma tarefa, muitas vezes de cunho social ou mediúnica e se vê como trabalhador do Mestre. O trabalho que não mexe com a intimidade é apenas maquinal. O fruto real da caridade depende do trabalho com o Cristo. Cristo vibra no íntimo quando se permite que o lado mais brilhante do íntimo irradie de tal forma que ninguém reconhece ao certo o trabalhador, mas a efetividade moral da tarefa. O espírito que trabalha com o Mestre percebe também suas sombras utilizando o auto amor de maneira tão efetiva que suas chagas se tornam pontos de luz. Assim é trabalhar com o Cristo. A grande dúvida do trabalhador se define no famoso questionamento a quem se pretende servir, Deus ou Mamom. Todos querem servir a Deus, porém, aqueles trabalhadores na ilusão de sua soberba se acham servidores do Pai, mas servem a Mamom. Não se reconhecem falidos na tentativa de serem maiores que o trabalho. Optam pela intenção de ajudar, entretanto, não se ajudam ao não se reconhecerem como os primeiros a serem ajudados.

No trabalho mediúnico, a espiritualidade maior realiza uma tarefa extremamente intensa para tratar o médium e quando ele atua, o mesmo se sente maior que o trabalho. Muitos grupos mediúnicos são formados por doentes com maior gravidade nas mesas de trabalho do que com aqueles atendidos. É dolorido pensar, mas uma das estratégias dos mentores é permitir que espíritos obsessores entrem após todo o trabalho realizado no plano espiritual apenas para o médium se abrir para ouvir. Triste, mas muitos médiuns só escutam espíritos desencarnados em reuniões mediúnicas e não escutam os encarnados de sua própria família. A equipe espiritual monitora vários grupos que os pacientes são os médiuns e a parte espiritual do passe, psicografia, psicofonia, desobsessão é apenas instrumento didático e terapêutico de tratamento dos médiuns. Os espíritos atendidos já estão bem encaminhados, passando nos grupos como exercício de caridade e contato com os encarnados, mas a parte principal já ocorreu antes do grupo iniciar.

Amados trabalhadores do Cristo, não se assustem porque o exercício do trabalho com o Cristo é maior. Quando se sentir que está crescendo acima do que o próprio trabalho, moralmente, está se encolhendo. Confiem no Pai e esqueçam Mamom. A passagem é antiga, mas o erro é atual. A misericórdia divina continua permitindo que trabalhem até conseguirem, de fato, mudar o trabalho pelo Cristo para o trabalho com o Cristo. Seguirão rumo à luz e crescerão moralmente, mas não podem mais se iludir com os estímulos de soberba e vaidade. Os males da humanidade, egoísmo e orgulho, chegam de forma sutil e a equipe espiritual está tratando cada um no próprio trabalho mediúnico. Estão dispostos a trabalhar? Não esqueçam, trabalhem com o Cristo. Vós sois luzes!

Joanna DA 

(Mensagem recebida dia 18/12/19)