Cerca de dois mil anos após a crucificação do Cristo, o jornalista e autor brasileiro Humberto de Campos (1886-1934), na condição de desencarnado, teve a oportunidade de entrevistar o Espírito que um dia foi Judas Iscariotes.
Através da psicografia do médium mineiro Francisco Cândido Xavier, em mensagem recebida em 19 de abril de 1935, Humberto narrou ter divisado, no vale do Cédron (Jerusalém), o simpático espectro do Iscariotes sentado em uma pedra. Após ser esclarecido por um companheiro invisível sobre a identidade da sombra, recebeu a seguinte informação:
Através da psicografia do médium mineiro Francisco Cândido Xavier, em mensagem recebida em 19 de abril de 1935, Humberto narrou ter divisado, no vale do Cédron (Jerusalém), o simpático espectro do Iscariotes sentado em uma pedra. Após ser esclarecido por um companheiro invisível sobre a identidade da sombra, recebeu a seguinte informação:
... Os Espíritos apreciam, às vezes, não obstante o progresso que já alcançaram, volver atrás, visitando os sítios onde se engrandeceram ou prevaricaram, sentindo-se repentinamente transportados aos tempos idos. [...] Judas costuma vir à Terra, nos dias em que se comemora a Paixão de nosso Senhor, meditando nos seus atos de antanho...
[XAVIER, Francisco Cândido (psicografia). Crônicas de além-túmulo. Rio de Janeiro: FEB, 2009, 16ª ed., p. 40]
Abordado pelo brasileiro, Judas, então, esclareceu-lhe:
... Depois da minha morte trágica, submergi-me em séculos de sofrimento expiatório da minha falta [o suicídio]. Sofri horrores nas perseguições infligidas em Roma aos adeptos da doutrina de Jesus e as minhas provas culminaram em uma fogueira inquisitorial, onde, imitando o Mestre, fui traído, vendido e usurpado. Vítima da felonia e da traição, deixei na Terra os derradeiros resquícios do meu crime, na Europa do século XV. Desde esse dia em que me entreguei por amor do Cristo a todos os tormentos e infâmias que me aviltaram, com resignação e piedade pelos meus verdugos, fechei o ciclo das minhas dolorosas reencarnações na Terra, sentindo na fronte o ósculo de perdão da minha própria consciência...
O término da crônica dá-nos a entender que o Espírito Judas afastou-se, em direção ao Santo Sepulcro, pensativo e semsofrimento. Certamente, já havia se modificado para melhor (vide mais na revista Reformador, ano LXII, nº 9, p. 204).
Em respeito à crença de nossos irmãos católicos, Humberto de Campos não citou o nome da santa Joana d’Arc, mas deu indícios bastante claros de sua identidade.
Como podemos notar, o Espírito revelou também que, antes de se tornar a Santa Guerreira da França, foi um dos inúmeros mártires do cristianismo primitivo, de modo que testemunha o árduo caminho que todos nós devemos percorrer (sem privilégios ausentes de méritos) para chegarmos à perfeição exemplar do Mestre Nazareno.
Em respeito à crença de nossos irmãos católicos, Humberto de Campos não citou o nome da santa Joana d’Arc, mas deu indícios bastante claros de sua identidade.
Como podemos notar, o Espírito revelou também que, antes de se tornar a Santa Guerreira da França, foi um dos inúmeros mártires do cristianismo primitivo, de modo que testemunha o árduo caminho que todos nós devemos percorrer (sem privilégios ausentes de méritos) para chegarmos à perfeição exemplar do Mestre Nazareno.

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