Quinto selo: o hospital “debaixo do altar”
“E, havendo aberto o quinto
selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de
Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo:
Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue
dos que habitam sobre a terra? E foram dadas a cada um compridas vestes brancas
e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se
completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos
como eles foram”. (Apocalipse 6:9-11)
“Acautelai-vos, porém, dos
falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são
lobos devoradores”. (Mateus 7:15)
“Então Pedro se aproximou dele
e disse: Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar
contra mim? Até sete vezes? Respondeu Jesus: Não te digo até sete vezes, mas
até setenta vezes sete”. (Mateus 18:21,22)
O entendimento dos sete selos
apresentados por João no Apocalipse tem um sentido peculiar no momento atual. A
abertura dos conteúdos espirituais à humanidade é a grande simbologia dessas
selagens. Nessa obra, já foi abordada a abertura dos quatro primeiros selos com
os cavalos e seus respectivos cavaleiros. Cada um deles são as frentes terapêuticas
do Cristo no momento de transição atual.
O quinto selo abre um conteúdo de
entendimento para o momento atual referente aos diferentes espíritos que
aguardam a reencarnação. Esses espíritos em espera descritos no quinto selo
referem especificamente a irmãos que em diferentes credos lutaram pela mensagem
de amor com a peculiaridade de cada conhecimento religioso que representava.
Foram espíritos importantes na divulgação da mensagem de transformação moral,
porém, não perdoaram aqueles que os feriram. Ou seja, sabiam bastante o
conteúdo da mensagem de amor, porém, não viviam essa mensagem.
Esses irmãos estão esperando uma
nova chance reencarnatória de maneira a não se perderem no egoísmo e orgulho do
status que carregavam em seus credos. Quantos espíritos que divulgam a mensagem
do Cristo e se perdem na busca por poder em suas igrejas, centros religiosos ou
sociedade de estudos doutrinários? Não adianta ter o privilégio de acesso ao
conteúdo espiritual do amor e construir uma realidade em lutas fúteis.
Esses espíritos estão aguardando “debaixo
do altar”, conforme descrito por João, porque se perderam quando estava “em
cima do altar”. É exercício terapêutico ficar debaixo do alta para entender a
humildade apresentada pelo Mestre. Muitos chegam com tamanha ilusão, que ao
aguardarem “debaixo do altar” acham que estão em um local transitório para, em
seguida, receberem os louros e o status que merecem. Desencarnam esperando que
o Cristo os receba, que seja destacada a luz que imaginam irradiar e que seus
nomes sejam louvados.
A misericórdia divina oferece a
proteção desses espíritos em hospitais de transição reencarnatória que
simbolicamente são nomeados por esse local “debaixo do altar”. Esses espíritos
são atendidos pelas equipes de socorro para mostrá-los, com caridade, o tamanho
do equívoco que eles carregam em si mesmos. O principal aspecto que envolve
suas quedas refere-se ao perdão. Eles não perdoam aqueles que machucaram seus
corações ou frustraram suas expectativas. Se alimentam dessa fúria íntima,
escondendo lobos com lã de ovelhas. Ficam então em tratamento nesses hospitais “debaixo
do altar” até começarem a entender o perdão e então novamente reencarnarem.
No momento de tantas mudanças
vindas na transição planetária atual, a abertura do quinto selo é um alerta
para várias lideranças religiosas não se perderem e desperdiçarem a bendita
chance dos trabalhos de divulgação do amor.
Lutando pela divulgação da
mensagem de amor, mas vivendo essa mensagem.
Divulgando os métodos de perdão,
mas perdoando a si mesmo e ao próximo.
O Cristo, quando questionado por
Pedro, perguntou se era para perdoar sete vezes. Os espíritos que estão em
tratamento acham que o ato de perdoar é apenas sete vezes. Permanecem
lamuriando o sentimento de raiva pelo outro e dizem conseguir perdoar, isso é “perdoar
sete vezes” respondido por Pedro. Ou seja, não entendem o perdoar “setenta
vezes sete vezes” proposto pelo Cristo que é o exercício do perdão constante.
Não é simples e não acontecerá facilmente para espíritos que na Terra estão
ainda estão aprendendo o amor.
Perdoar é ato constante para a
emancipação da dor e por isso “sete vezes setenta vezes”.
O quinto selo aberto é o alerta
para a divulgação do amor com vivência do amor.
Se perdoem por ainda não
entenderem o perdão.
Perdoem o próximo por ainda não
entenderem o perdão.
Porque o Pai já perdoou todos.
João
(mensagem dia
05/07/2020)
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