domingo, 9 de agosto de 2020

Quinto selo: o hospital “debaixo do altar”

 

Quinto selo: o hospital “debaixo do altar”

 

“E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram”. (Apocalipse 6:9-11)

“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores”. (Mateus 7:15)

“Então Pedro se aproximou dele e disse: Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? Respondeu Jesus: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”. (Mateus 18:21,22)

 

O entendimento dos sete selos apresentados por João no Apocalipse tem um sentido peculiar no momento atual. A abertura dos conteúdos espirituais à humanidade é a grande simbologia dessas selagens. Nessa obra, já foi abordada a abertura dos quatro primeiros selos com os cavalos e seus respectivos cavaleiros. Cada um deles são as frentes terapêuticas do Cristo no momento de transição atual.

O quinto selo abre um conteúdo de entendimento para o momento atual referente aos diferentes espíritos que aguardam a reencarnação. Esses espíritos em espera descritos no quinto selo referem especificamente a irmãos que em diferentes credos lutaram pela mensagem de amor com a peculiaridade de cada conhecimento religioso que representava. Foram espíritos importantes na divulgação da mensagem de transformação moral, porém, não perdoaram aqueles que os feriram. Ou seja, sabiam bastante o conteúdo da mensagem de amor, porém, não viviam essa mensagem.

Esses irmãos estão esperando uma nova chance reencarnatória de maneira a não se perderem no egoísmo e orgulho do status que carregavam em seus credos. Quantos espíritos que divulgam a mensagem do Cristo e se perdem na busca por poder em suas igrejas, centros religiosos ou sociedade de estudos doutrinários? Não adianta ter o privilégio de acesso ao conteúdo espiritual do amor e construir uma realidade em lutas fúteis.

Esses espíritos estão aguardando “debaixo do altar”, conforme descrito por João, porque se perderam quando estava “em cima do altar”. É exercício terapêutico ficar debaixo do alta para entender a humildade apresentada pelo Mestre. Muitos chegam com tamanha ilusão, que ao aguardarem “debaixo do altar” acham que estão em um local transitório para, em seguida, receberem os louros e o status que merecem. Desencarnam esperando que o Cristo os receba, que seja destacada a luz que imaginam irradiar e que seus nomes sejam louvados.

A misericórdia divina oferece a proteção desses espíritos em hospitais de transição reencarnatória que simbolicamente são nomeados por esse local “debaixo do altar”. Esses espíritos são atendidos pelas equipes de socorro para mostrá-los, com caridade, o tamanho do equívoco que eles carregam em si mesmos. O principal aspecto que envolve suas quedas refere-se ao perdão. Eles não perdoam aqueles que machucaram seus corações ou frustraram suas expectativas. Se alimentam dessa fúria íntima, escondendo lobos com lã de ovelhas. Ficam então em tratamento nesses hospitais “debaixo do altar” até começarem a entender o perdão e então novamente reencarnarem.

No momento de tantas mudanças vindas na transição planetária atual, a abertura do quinto selo é um alerta para várias lideranças religiosas não se perderem e desperdiçarem a bendita chance dos trabalhos de divulgação do amor.

Lutando pela divulgação da mensagem de amor, mas vivendo essa mensagem.

Divulgando os métodos de perdão, mas perdoando a si mesmo e ao próximo.

O Cristo, quando questionado por Pedro, perguntou se era para perdoar sete vezes. Os espíritos que estão em tratamento acham que o ato de perdoar é apenas sete vezes. Permanecem lamuriando o sentimento de raiva pelo outro e dizem conseguir perdoar, isso é “perdoar sete vezes” respondido por Pedro. Ou seja, não entendem o perdoar “setenta vezes sete vezes” proposto pelo Cristo que é o exercício do perdão constante. Não é simples e não acontecerá facilmente para espíritos que na Terra estão ainda estão aprendendo o amor.

Perdoar é ato constante para a emancipação da dor e por isso “sete vezes setenta vezes”.

O quinto selo aberto é o alerta para a divulgação do amor com vivência do amor.

Se perdoem por ainda não entenderem o perdão.

Perdoem o próximo por ainda não entenderem o perdão.

Porque o Pai já perdoou todos.

João

(mensagem dia 05/07/2020)

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