Fúria Interna
Sinto que fico em frangalhos, depauperado em forças e preenchido por
angústia.
O fel que absorvo tem gosto ácido, salpicado de sal venal e maldito.
Vejo cores vermelhas, borradas em tons lilás e púrpura, que me lembram as
mazelas de corpos açoitados.
Nestes momentos, dou um ser enlouquecido, descontrolado, mas dominado
pela fúria interna que me faz mal e me torna mau, ... me transfiguro, perco
minha verdadeira face, me transformo em quem não sou.
Eu, ... eu agente e responsável por mim, ... sou eu quem carrega o açoite de
minhas chibatadas e que me oferece o copo cheio de bebida maligna e mortal.
Eu tenho que parar este “eu insano” que toma conta de mim. Preciso trazer a
paz que me recupera e resgata meu “eu verdadeiro”.
Não quero “meu eu tenebroso e assombrado, raivoso e malévolo” ...
Quero “meu eu luz, alegria e esperança”!
Sou alguém em processo de autoconhecimento e autoaceitação que carrega, ao
mesmo tempo, culpa e perdão. Caminho na dubiedade “do ser luz e do ser
sombra”!
Mas caminho, avanço diante do espaço, interno ou externo, pois o importante é
que durante o avanço me transformo e almejo a Luz!
Divina Luz, a qual é minha também ... parte especial que também trago e que
pretendo cultivá-la, regá-la, adubá-la ...
Assim, serei melhor, um ser espiritual que procura e, um dia, chegará em um
lugar especialmente ornado por flores, aromas, calor e muita LUZ!
Alberto
(Mensagem recebida dia 16/12/2020)