quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Fúria interna

 Fúria Interna


Sinto que fico em frangalhos, depauperado em forças e preenchido por

angústia.

O fel que absorvo tem gosto ácido, salpicado de sal venal e maldito.

Vejo cores vermelhas, borradas em tons lilás e púrpura, que me lembram as

mazelas de corpos açoitados.

Nestes momentos, dou um ser enlouquecido, descontrolado, mas dominado

pela fúria interna que me faz mal e me torna mau, ... me transfiguro, perco

minha verdadeira face, me transformo em quem não sou.

Eu, ... eu agente e responsável por mim, ... sou eu quem carrega o açoite de

minhas chibatadas e que me oferece o copo cheio de bebida maligna e mortal.

Eu tenho que parar este “eu insano” que toma conta de mim. Preciso trazer a

paz que me recupera e resgata meu “eu verdadeiro”.

Não quero “meu eu tenebroso e assombrado, raivoso e malévolo” ...

Quero “meu eu luz, alegria e esperança”!

Sou alguém em processo de autoconhecimento e autoaceitação que carrega, ao

mesmo tempo, culpa e perdão. Caminho na dubiedade “do ser luz e do ser

sombra”!

Mas caminho, avanço diante do espaço, interno ou externo, pois o importante é

que durante o avanço me transformo e almejo a Luz!

Divina Luz, a qual é minha também ... parte especial que também trago e que

pretendo cultivá-la, regá-la, adubá-la ...

Assim, serei melhor, um ser espiritual que procura e, um dia, chegará em um

lugar especialmente ornado por flores, aromas, calor e muita LUZ!


Alberto

(Mensagem recebida dia 16/12/2020)

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