quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Ser pai e ser mãe com e sem filhos


Ser pai e ser mãe com e sem filhos


"Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos? " – Jesus. (Mt 12:48)

Ser mãe é ato de luta por um amor em construção. Ser pai é florescer dentro do corpo aquele amor que ainda brota em migalhas. Ser mãe é a iluminação de um ser que surge de dentro. Ser pai é o amor de fora, contagiando o amor de dentro por um ser que está fora. Ser mãe é lutar pelo autocuidado e pelo cuidado do filho. Ser pai é cuidar da mãe, do filho e um pouco de si. Ser mãe é entregar à vida o que estava na sua maior intimidade. Ser pai é mexer nas gavetas do quarto íntimo no descobrimento de um novo mundo. Ser mãe é doar o sangue, o leite e o amor. Ser pai é doar o sangue, o amor pelo filho e o amor pela mãe.

Ser pai e ser mãe é tarefa evidente de cuidar do filho, porém, necessário se faz também se cuidar. Cuidar daquele que cuida é o ponto de atenção para pais e mães. Quem não cuida de si, não cuida de ninguém.

Deus oferece a experiência da maternidade e da paternidade para espíritos expandirem o amor. Se cada um tentar externar um sentimento que não está embasado na intimidade, fracassará. Amor, cuidado e proteção vêm de dentro. Oferecendo amor, cuidado e proteção para si mesmo.

E aqueles que não tem ou terão seus filhos gerados na fisiologia do corpo nessa encarnação, vivem a maternidade e paternidade nas experiências mais amplas da vida. Ser mãe e pai é amar a si mesmo, ao próximo e à Deus. Mesmo sem filhos, qualquer espírito pode exercer essa tarefa. Ser pai e mãe com filhos é luta para construir o amor no lar. Ser pai e mãe sem filhos é luta para construir o amor no planeta. Amor é bandeira universal, empreitada para todos os espíritos.

Ser pai e mãe é uma grande oportunidade. Não ser pai e mãe de filhos gerados é uma grande oportunidade. Amar o irmão que sofre, amar o pai que adoece, cuidar da mãe que está só, conviver em paz com o desafeto são vários exemplos de atos de amor para pais e mães que não tiveram ou terão filhos.

Ser pai e mãe é grande empreitada para aqueles que vibram a oportunidade porque alguns ainda descartam essa benção, não assumindo seus filhos ou maltratando-os. Logo, o fato de ser pai e mãe com filho não define o ser. O que define o espírito é seu amor a Deus, ao próximo e a si mesmo. Assim é a lei de amor, assim é a lei da vida.

Pai e mães, amem seus filhos! Pais e mães sem filhos oferecidos pela vida, amem!

A caminhada do espírito é bem ampla para se apegar apenas à maternidade e paternidade. Os laços são do espírito, não se prendam aos laços consanguíneos.

Jesus já disse em outra época: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?”.
MMC
(Reunião 21/08/19)

sábado, 10 de agosto de 2019

O continuum animismo e mediunismo

O continuum animismo e mediunismo


“Apareceram então como que línguas de fogo que pousaram sobre as suas cabeças (...)”. (At 2:3)

A mediunidade é exercício de transformação moral do espírito. Muito mais do que exercer o papel de instrumento do Pai para os outros, o médium exerce o papel de consolar a si mesmo. Retirar as barreiras da vaidade e do orgulho é fundamental para que o médium se cobre menos sobre a presença espiritual e a participação anímica na interação mediúnica. A condição anímica é parte de um continuum de transformação e não deve ser cobrada em etapas iniciais e até mesmo intermediárias da mediunidade.

Como em uma peça teatral, o ator principal é o conteúdo da mensagem e o animismo é o ator coadjuvante. As expressões mediúnicas surgirão mas facilmente quando o médium se libertar do medo em relação ao animismo. Assim a conexão mediúnica surge como uma cena exibida no grande teatro do trabalho espiritual com a plateia da espiritualidade maior. Importante é não perder o foco no conteúdo de luz uma vez que o conteúdo anímico será apenas o figurino da mensagem iluminada.

Quando o médium se entrega nessa tarefa de atuar sem o peso íntimo de querer fazer o melhor perceberá que seu trabalho é simples, mas espetacular. Que o mais importante é a cena ser interpretada e o público compreender a mensagem, não se prendendo ao figurino que parece não combinar.

Mediunidade é comunicação com os espíritos, entretanto para isso os próprios médiuns necessitam se transformar na intimidade de maneira a se entregar cada vez mais ao Pai. Como espíritos imperfeitos, ainda se prendem à desconfiança do animismo. Porém, a condição anímica é filtro que auxilia na avaliação do conteúdo do espírito comunicante e na vigilância do próprio médium em não se sentir maior que a mensagem.

Animismo e mediunismo, caminhos que se completam na evolução mediúnica de espíritos em progressão moral.

A apresentação teatral é composta por vários aspectos, porém o conteúdo a ser transmitido é o mais importante. Se o figurino do personagem é brilhante, o cenário é espetacular e o conteúdo da peça não é transmitida, a apresentação não cumpriu seu papel. Assim como se o conteúdo é belíssimo, mas os recursos do cenário e a capacidade dos atores não permitem a transmissão adequada, a peça também não cumpriu sua função. Ou seja, o conteúdo mediúnico dos espíritos demanda o cuidado do médium na transmissão dessa mensagem.

Médiuns necessitam purificar suas mazelas da vaidade para que o conteúdo seja transmitido. Isso virá com estudo e autoconhecimento. Além da transformação moral que, aos poucos, permitirá a cena ser brilhantemente interpretada para o público que aguarda sedento as mensagens do Cristo.

Sejam médiuns em paz para que Jesus ofereça o amparo quanto à presença do conteúdo anímico. Assim, logo perceberão que as línguas de fogo logo se comunicarão.

Joanna DA 

(Mensagem dia 07/08/19)

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Vangloriar-se no Senhor


Vangloriar-se no Senhor


“Contudo, ‘quem se gloriar glorie-se no Senhor’” – Paulo. (2 Co 10:17)

A queda para o orgulho é dura quando o espírito se perde na ilusão desse sentimento doente.

Em contra partida, seu antídoto é a humildade que deve ser melhor compreendida. Quando a doce humildade é apresentada de forma superficial, pensa-se em agir de forma mais discreta, em ser mais calado, ser passivo, não se vestir bem e doar as posses materiais. Ou seja, ninguém quer ser humilde de fato, quer apenas ser mais atrativo ou atraente. Isso mesmo, se colocar abaixo da sua real condição não é atitude de humildade, é atitude de vaidade.

Ser humilde é posicionar perante a vida na sua condição atual e não mostrar aquilo que não é tentando se passar por pobre, frágil, vítima ou pior do que os outros. Esses, ao contrário, são atos de vaidade extrema.

Ser orgulhoso é se sentir menor e pior, achando que com isso está evoluindo e se envaidece pelo reconhecimento dessa atitude por terceiros. Quando recebe o reconhecimento externo se vangloria e espera que o outro ofereça ainda um elogio. Essa é a humildade tão orgulhosa que se diz passiva, discreta e sutilmente cruel.

A sombra do orgulho é como a poeira que se forma nos móveis da casa e sutilmente muda até a cor do ambiente. Todos os itens do cômodo tornam-se cinza de fuligem ou marrom da poeira da terra. O espírito no equívoco de se achar humilde com atitudes orgulhosas é como o móvel empoeirado pela fuligem que quando menos se espera a crosta de sujeira é enorme. Ou seja, o espírito começa a achar que realmente é humilde sendo passivo, calado, pobre e sem pretensões na vida e assim a poeira sutil do orgulho penetra silenciosamente.

Esses gestos discretos não é humildade, é didaticamente o orgulho do avesso que a maioria das pessoas não compreendem. Se sentir melhor ou pior tem a mesma essência: o orgulho com letra maiúscula.

A espiritualidade superior recebe constantemente trabalhadores do Cristo que se sentem humildes e ao desencarnarem, carregam suas posses sombrias. São como faraós do Egito carregando em seus túmulos o ouro da soberba disfarçada de humildade. Muito difícil convencê-los dessa cilada, principalmente aqueles que trabalham em casas de oração e trabalho assistencial. Acham que estão acertando sendo humildes e são verdadeiros orgulhosos.

Humildade é se posicionar; é falar firme quando deve; é fazer o bom uso das posses; é se vestir adequadamente.

Ser humilde não envolve o externo mais o interno, no autoconhecimento pleno do seu íntimo com auto amor eficaz para lidar com a sombra e a luz.
MMC
(Mensagem dia 17/09/19)