Vangloriar-se no Senhor
“Contudo, ‘quem se
gloriar glorie-se no Senhor’” – Paulo. (2 Co 10:17)
A queda para o orgulho é dura
quando o espírito se perde na ilusão desse sentimento doente.
Em contra partida, seu antídoto é
a humildade que deve ser melhor compreendida. Quando a doce humildade é apresentada
de forma superficial, pensa-se em agir de forma mais discreta, em ser mais
calado, ser passivo, não se vestir bem e doar as posses materiais. Ou seja,
ninguém quer ser humilde de fato, quer apenas ser mais atrativo ou atraente.
Isso mesmo, se colocar abaixo da sua real condição não é atitude de humildade,
é atitude de vaidade.
Ser humilde é posicionar perante
a vida na sua condição atual e não mostrar aquilo que não é tentando se passar
por pobre, frágil, vítima ou pior do que os outros. Esses, ao contrário, são
atos de vaidade extrema.
Ser orgulhoso é se sentir menor e
pior, achando que com isso está evoluindo e se envaidece pelo reconhecimento
dessa atitude por terceiros. Quando recebe o reconhecimento externo se
vangloria e espera que o outro ofereça ainda um elogio. Essa é a humildade tão
orgulhosa que se diz passiva, discreta e sutilmente cruel.
A sombra do orgulho é como a
poeira que se forma nos móveis da casa e sutilmente muda até a cor do ambiente.
Todos os itens do cômodo tornam-se cinza de fuligem ou marrom da poeira da
terra. O espírito no equívoco de se achar humilde com atitudes orgulhosas é como
o móvel empoeirado pela fuligem que quando menos se espera a crosta de sujeira
é enorme. Ou seja, o espírito começa a achar que realmente é humilde sendo
passivo, calado, pobre e sem pretensões na vida e assim a poeira sutil do
orgulho penetra silenciosamente.
Esses gestos discretos não é
humildade, é didaticamente o orgulho do avesso que a maioria das pessoas não
compreendem. Se sentir melhor ou pior tem a mesma essência: o orgulho com letra
maiúscula.
A espiritualidade superior recebe
constantemente trabalhadores do Cristo que se sentem humildes e ao
desencarnarem, carregam suas posses sombrias. São como faraós do Egito carregando
em seus túmulos o ouro da soberba disfarçada de humildade. Muito difícil
convencê-los dessa cilada, principalmente aqueles que trabalham em casas de
oração e trabalho assistencial. Acham que estão acertando sendo humildes e são
verdadeiros orgulhosos.
Humildade é se posicionar; é
falar firme quando deve; é fazer o bom uso das posses; é se vestir
adequadamente.
Ser humilde não envolve o externo
mais o interno, no autoconhecimento pleno do seu íntimo com auto amor eficaz
para lidar com a sombra e a luz.
MMC
(Mensagem dia
17/09/19)
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