sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Vangloriar-se no Senhor


Vangloriar-se no Senhor


“Contudo, ‘quem se gloriar glorie-se no Senhor’” – Paulo. (2 Co 10:17)

A queda para o orgulho é dura quando o espírito se perde na ilusão desse sentimento doente.

Em contra partida, seu antídoto é a humildade que deve ser melhor compreendida. Quando a doce humildade é apresentada de forma superficial, pensa-se em agir de forma mais discreta, em ser mais calado, ser passivo, não se vestir bem e doar as posses materiais. Ou seja, ninguém quer ser humilde de fato, quer apenas ser mais atrativo ou atraente. Isso mesmo, se colocar abaixo da sua real condição não é atitude de humildade, é atitude de vaidade.

Ser humilde é posicionar perante a vida na sua condição atual e não mostrar aquilo que não é tentando se passar por pobre, frágil, vítima ou pior do que os outros. Esses, ao contrário, são atos de vaidade extrema.

Ser orgulhoso é se sentir menor e pior, achando que com isso está evoluindo e se envaidece pelo reconhecimento dessa atitude por terceiros. Quando recebe o reconhecimento externo se vangloria e espera que o outro ofereça ainda um elogio. Essa é a humildade tão orgulhosa que se diz passiva, discreta e sutilmente cruel.

A sombra do orgulho é como a poeira que se forma nos móveis da casa e sutilmente muda até a cor do ambiente. Todos os itens do cômodo tornam-se cinza de fuligem ou marrom da poeira da terra. O espírito no equívoco de se achar humilde com atitudes orgulhosas é como o móvel empoeirado pela fuligem que quando menos se espera a crosta de sujeira é enorme. Ou seja, o espírito começa a achar que realmente é humilde sendo passivo, calado, pobre e sem pretensões na vida e assim a poeira sutil do orgulho penetra silenciosamente.

Esses gestos discretos não é humildade, é didaticamente o orgulho do avesso que a maioria das pessoas não compreendem. Se sentir melhor ou pior tem a mesma essência: o orgulho com letra maiúscula.

A espiritualidade superior recebe constantemente trabalhadores do Cristo que se sentem humildes e ao desencarnarem, carregam suas posses sombrias. São como faraós do Egito carregando em seus túmulos o ouro da soberba disfarçada de humildade. Muito difícil convencê-los dessa cilada, principalmente aqueles que trabalham em casas de oração e trabalho assistencial. Acham que estão acertando sendo humildes e são verdadeiros orgulhosos.

Humildade é se posicionar; é falar firme quando deve; é fazer o bom uso das posses; é se vestir adequadamente.

Ser humilde não envolve o externo mais o interno, no autoconhecimento pleno do seu íntimo com auto amor eficaz para lidar com a sombra e a luz.
MMC
(Mensagem dia 17/09/19)

Nenhum comentário:

Postar um comentário