sexta-feira, 12 de junho de 2020

Guerra ideológica: o cavaleiro do cavalo vermelho

Guerra ideológica: o cavaleiro do cavalo vermelho

 

“Então saiu outro cavalo; e este era vermelho. Seu cavaleiro recebeu poder para tirar a paz da terra e fazer que os homens se matassem uns aos outros. E lhe foi dada uma grande espada”. (Apocalipse 6:4)

“E disse aos discípulos: É impossível que não venham escândalos, mas ai daquele por quem vierem!” – Jesus. (Lucas 17:1)

“Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus. Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada” – Jesus (Mateus 10:33-34)

 

O entendimento da vida sob os valores espirituais é a chave para a compreensão do cavaleiro com o cavalo vermelho apresentado no apocalipse como a guerra.

A guerra é de difícil entendimento porque demonstra a limitação da condição moral daqueles que tentam resolver questões materiais através da espada. O mundo atual vive diversas guerras com saldos terríveis para a humanidade em todos os aspectos. Por mais triste que seja, alguns ainda lucram com ela. Por outro lado, a evolução moral de diversos espíritos e da sociedade envolve a passagem por guerras que trazem consequências positivas. Não quer dizer que é imprescindível ter a guerra, mas será útil para propósitos maiores. Se sabe pela passagem de Jesus no evangelho que os escândalos aparecerão, porém, ai daquele por quem venha.

A guerra material já foi descrita na humanidade em diversas condições e obras, mas a guerra do ciclo atual é peculiar, ela é ideológica. Cada um tem levantado bandeiras de diferentes ideologias e se digladiam defendendo suas próprias verdades. Perdem a capacidade de escuta e assim se prendem na fumaça e não reparam a beleza da chama. A chama que fomenta um novo pensamento, um novo modelo econômico, uma nova forma de ver o mundo e seus valores saudáveis para o ser coletivo Terra. Tudo isso é esquecido, priorizando apenas o conflito. Parece que o mais importante é defender a ideologia do que defender a essência do que ela se propõe. Em outras palavras, não se consegue dialogar, debater e escutar a visão diferente do outro mesmo que os dois possam ter a mesma essência, pensar o melhor para a sociedade que ambos vivem. A ilusão do conflito se prendendo à fumaça atrapalha a sociedade definir o real diagnóstico dos problemas do planeta. Porque tudo passa a ter um viés ideológico. As soluções dos problemas podem até ser diferentes, mas é limitante não conseguir se unir na definição o problema.

Essa é a guerra do ciclo apocalíptico atual. Esses são os conflitos que servem como exercício terapêutico para treinar o ato de escutar, uma das bases no cuidado com o outro. A tarefa atual é transformar essa escuta de maneira empática. Escutar o outro com o coração aberto mesmo que ele pense diferente. Escutar sem pensar na sua própria resposta, escutar sem dizer o que se quer falar. Escutar, escutar e escutar. Assim a escuta acalmará e acalentará o outro porque ele quer ser ouvido, quer falar, mesmo que sua fala seja equivocada.

O passo seguinte depende exclusivamente do primeiro. Se a escuta não for realizada, o segundo passo não é efetivo. E muitos querem de toda forma já dar o segundo passo antes do primeiro. O segundo passo é o posicionamento. Se posicionar demanda caridade e indulgência assim como a escuta. Se posicionar é ter o melhor jeito e momento de fazer o que é necessário tendo como essência o amor cristão. Se posicionar é conseguir dizer o que precisa ser dito, sem ferir, sem buscar convencer, sem mostrar-se superior, sem subir o tom, falando para o coração do outro.

Se posicionar é a base do cavaleiro de cavalo vermelho. Enfrentar a nova fase da regeneração exige escuta e posicionamento. Ambos são desafiadores, mas o novo planeta pede isso como ato de amor.

Uma das passagens do Cristo sinaliza sobre os momentos de separação ao assumir a escolha cristã. Ele completa sua mensagem dizendo que não veio trazer a paz, mas a espada. Claro que não é para digladiarem fazendo novas cruzadas e sim assumir a mensagem do amor na transição da regeneração a qual exigirá rompimentos e acarretará rompimentos.

Percebam que o planeta está mudando e o amor aglutinará os corações que buscam prioritariamente a luz mesmo com sombras. Aqueles que buscam prioritariamente as sombras mesmo com luz não se sentiram bem nesse novo mundo, por isso, a guerra. A nova guerra é o conflito ideológico.

Sejam amorosos, se posicionem mesmo que se posicionar seja o silêncio.

João

(Mensagem recebida dia 10/06/2020)


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