domingo, 7 de junho de 2020

O cavaleiro Morte e os novos modelos da Regeneração

O cavaleiro Morte e os novos modelos da Regeneração


“Olhei, e diante de mim estava um cavalo amarelo. Seu cavaleiro chamava-se Morte, e o Hades o seguia de perto. Foi-lhes dado poder sobre um quarto da terra para matar pela espada, pela fome, por pragas e por meio dos animais selvagens da terra”. (Apocalipse 6:8)
“E, olhando ele, viu os ricos lançarem as suas ofertas na arca do tesouro; E viu também uma pobre viúva lançar ali duas pequenas moedas; E disse: Em verdade vos digo que lançou mais do que todos, esta pobre viúva; Porque todos aqueles deitaram para as ofertas de Deus do que lhes sobeja; mas esta, da sua pobreza, deitou todo o sustento que tinha”. (Lucas 21:1-4)

O que menos alguém pode ter é o que mais se pode dar. Ao pensar naquilo que menos se possui na vida, perceberá o quão difícil parece dividir isso com o outro. A base dessa mensagem está belamente descrita no óbulo da viúva trazida no evangelho de Jesus. E essa mensagem coincide com a base de reflexão de um dos cavaleiros do apocalipse: a morte.

O cavaleiro com seu poder terapêutico da transição planetária ensinará com a morte física após a passagem do cavaleiro da pandemia, a necessidade da reconstrução íntima do ser coletivo Terra. A pandemia, sendo o primeiro cavaleiro desse ciclo, inspirará as mudanças do novo patamar do planeta, com a ajuda dos outros cavaleiros: morte, guerra ou conflitos e fome. Porém não se deve esquecer que esses são ciclos evolutivos e os cavaleiros são exercícios terapêuticos de transição moral.

O detalhe da morte no momento cíclico atual vivido no planeta não envolve somente morte física, envolve também a morte dos modelos hegemônicos. Essa é a fase desse cavaleiro no ciclo apocalíptico atual. A morte dos modelos hegemônicos ocorre após o esgotamento das condições estabelecidas pela sociedade para se construir um mundo a partir de uma visão de um conjunto de seres no mesmo bloco de matéria chamado Terra. Porém, pensando a Regeneração, modelos sustentados por essa visão se esgotarão. A nova condição exige que não mais se pense em um conjunto de seres e sim em uma sociedade única com suas diferenças. Afinal todos vivem no mesmo orbe, na mesma galáxia, no mesmo universo. Por que não se consideram irmãos? Por que se distinguem pela cor da pele? Por que se distinguem pelo poder que possuem? Por que se distinguem pelas escolhas da vida? As diferenças sempre existirão, porém, a unidade é necessária. Assim como irmãos no mesmo lar que se questionam, se divergem, tem vontades e interesses diferentes, mas são irmãos. Então os novos modelos de constituição, economia, relações sociais, tecnologia, educação deverão se sustentar na essência do olhar para o outro. Os modelos irão morrer, essa é a morte. Pode ser lenta, entretanto ocorrerá. A reconstrução também é um desafio e também ocorrerá.

Não é possível mais não mexer em feridas do ser coletivo Terra que exalam abuso, desalento, discriminação, privilégio, soberba e tantas outras doenças que decorrem das duas chagas da humanidade: orgulho e egoísmo.

Os cavaleiros estão conectados: pandemia, fome, morte e guerra. Esta ebulição estará cada vez mais evidente, demonstrando a transição de um novo planeta para os novos tempos. Parece sem rumo e sem precedentes todas essas circunstâncias, porém, elas estão entrelaçadas entre si e com o amparo do Cristo. Sem as mudanças, o mundo não muda.

E o óbulo da viúva é a base de entendimento da transição dos modelos. O óbulo que é a menor importância de valor da época descrita no evangelho demonstra o quão pouco a viúva possuía e daquele pouco foi que ela ofereceu para ajudar. Assim será o planeta Terra. Cada espírito deverá dar aquilo que não tem para assim concretizar os novos modelos. Esses novos modelos que se tornarão hegemônicos na regeneração envolvem o cuidado de preocupar com o outro. Mas não apenas preocupar com o outro superficialmente, mas dar a ele o que se tem, mesmo que seja pouco. Os modelos hegemônicos atuais morrem porque a preocupação com outro ocorre apenas por interesses secundários e quando se consegue acumular fundos monetários, quando se consegue construir abrigos, quando se consegue aumentar as posses para ter alguma sobra para o país, a região ou a casa mais próxima que sofre. E o modelo do óbulo da viúva é invertido, olha-se para o outro, dá o que se tem, principalmente o pouco.

O pouco da sociedade atual é o tempo. O tempo do mundo moderno é o que se menos tem. Esse é o ponto crucial da doação. Dar tempo de escuta ao pai distante; ao filho trancado no quarto; ao amigo que não se vê; ao companheiro de trabalho que está só; ao pedinte que está sem rumo; ao país que sofre; e também um tempo de luz para si mesmo.

Muitos vivem hoje, mas não se dão tempo para sua intimidade. Vivem uma vida pressionada pelos modelos que lhe oprimem a não ter tempo para si mesmos. Assim não se consegue olhar também para o outro e para Deus.

O modelo de inspiração às novas constituições, sistemas econômicos, relações interpessoais será de valorizar o tempo de maneira ampla de forma a atender a si, ao outro e a Deus. Assim é a lei de amor.

O cavalo da morte irá passar deixando os novos modelos inspirados em relatos como do óbulo da viúva.

Morte de entes queridos.

Morte dos modelos.

Renascimento do tempo.

Renascimento da Terra.
João
(Mensagem recebida dia 03/06/2020)

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