Desbravador da mata íntima
“E logo lhe caíram
dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista; e, levantando-se, foi
batizado”. (At 9:18)
Na sede do autodescobrimento, o
espírito se perde na floresta do seu mundo íntimo.
Se cada um entrar com fervor na
intimidade, perceberá que lá existem vários caminhos para atingir a árvore do
amor, da esperança e da paz. Porém, muitos se encantam com os pequenos
arbustos, se distraem com os sons do rio ou se apaixonam pelas cores das aves.
E assim permanecem décadas se autoconhecendo com pouca profundidade.
Já o desbravador, entra de forma
ativa na mata densa sem nenhum entrave. Encara cada tronco que impede sua
passagem e cada teia de aranha que pode atrapalhá-lo. Ele quer descobrir o que
está por trás de tanta escuridão, de tanta penumbra. Não se limita a só ficar
nas trilhas mais fáceis, busca caminhos desafiadores e assim evolui na sua
empreitada. Isso é autotransformação.
Durante a rota de se
autodescobrir, o fruto de se autotransformar ocorre consequentemente. Não é
simples desbravar o mundo íntimo com dedicação real porque gera suor, dor e
fadiga, mas a transformação é imediata. O desbravador sai da floresta mais
robusto e percebe que antes de entrar na mata era outro.
Muitos se perdem tentando se
conhecer melhor, achando que na mata tudo será fácil. Quando se depara com um
espinho, prefere recuar, ficando dentro da mata como se tivessem em
autoconhecimento, mas, de fato, não estão. Assim, estão os espíritas que se
perdem nos louros do autoconhecimento sem aplicação. Essa tarefa não é real se
for superficial. É a passagem na floresta com recuo dos espinhos e distração
pelas flores.
A verdadeira modificação moral é
a passagem pela mata densa com a beleza das flores e o encanto dos pássaros,
mas também com os calos e arranhões da transformação. A caminhada é dura, no
entanto, será compensadora. Seguir utilizando a bússola do amor porque na luz
do fim ficará nítida a beleza do caminho. Sempre na luta por mudar aquilo que
dói e reconhecendo que na intimidade há flores e espinhos. Assim é a mata
íntima.
Com a inspiração de Paulo de
Tarso, quando modificou seu mundo íntimo com luta e dor, chegando até mesmo
ficar cego ao ter contato com a luz do Cristo.
Sigam firmes que nosso mestre,
guia e modelo sempre auxiliará na passagem pelo autoconhecimento da mata densa
com as glórias do descobrimento do amor.
Jardineiro Fiel
(Mensagem dia 26/06/19)
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