domingo, 30 de junho de 2019

Desbravador da mata íntima

Desbravador da mata íntima


“E logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista; e, levantando-se, foi batizado”. (At 9:18)

Na sede do autodescobrimento, o espírito se perde na floresta do seu mundo íntimo.
Se cada um entrar com fervor na intimidade, perceberá que lá existem vários caminhos para atingir a árvore do amor, da esperança e da paz. Porém, muitos se encantam com os pequenos arbustos, se distraem com os sons do rio ou se apaixonam pelas cores das aves. E assim permanecem décadas se autoconhecendo com pouca profundidade.
Já o desbravador, entra de forma ativa na mata densa sem nenhum entrave. Encara cada tronco que impede sua passagem e cada teia de aranha que pode atrapalhá-lo. Ele quer descobrir o que está por trás de tanta escuridão, de tanta penumbra. Não se limita a só ficar nas trilhas mais fáceis, busca caminhos desafiadores e assim evolui na sua empreitada. Isso é autotransformação.
Durante a rota de se autodescobrir, o fruto de se autotransformar ocorre consequentemente. Não é simples desbravar o mundo íntimo com dedicação real porque gera suor, dor e fadiga, mas a transformação é imediata. O desbravador sai da floresta mais robusto e percebe que antes de entrar na mata era outro.
Muitos se perdem tentando se conhecer melhor, achando que na mata tudo será fácil. Quando se depara com um espinho, prefere recuar, ficando dentro da mata como se tivessem em autoconhecimento, mas, de fato, não estão. Assim, estão os espíritas que se perdem nos louros do autoconhecimento sem aplicação. Essa tarefa não é real se for superficial. É a passagem na floresta com recuo dos espinhos e distração pelas flores.
A verdadeira modificação moral é a passagem pela mata densa com a beleza das flores e o encanto dos pássaros, mas também com os calos e arranhões da transformação. A caminhada é dura, no entanto, será compensadora. Seguir utilizando a bússola do amor porque na luz do fim ficará nítida a beleza do caminho. Sempre na luta por mudar aquilo que dói e reconhecendo que na intimidade há flores e espinhos. Assim é a mata íntima.
Com a inspiração de Paulo de Tarso, quando modificou seu mundo íntimo com luta e dor, chegando até mesmo ficar cego ao ter contato com a luz do Cristo.
Sigam firmes que nosso mestre, guia e modelo sempre auxiliará na passagem pelo autoconhecimento da mata densa com as glórias do descobrimento do amor.
Jardineiro Fiel
(Mensagem dia 26/06/19)

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