Pássaro com asas do sim e do não
“Seja, porém, o vosso
falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna” –
Jesus. (Mt 5:37)
Os pássaros sabem voar porque
possuem duas asas. No seu processo de desenvolvimento buscam o voo de forma
gradativa e nesse treino uma asa bate mais forte que a outra. Algumas penas são
mais desenvolvidas em uma asa do que na outra e assim surgem os desequilíbrios.
Nesse início, eles não conseguem dar voos de grande amplitude, caindo
constantemente. Mas aos poucos suas asas se ajustam até conseguirem dar voos
mais amplos.
Assim, também ocorre com os
espíritos na tentativa de se posicionarem diante das experiências terrenas. Na
maioria das vezes dizem “não” para várias oportunidades de crescer e dizem “sim”
para situações de queda moral. Já há outros que dizem “sim” para todas as
pessoas ao seu redor, buscando preencher seu ego com boas relações e não entendem
que dessa forma o vazio íntimo não enche. O pássaro possui duas asas, a asa do “sim”
e a asa do “não”. Sem perceber, irá conseguir equilibrar essas asas para
conquistar voos panorâmicos. No desenvolvimento do espírito, percebe-se aqueles
que tem mais penas na asa do “não” e outros que possuem mais penas na asa do “sim”.
Isso porque as experiências prévias deixam marcas de uma personalidade mais
dura no “não” ou mais condescendente no “sim”.
Porém, nosso guia e modelo Jesus
deixou a orientação do “sim, sim; não, não”. O Mestre, através da lei de amor,
que rege a vida, mostra de forma clara que há amor no sim, quando é sim e também
há amor no não quando é não.
Para o pássaro voar, necessita de
asas desenvolvidas dos dois lados com penas robustas de amor no corpo todo.
Então, necessário se faz, flexibilizar o coração para dizer “sim”,
principalmente para o próximo que pede amparo, e para o aquele muito condescendente,
se permitir dizer “não”. Ambos são atos educativos, tanto para quem fala,
quanto para quem escuta.
Para perceber a importância das
duas asas desenvolvidas, o exemplo do pássaro mostra que no futuro haverá voos panorâmicos,
longos e belíssimos. Agora, aqueles que não desenvolvem, conseguiram voar
porque Deus é soberanamente bom e justo, mas os voos serão rasos e rasteiros.
Espíritos que não trabalham o “sim” e o “não” serão como codornas que sabem voar,
mas em curtas distâncias porque suas asas não desenvolveram plenamente.
Espíritos que entendem que o amor está no dizer “sim” com dureza, se for
necessário; e na leveza de dizer o “não”.
Caminhar em vidas diversas no
amor para voar em vidas futuras no amor.
Assim, é o próximo voo.
Jardineiro Fiel
(Mensagem dia
29/05/19)
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