Pés no chão, cruz nas costas e Deus nos céus
“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus,
santificado seja o teu nome”. (Mt
6:9)
Como é forte pensar na relação
dos espíritos imperfeitos com Deus. Muitos não fazem ideia do tamanho do Pai. E
ao pensar em Jesus mais complicado torna-se porque os encarnados adoram se
prender às marcas físicas da dor do nosso Nazareno. Jesus, espírito de luz com
grande desenvolvimento moral, passa pelas experiências na Terra e o que é
lembrado para muitos é o prego fixado em sua mão ou o espinho da coroa na
cabeça.
Porém, com o desenvolvimento intelectual
e moral, os corações e mentes se abrirão, transformando a interpretação dos
estigmas do corpo físico em marcas do espírito. A ferida que corre sangue
ontem, será a dor da consciência após a queda moral de hoje. As marcas de
cicatrizes da pele de ontem são as marcas dos equívocas no campo do sentimento
do presente.
Enquanto alguns se preocupam com
a crucificação do Cristo, muitos no seu próprio lar não conseguem conversar com
seus filhos. A dor do Cristo não salva ninguém, como muitos acharam e acham. O
que salva é a sua própria luta íntima que gera dor por tantos erros cometidos.
Cristo segue no comando do
Planeta e os encarnados estão pensando nas feridas na época da crucificação. Vão
para a casa de oração na busca se melhorarem, mas entregam a responsabilidade para
o Mestre. E assim continuamente entregam sua própria modificação aos outros,
esquecendo de designar a si mesmo essa responsabilidade.
Tem aqueles também que esquecem da
própria cruz, se apegam à cruz do Cristo ou tentam carregar a cruz dos outros.
Cada um tem a sua cruz e é para cada um ter apenas a sua. Porém, a cruz do
outro parece mais leve, mais fácil, mais bonita, mais chamativa quando se opta
por ajudar o próximo baseado em interesses menores.
E nessa caminhada com a cruz,
muitos espíritos estão se iludindo na relação com o Pai e com o Cristo. No início
da oração mais emblemática do Cristo, o mesmo diz: “Pai nosso que estai no céu”.
Assim, Ele nos ensina a respeitar o criador que está em toda parte e, em seguida,
seguir o caminho com sua própria cruz.
Não é gloriando a dor de Jesus
que se modifica, mas respeitando o Pai que está no céu com sua própria luta diária
na terra, com os pés no chão: sentindo o cheiro do filho, cuidando da mãe,
conversando com o irmão, protegendo o amigo e auxiliando aquele que esquece de
Deus.
Assim será a evolução, respeitando
o Pai, entendendo o tamanho de Jesus e carregando sua cruz com os pés no chão.
Amar é entregar o íntimo ao Alto
e viver com os pés no chão.
Deus é maior e Jesus é luz.
MMC
(Mensagem dia 22/05/19)
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