Corrida das trevas ou caminhada da luz
“Mas acumulem para vocês tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não
destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam”. (Mt 6:20)
A busca pelo Pai na corrida para
ser espíritos melhores parece desequilibrada. Muitos espíritos espíritas querem
ser melhores e entram em uma verdadeira corrida. Sempre se acham donos da
verdade; usufruem do conteúdo espírita como se fosse um curso superior; acolhem
as pessoas como curadores de épocas passadas; criam dogmas onde não existem; e
cultuam imagens.
Essa corrida na busca por ser
melhores é uma ilusão. Correm na busca de evoluir e se perdem nas sombras das
trevas. Pode parecer exagerada a reflexão, mas o alerta é real. Espíritas estão
deturpando a verdade por erros sutis tramados pelas trevas de maneira e
desestabilizar o plano de regeneração do planeta.
Os espíritos líderes de áreas
sombrias sabem como atuar com os espíritas, principalmente aqueles que estão à
frente de trabalhos de auxílio ou que usufruem do poder da palavra na
divulgação da doutrina. E a estratégia não é atacar com obsessão ou pensamentos
negativos. O método efetivo é estimular o conhecimento e o poder. Se cada
espírita à frente de trabalhos começa a achar que é imprescindível, abre-se uma
brecha. Nesse espaço as trevas elevam o ego da liderança vulnerável numa ilusão
de ajudar mais pessoas e fazer tudo pelo trabalho a qualquer custo. Perde-se a
reflexão, evita-se opinião dos pares, não se aceita críticas, errando a
caminhada por um ideal de ampliar atendimento ou divulgação espírita. Essa é a
corrida das trevas.
As sombras fazem apostas sobre
quem será o primeiro a cair. Se cada espírita com poder de decisão na casa de
oração olhasse para o seu mundo íntimo, poderá então se proteger. Mas muitos
preferem continuar sem reflexão ou refletem apenas a seu favor.
Se o duro golpe aparece em
momentos como na perda da intuição, no aumento de conflitos no lar e nas
sinalizações do corpo físico, demonstra-se reticente a essas tentativas do Pai
de propor reflexão. Na mente do espírito que passa por essas experiências e não
reconhece os sinais do Pai, as explicações referem-se ao estresse e ao trabalho
exagerado.
Fazer o bem ao preço do desequilíbrio,
não é fazer o bem. Ninguém faz bem ao outro fazendo mal a si mesmo.
Espíritas, não confundam a
evolução moral e a reforma íntima com uma corrida para ser melhor.
Quem está correndo está perdendo a
reflexão de cada passo da caminhada.
Jesus já nos disse: “guardai os
tesouros do céu”. Mas muitos tem guardado seus tesouros nas sombras íntimas, onde
a dor do processo de consciência futuro será enorme.
Parem de correr e comecem a
caminhar na luz.
João
(Mensagem dia 15/05/19)
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