A luz dos filhos cactos e flores
“Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada
sobre um monte” – Jesus (Mt 5:14)
Nos mais belos bosques nascem as
flores de vários tons e com cheiros encantadores. Para atingir esse espetáculo
de beleza e suavidade, a flor passa por diferentes processos de
desenvolvimento. Principalmente aquelas mais sensíveis podem conquistar beleza
máxima, porém, por um vento ou calor exuberante, podem também ser destruídas. A
flor, com suas mais singelas etapas do desenvolvimento, depende de um arranjo
enorme de vários componentes do ciclo natural. Isso ocorre desde o mundo micro
até o macrocósmico.
Já no deserto, com sua beleza não
tão valorizada, surgem cactos de diferentes tamanhos, com quantidades diversas
de espinhos e coloração mais tímida. A sua força é grande para resistir aos
diferentes processos naturais como a seca e o calor, conseguindo exercer seu
papel com grande maestria.
Na jornada reencarnatória assim
também se manifestam os espíritos, podendo exercer diferentes papéis. Cada qual
com sua empreitada, sob o amparo do nosso amado mestre.
Entretanto, alguns encarnados na
convivência com outros, principalmente em relações entre pais e filhos às vezes
caem em desequilíbrio focal. O foco no outro é desequilibrado e a compreensão
do papel de cada um é deturpada.
Na educação do sentimento, o que
o outro apresenta de maior valor, deve ser exaltado. Ou seja, a flor tem como principal
valor sua beleza de tocar as pessoas. Porém, sua maior característica é a
fragilidade. Ela possui seu maior valor de ser bela, mas possui sua principal
característica de ser frágil. Assim ocorre com os filhos, com uma beleza exuberante
no campo das artes, da ciência, do esporte, do conhecimento e os pais não percebem
a fragilidade. Os pais impõem suas escolhas ou deixam eles sem cuidado adequado
e essas belas flores, na sua fragilidade, morrem de sede de amor. O amor é
adubo e proteção, não é imposição de pensamento.
Já os outros espíritos cactos são
como aqueles encarnados resistentes a aceitar as pessoas por perto por consequência
de não serem valorizados por ninguém. Como filhos são esquecidos por não se destacarem
e os pais acabam permitindo tudo. Mesmo com essa falta de cuidado, o cacto
permanece forte, porém seu estoque da água acaba. A força do cacto depende de
quase nenhuma irrigação, mas alguma gota de amor é fundamental.
Então, nas relações entre pais e
filhos, perceber as características deles, se é frágil e belo ou forte e
discreto, auxiliará na convivência. Porque a imposição ou o desleixo distanciam
do amor proposto pelo Mestre.
Na caminhada rumo à perfeição,
cada filho tem muito a contribuir porque independente de ser cacto ou flor, na
essência são luzes.
Jardineiro Fiel
(Mensagem dia 08/05/19)
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