Eu, o próximo e o Pai somos um
“Eu e o Pai somos um” – Jesus. (Jo 10:30)
O exercício de perceber as chagas
do próximo poderá ser útil para o autoconhecimento, mas também é oportunidade
de auxílio ao outro. Se no momento que se busca compreender porque o outro está
em dor, muitas respostas serão esclarecidas. Em seguida, cada espírito
encarnado poderá entender, na sua intimidade, o seu próprio sentimento doente e
usar como estímulo para proteger, cuidar e amparar o próximo.
O mais habitual é tecer
comentários perniciosos para com os outros ao ver a chaga alheia. O primeiro passo
de se reconhecer nessa chaga é fundamental. Entretanto, em seguida, é
necessário oferecer ao outro o seu melhor. Dar aquilo que se tem de bom na
tentativa de cuidar da chaga do outro e da sua própria. É preciso também vigilância
para que esse auxílio ao próximo não venha emanado do orgulho, com uma sensação
de superioridade que comprometerá a empreitada.
Além de lidar com as chagas, na
caminhada rumo à luz, muitos serão testados para não agredir aqueles que os
agridem. Por vezes, sentirão tentados a atacar, mas hoje o momento é de
pacificar. Cada irmão carrega em si, devido às suas diversas encarnações
passadas, violências diversas e quando busca-se o autocontrole, não é simples.
São muitos séculos nos atos violentos e a vontade é de resolver dessa forma, reproduzindo
os atos passados.
Perceber que o outro tem limitações
e também luz é exercício consolador para aquele que pretende agredir. Não é fácil
mudar essa sintonia, mas a busca é de viver o amor. Uma busca por “eu e o Pai somos
um”, como nos ensinou nosso amado Jesus. Porém, esse Pai não é aquele que
castiga. A referência de um Deus castigador é histórica e fomenta essa
referência de perceber a chaga do outro e reagir com atos violentos. É como se buscasse
corrigir o outro através de castigos. Essa é a transferência de uma relação com
Deus deturpada e, em seguida, direcionada para a relação com o próximo.
O equilíbrio é a relação proposta
pela lei maior: “amar a Deus sob todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.
E não castigar o próximo com violência, exercendo o papel de Deus como
controlador das chagas do outro.
As chagas do próximo são formas terapêuticas
de autoconhecimento, mudança íntima e consolo, não de castigo.
Manter a conexão no amor a si
mesmo, irradiando para o próximo e assim contemplando ativamente a presença de
Deus.
Assim é a lei: eu, o próximo e o
Pai somos um.
João
(Mensagem recebida dia 01/05/19)
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