segunda-feira, 6 de maio de 2019

Eu, o próximo e o Pai somos um

Eu, o próximo e o Pai somos um


“Eu e o Pai somos um” – Jesus. (Jo 10:30)

O exercício de perceber as chagas do próximo poderá ser útil para o autoconhecimento, mas também é oportunidade de auxílio ao outro. Se no momento que se busca compreender porque o outro está em dor, muitas respostas serão esclarecidas. Em seguida, cada espírito encarnado poderá entender, na sua intimidade, o seu próprio sentimento doente e usar como estímulo para proteger, cuidar e amparar o próximo.
O mais habitual é tecer comentários perniciosos para com os outros ao ver a chaga alheia. O primeiro passo de se reconhecer nessa chaga é fundamental. Entretanto, em seguida, é necessário oferecer ao outro o seu melhor. Dar aquilo que se tem de bom na tentativa de cuidar da chaga do outro e da sua própria. É preciso também vigilância para que esse auxílio ao próximo não venha emanado do orgulho, com uma sensação de superioridade que comprometerá a empreitada.
Além de lidar com as chagas, na caminhada rumo à luz, muitos serão testados para não agredir aqueles que os agridem. Por vezes, sentirão tentados a atacar, mas hoje o momento é de pacificar. Cada irmão carrega em si, devido às suas diversas encarnações passadas, violências diversas e quando busca-se o autocontrole, não é simples. São muitos séculos nos atos violentos e a vontade é de resolver dessa forma, reproduzindo os atos passados.
Perceber que o outro tem limitações e também luz é exercício consolador para aquele que pretende agredir. Não é fácil mudar essa sintonia, mas a busca é de viver o amor. Uma busca por “eu e o Pai somos um”, como nos ensinou nosso amado Jesus. Porém, esse Pai não é aquele que castiga. A referência de um Deus castigador é histórica e fomenta essa referência de perceber a chaga do outro e reagir com atos violentos. É como se buscasse corrigir o outro através de castigos. Essa é a transferência de uma relação com Deus deturpada e, em seguida, direcionada para a relação com o próximo.
O equilíbrio é a relação proposta pela lei maior: “amar a Deus sob todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. E não castigar o próximo com violência, exercendo o papel de Deus como controlador das chagas do outro.
As chagas do próximo são formas terapêuticas de autoconhecimento, mudança íntima e consolo, não de castigo.
Manter a conexão no amor a si mesmo, irradiando para o próximo e assim contemplando ativamente a presença de Deus.
Assim é a lei: eu, o próximo e o Pai somos um.
João
(Mensagem recebida dia 01/05/19)

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