domingo, 8 de dezembro de 2019

Vós sois a luz do mundo

Vós sois a luz do mundo


“Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte – Jesus (Mt 5:14)

Você já contou quantas flores nascem do seu íntimo?

Já olhou para seu interior e viu o belo lago que te transborda?

Pensou alguma vez na sua grande habilidade de lidar com as desavenças dos outros?

Percebeu de alguma forma o tamanho do amor que existe dentro de você?

Reconheceu o grande carinho daqueles ao seu redor?

Já pensou sobre o tanto de minutos de dedicação para chegar até onde está hoje?

Lembra-se de como foi sua encarnação durante a gravidez de sua mãe e como eles fizeram para te receber?

Imagina o quanto você implorou para reencarnar?

Percebe o quanto amor consegue oferecer àqueles que muitos não valorizam?

Sabe o tanto de luz que exala de você quando faz aquela oração?

Consegue contar quantas pessoas querem o seu bem?

Consegue valorizar a benção daqueles que tratam suas dores?

Tem a dimensão do tanto que seus amigos querem seu bem?

Entende o porquê de conviver com determinadas pessoas aparentemente aleatórias?

Enxerga a beleza da vida que está ao seu redor?

Valoriza a relação com a família mesmo com os rancores e as mágoas existentes?

Sente o quanto de amor está guardado nessa caixa de sete chaves da intimidade?

Percebe o poder de abrir o coração para o Pai e mudar o rumo da vida?

Essas perguntas não precisam de respostas. Essas perguntas já são as respostas para sua cura.

Você é luz, nunca se esqueça.
Guilherme Henrique

(Mensagem recebida na Comunhão Espírita de Brasília dia 04/12/19)

Quem são os inimigos?


Quem são os inimigos?

“Mas a vós, que isto ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam” (Lu 6:27)

Os inimigos são entes esquecidos por medo de encarar os equívocos de outrora. É dolorido pensar na lição do Mestre de amá-los, assim, muitas vezes inconscientemente, esquece-se da sua existência. Essa autodefesa se manifesta também ao pensar que não se é inimigo de ninguém. Será que ninguém sofreu por um ato provocado por você? Não sente nenhuma mágoa, rancor ou ódio de ninguém? Ao responder essas perguntas positivamente, pode se considerar um inimigo.

Pensa-se que apresentar sentimentos negativos por alguém, mas não gerar atos de vingança ou violência não é se considerar inimigo. Essa é a ilusão ao ver a sombra das trevas no íntimo, fugir dela e não se considerar inimigo de ninguém. Mais honesto é assumir que está tentando não alimentar atos de inimizade ou violência, mas que no íntimo percebe o sentimento doente.

Espíritos em um planeta de provas e expiações, por mais duro que seja, são inimigos uns dos outros. Existem mais inimigos do que amigos uns dos outros. Quando a relação se inverter já se estará no planeta de regeneração.

É necessário se reconhecer como inimigo para diluir esse tesouro guardado dentro do mundo íntimo. Esse tesouro é como um bezerro de ouro no grande equívoco do planeta em não se ver como imperfeito.

Após o reconhecimento, perceberá que possuem também vários inimigos. Não é necessário desesperar porque, maior que todos eles, está o Pai com toda sua misericórdia e compreensão para cada um de seus filhos.

Amar os vossos inimigos é lição de entendimento profundo com necessidade de quebra de defesas ilusórias de um ser inabalável. O orgulho impera naquele que não se reconhece como inimigo e a vaidade engole aquele que se considera sem inimigos. Os inimigos estão mais próximos do que se imagina. Estão no lar, na pessoa que ama, no filho, no pai ou na mãe. Os inimigos são vários, mas com as bençãos do esquecimento, a vida segue diluindo aos poucos as mágoas de outros tempos.

Os inimigos de hoje são oportunidades de resolução de quedas do pretérito. Pensar que não existe inimigo é fuga e ilusão dos planos maiores do Pai para com os filhos que já se machucaram.

Amar os inimigos é ato essencial de reflexão para praticá-lo de forma verdadeira. Para isso não é necessário exigir que tenha um vínculo similar àqueles que se tenha afinidade. É pelo menos não vibrar contra e conseguir colocar nas orações. É conseguir mencionar o nome e pedir perdão. Assim como aqueles que se considera inimigos, rezem por eles também.

Importante sair do abrigo falso de achar que não se tem inimigos e de que todos são amigos.

Amar os vossos inimigos, exercitem-se nessa empreitada!

MMC 
(Mensagem recebida na Comunhão Espírita de Brasília dia 20/11/19)

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Pictografia

Lápis sem ponta ou caneta tinteira

Lápis sem ponta ou caneta tinteira


“Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho”. (Jo 19:26)

Perder um filho, ganhar um filho, não ter um filho são todos contextos que marcam as experiências dos encarnados no campo afetivo. Receber um espírito como filho é luta assim como perder um filho ou não ter filho. Mas a pergunta importante é: de quem é o filho? De quem cada um é filho?

O Pai é o Criador e o exercícios dessas experiências é o mesmo: humildade. Os encarnados então, muitas das vezes, na busca pelo controle de tudo, esquecem do exercício da entrega. Entrega à Deus, Pai de infinita bondade.

Aquele que perde um filho, deve entregar à Deus.

Aquele que ganha um filho, deve entregar à Deus.

Aquele que não tem um filho, deve entregar à Deus.

Muitos séculos já se separam sendo pai, mãe, filho, filha, enteado, casado, separado, viúva, com diferentes experiências. Mas o sentido da vida é o mesmo: entregar ao Pai. Não é fácil entregar porque o espírito tem todo o poder de escolher através do livre arbítrio. Assim opta constantemente por mexer, mudar, desviar, pular, revirar os caminhos da vida. Deus permite essa atuação porque o livre arbítrio é uma potencialidade do espírito. Porém, o planeta e o universo são regidos por leis divinas que geram consequências através das escolhas.

Muitos espíritos precisam perceber Deus, mas preferem perceber os prazeres. Muitos necessitam entender Deus e optam por fugir dos desafios. E há aqueles que se sentem poderosos, não percebendo as leis da vida e escrevendo sua própria história na ilusão de um lápis sem ponta.

Escrever a história da vida com filho recebido, filho adotado, com filho concebido em tratamentos médicos, com filho que aborta, sem filho gerado, com filho do parceiro ou parceira ou sem filho de forma alguma, é a lição de viver a vida com a caneta tinteira. É escrever as páginas em branco confiando no Pai. Uns não querem arriscar e não pegam a caneta, nem o lápis. Outros sentem tanta confiança em si que pegam o lápis, mas não percebem que está sem ponta. Outros fogem de escrever a sua história deixando as páginas abertas e brancas para as traças e os cupins.

O caminhar é escrever a vida conectado com o Pai com a caneta tinteira que mancha, deixa marcas que não permite apagar, mas possibilita escrever novas páginas.

Espíritos do Pai, vós sois filhos! Confiem no Criador! Larguem os lápis sem ponta.

Filhos perdidos, filhos gerados, filhos adotados, filhos recebidos, a história é ampla e as páginas são de luz. Percebam cada caminho que aparece para as páginas serem preenchidas com o amor.

MMC
(Mensagem recebida dia 04/12/19 na Comunhão Espírita de Brasília)

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Família: somos membros uns dos outros

Família: somos membros uns dos outros


“Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros” – Paulo. (Rm 12:5)

Uma história bastante educativa é aquela dos filhotes de porco espinho. Eles se abrigam em sua mãe para se protegerem das situações de perigo.
Os porcos espinho, quando filhotes, possuem, com menor quantidade, mas ainda presente, diversos espinhos. Durante a aproximação uns dos outros sempre remete a um furo ou perfuração na pele de quem está perto. Ocorrendo então ferimentos e machucados. Porém, aos poucos, os filhotes percebem que quanto mais se está perto, mais os espinhos se acomodam, cruzando uns com os outros espinhos sem que a pele seja ferida. Ou seja, quanto mais perto, menos ferida. Quando se está muito distante, não há contato, também não havendo ferida, entretanto o filhote fica mais exposto às situações de perigo como um predador ou frio. Se a aproximação existe, mas é pequena, o espinho fica incomodando e acaba ferindo.
A vida em família também é assim, se deixar distante demais, fica exposto aos riscos da vida mas se ficar apenas um pouco próximo, haverá feridas. A condição de evolução é da aproximação de maneira a acomodar os espinhos. Nem sempre os membros da família possuem afinidade uns com os outros, necessitando assim da aproximação para auxiliar nesse ajuste.
A encarnação em família é estratégia extremamente eficiente.
Quando os membros da família se aproximam forma-se uma bela paisagem com vista para o sol, em torno de um lago em meio às plantas. Os espinhos do início se transformaram nessas plantas com folhas ainda pontiagudas, mas que deixaram de ferir, às vezes incomodando, porém, protegendo.
E quando necessário pode-se contar com o amigo Jesus que está em todo lugar, principalmente nos momentos de porco espinho.
Josué
(Mensagem recebida no Grupo Os Mensageiros da Comunhão Espírita de Brasília dia 20/11/19)