Lápis sem ponta ou caneta tinteira
“Ora Jesus, vendo
ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua
mãe: Mulher, eis aí o teu filho”. (Jo 19:26)
Perder um filho, ganhar um filho,
não ter um filho são todos contextos que marcam as experiências dos encarnados
no campo afetivo. Receber um espírito como filho é luta assim como perder um
filho ou não ter filho. Mas a pergunta importante é: de quem é o filho? De quem
cada um é filho?
O Pai é o Criador e o exercícios
dessas experiências é o mesmo: humildade. Os encarnados então, muitas das
vezes, na busca pelo controle de tudo, esquecem do exercício da entrega.
Entrega à Deus, Pai de infinita bondade.
Aquele que perde um filho, deve
entregar à Deus.
Aquele que ganha um filho, deve
entregar à Deus.
Aquele que não tem um filho, deve
entregar à Deus.
Muitos séculos já se separam
sendo pai, mãe, filho, filha, enteado, casado, separado, viúva, com diferentes
experiências. Mas o sentido da vida é o mesmo: entregar ao Pai. Não é fácil
entregar porque o espírito tem todo o poder de escolher através do livre
arbítrio. Assim opta constantemente por mexer, mudar, desviar, pular, revirar os
caminhos da vida. Deus permite essa atuação porque o livre arbítrio é uma potencialidade
do espírito. Porém, o planeta e o universo são regidos por leis divinas que
geram consequências através das escolhas.
Muitos espíritos precisam
perceber Deus, mas preferem perceber os prazeres. Muitos necessitam entender
Deus e optam por fugir dos desafios. E há aqueles que se sentem poderosos, não
percebendo as leis da vida e escrevendo sua própria história na ilusão de um
lápis sem ponta.
Escrever a história da vida com
filho recebido, filho adotado, com filho concebido em tratamentos médicos, com
filho que aborta, sem filho gerado, com filho do parceiro ou parceira ou sem
filho de forma alguma, é a lição de viver a vida com a caneta tinteira. É
escrever as páginas em branco confiando no Pai. Uns não querem arriscar e não
pegam a caneta, nem o lápis. Outros sentem tanta confiança em si que pegam o lápis,
mas não percebem que está sem ponta. Outros fogem de escrever a sua história
deixando as páginas abertas e brancas para as traças e os cupins.
O caminhar é escrever a vida
conectado com o Pai com a caneta tinteira que mancha, deixa marcas que não
permite apagar, mas possibilita escrever novas páginas.
Espíritos do Pai, vós sois
filhos! Confiem no Criador! Larguem os lápis sem ponta.
Filhos perdidos, filhos gerados,
filhos adotados, filhos recebidos, a história é ampla e as páginas são de luz. Percebam
cada caminho que aparece para as páginas serem preenchidas com o amor.
MMC
(Mensagem recebida dia 04/12/19 na Comunhão
Espírita de Brasília)
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