sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Lápis sem ponta ou caneta tinteira

Lápis sem ponta ou caneta tinteira


“Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho”. (Jo 19:26)

Perder um filho, ganhar um filho, não ter um filho são todos contextos que marcam as experiências dos encarnados no campo afetivo. Receber um espírito como filho é luta assim como perder um filho ou não ter filho. Mas a pergunta importante é: de quem é o filho? De quem cada um é filho?

O Pai é o Criador e o exercícios dessas experiências é o mesmo: humildade. Os encarnados então, muitas das vezes, na busca pelo controle de tudo, esquecem do exercício da entrega. Entrega à Deus, Pai de infinita bondade.

Aquele que perde um filho, deve entregar à Deus.

Aquele que ganha um filho, deve entregar à Deus.

Aquele que não tem um filho, deve entregar à Deus.

Muitos séculos já se separam sendo pai, mãe, filho, filha, enteado, casado, separado, viúva, com diferentes experiências. Mas o sentido da vida é o mesmo: entregar ao Pai. Não é fácil entregar porque o espírito tem todo o poder de escolher através do livre arbítrio. Assim opta constantemente por mexer, mudar, desviar, pular, revirar os caminhos da vida. Deus permite essa atuação porque o livre arbítrio é uma potencialidade do espírito. Porém, o planeta e o universo são regidos por leis divinas que geram consequências através das escolhas.

Muitos espíritos precisam perceber Deus, mas preferem perceber os prazeres. Muitos necessitam entender Deus e optam por fugir dos desafios. E há aqueles que se sentem poderosos, não percebendo as leis da vida e escrevendo sua própria história na ilusão de um lápis sem ponta.

Escrever a história da vida com filho recebido, filho adotado, com filho concebido em tratamentos médicos, com filho que aborta, sem filho gerado, com filho do parceiro ou parceira ou sem filho de forma alguma, é a lição de viver a vida com a caneta tinteira. É escrever as páginas em branco confiando no Pai. Uns não querem arriscar e não pegam a caneta, nem o lápis. Outros sentem tanta confiança em si que pegam o lápis, mas não percebem que está sem ponta. Outros fogem de escrever a sua história deixando as páginas abertas e brancas para as traças e os cupins.

O caminhar é escrever a vida conectado com o Pai com a caneta tinteira que mancha, deixa marcas que não permite apagar, mas possibilita escrever novas páginas.

Espíritos do Pai, vós sois filhos! Confiem no Criador! Larguem os lápis sem ponta.

Filhos perdidos, filhos gerados, filhos adotados, filhos recebidos, a história é ampla e as páginas são de luz. Percebam cada caminho que aparece para as páginas serem preenchidas com o amor.

MMC
(Mensagem recebida dia 04/12/19 na Comunhão Espírita de Brasília)

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