Quem são os inimigos?
“Mas a vós, que isto
ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam” (Lu 6:27)
Os inimigos são entes esquecidos
por medo de encarar os equívocos de outrora. É dolorido pensar na lição do
Mestre de amá-los, assim, muitas vezes inconscientemente, esquece-se da sua existência.
Essa autodefesa se manifesta também ao pensar que não se é inimigo de ninguém.
Será que ninguém sofreu por um ato provocado por você? Não sente nenhuma mágoa,
rancor ou ódio de ninguém? Ao responder essas perguntas positivamente, pode se
considerar um inimigo.
Pensa-se que apresentar
sentimentos negativos por alguém, mas não gerar atos de vingança ou violência não
é se considerar inimigo. Essa é a ilusão ao ver a sombra das trevas no íntimo,
fugir dela e não se considerar inimigo de ninguém. Mais honesto é assumir que
está tentando não alimentar atos de inimizade ou violência, mas que no íntimo
percebe o sentimento doente.
Espíritos em um planeta de provas
e expiações, por mais duro que seja, são inimigos uns dos outros. Existem mais
inimigos do que amigos uns dos outros. Quando a relação se inverter já se estará
no planeta de regeneração.
É necessário se reconhecer como
inimigo para diluir esse tesouro guardado dentro do mundo íntimo. Esse tesouro
é como um bezerro de ouro no grande equívoco do planeta em não se ver como imperfeito.
Após o reconhecimento, perceberá
que possuem também vários inimigos. Não é necessário desesperar porque, maior
que todos eles, está o Pai com toda sua misericórdia e compreensão para cada um
de seus filhos.
Amar os vossos inimigos é lição
de entendimento profundo com necessidade de quebra de defesas ilusórias de um
ser inabalável. O orgulho impera naquele que não se reconhece como inimigo e a
vaidade engole aquele que se considera sem inimigos. Os inimigos estão mais
próximos do que se imagina. Estão no lar, na pessoa que ama, no filho, no pai
ou na mãe. Os inimigos são vários, mas com as bençãos do esquecimento, a vida
segue diluindo aos poucos as mágoas de outros tempos.
Os inimigos de hoje são oportunidades
de resolução de quedas do pretérito. Pensar que não existe inimigo é fuga e
ilusão dos planos maiores do Pai para com os filhos que já se machucaram.
Amar os inimigos é ato essencial
de reflexão para praticá-lo de forma verdadeira. Para isso não é necessário exigir
que tenha um vínculo similar àqueles que se tenha afinidade. É pelo menos não
vibrar contra e conseguir colocar nas orações. É conseguir mencionar o nome e
pedir perdão. Assim como aqueles que se considera inimigos, rezem por eles
também.
Importante sair do abrigo falso
de achar que não se tem inimigos e de que todos são amigos.
Amar os vossos inimigos,
exercitem-se nessa empreitada!
MMC
(Mensagem recebida
na Comunhão Espírita de Brasília dia 20/11/19)
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