Sinfonia do Silêncio
“E do medo se fez o espanto...” E disso, em cada canto
Do mundo dito em desencanto,
A pausa no desvario dos automatismos irrefletidos, criou um
novo canto.
O silêncio das reflexões profundas inundou os espaços vazios
E os preencheu com possibilidades esquecidas de renovação e
encanto.
Águas turvas se fizeram cristalinas e o plano respirou um
tanto.
Não somente nos hálitos estagnados, materiais, enfumaçados,
industriais...
Uma vibração nova se constrói a partir das mentes que se
renovam pelas reflexões imortais.
Algo se recicla, se renova, se expressa, se dissipa...nas
vibrações antes convulsionais.
E nesse momento de pausa, se tivermos olhos de ver e ouvidos
de ouvir,
Perceberemos os acordes de sinfonias excepcionais.
Que nos colocam no mesmo diapasão dos concertos universais,
Que vibram esperança e amor, para além das nossas questões
existenciais.
Que ouçamos, então, esses acordes.
Afinemos nossos instrumentos e vozes.
E façamos coro com as humanidades que em todo o universo
percorrem
Curando-se pelo entendimento das situações que ocorrem.
O convite é para silenciar, para que a alma possa cantar.
Acordem, todos que dormem!
Despertem com o silêncio, para que nossas almas cantem
fortes.
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