Ministério da Proteção Espiritual: a estrela abre o
abismo
“E
o quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu caiu na terra;
e foi-lhe dada a chave do poço do abismo. E abriu o poço do abismo, e subiu
fumaça do poço, como a fumaça de uma grande fornalha, e com a fumaça do poço
escureceu-se o sol e o ar. E da fumaça vieram gafanhotos sobre a terra; e
foi-lhes dado poder, como o poder que têm os escorpiões da terra. E foi-lhes
dito que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore
alguma, mas somente aos homens que não têm nas suas testas o selo de Deus. E
foi-lhes permitido, não que os matassem, mas que por cinco meses os
atormentassem; e o seu tormento era semelhante ao tormento do escorpião, quando
fere o homem. E naqueles dias os homens buscarão a morte, e não a acharão; e desejarão
morrer, e a morte fugirá deles. E o parecer dos gafanhotos era semelhante ao de
cavalos aparelhados para a guerra; e sobre as suas cabeças havia umas como
coroas semelhantes ao ouro; e os seus rostos eram como rostos de homens. E
tinham cabelos como cabelos de mulheres, e os seus dentes eram como de leões. E
tinham couraças como couraças de ferro; e o ruído das suas asas era como o
ruído de carros, quando muitos cavalos correm ao combate. E tinham caudas
semelhantes às dos escorpiões, e aguilhões nas suas caudas; e o seu poder era
para danificar os homens por cinco meses. E tinham sobre si rei, o anjo do
abismo; em hebreu era o seu nome Abadom, e em grego Apoliom. Passado é já um
ai; eis que depois disso vêm ainda dois ais”. (Apocalipse 9:1-12)
“Dizem-lhe
eles: De César. Então ele lhes disse: Dai pois a César o que é de César, e a
Deus o que é de Deus”. (Mateus 22:21)
Com
todo o amor do Cristo, o planeta segue os desafios da transição. Nas mais
diversas sombras surge a luz e o Mestre possibilita que todos os espíritos em
dor tenham sua chance de se iluminar na Terra. O governador do planeta permite
que cada espírito das trevas reencarne para se encontrar consigo mesmo. Nesse
reencontro achará luzes e sombras.
Assim
é a descrição do quinto anjo com trombeta do apocalipse. A luz da estrela
abrirá o abismo, que nesse ciclo apocalíptico a mensagem de João descreve as
oportunidades oferecidas às trevas. Do sombrio abismo do planeta, permanecem as
cidades das trevas e as equipes de socorro de Jesus abrem os portões dos
corações de cada irmão em sofrimento. É necessário oferecer a oportunidade para
eles reencarnarem. Claro que não será fácil para o planeta lidar com irmãos que
ainda tem a sombra como principal caminho; que se alinham com a vingança
daqueles que o machucaram; que tem o poder invadindo sua essência; que buscam a
violência nos seus mais variados espectros como solução; que consomem os
prazeres mais carnais, sedentos de uma vida sem barreiras; que buscam as posses
acima de qualquer valor moral. Todos esses espíritos se mantêm reunidos em
cidades sombrias que as equipes de socorro atuam de maneira a abrir a entrada
da luz no exercício de reencarná-los. As equipes de socorro se vinculam ao Ministério
da Proteção Espiritual com papel de amparar aqueles que estão perdidos nessas
cidades.
O
período de cinco meses descrito pelo quinto anjo refere ao processo de
transformação moral desses espíritos, porém é de uma forma simbólica, uma vez
que não condiz especificamente com a métrica temporal do mês utilizado no plano
físico. O mais importante não é se prender no fator temporal e nem em outros
símbolos como os gafanhotos, mas na situação de resgate que as equipes do
Ministério da Proteção Espiritual oferecem ao atual momento de transição do
planeta.
Compreendendo
o contexto dessas reencarnações, fica mais clara as sensações de que o mundo
esteja perdido, esteja sem rumo ao ver referências em cargos de poder
demonstrando enormes desequilíbrios, ou quando se vê os caminhos tortuosos nos
campos encômios, socias e morais da sociedade. A treva precisa ter a sua chance
de transformação antes que o planeta mude de condição. Não é uma punição para
aquele que já adquiriu a paz íntima relativa, mas é o exercício de acolhimento
desses espíritos em dor que não percebem o quão perdidos estão. Na evolução de
cada ser, vários também passaram por caminhos tortuosos e tiveram suas chances
de se iluminar. Assim também é com os espíritos resgatados no abismo do vale das
sombras.
Uma
das cidades mais sombrias é formada por espíritos que buscam utilizar toda inteligência
que possuem para frear o desenvolvimento moral do planeta. Esses espíritos
governam as cidades do vale das sombras e criam mecanismos de manter seus
seguidores fiéis aos propósitos de sofrimento do planeta. Esses seres inteligentes
das sombras sabem manipular cada um dos seus fiéis através de diferentes expectativas
principalmente no campo da vingança. Muitos espíritos aguardam a oportunidade
para se vingarem. Vários sabem quem são seus alvos, mas não conseguem traçar
estratégias efetivas. Os seres de inteligência então constroem trabalhos de execução
dessas vinganças de maneira auxiliando o projeto maior de minar o
desenvolvimento moral da Terra.
Porém,
as equipes do Cristo atuam de forma a acessar essas cidades como estrelas que caem
nesse abismo sombrio para socorrer aqueles espíritos que abrem brechas de
sintonia superior. A vida tem seu tempo e o tempo de transformação de cada
espírito será dado com a abertura do seu coração para o amor. O espírito em sombra
permanece estagnado porém, ao abrir uma pequena fresta em seu coração, entra
luz. Normalmente essas frestas aparecem quando o espírito demonstra sinais de
saudade daqueles de quem ama. Nesse momento, facilita-se a aproximação. Após a
aproximação, é oferecido o seu deslocamento para outro local no trabalho de reencarná-lo,
às vezes, de forma compulsória.
Esses
irmãos quando percebem o plano material ainda sofrem influências das sombras,
executando atos planejados nas cidades trevosas, porém, sob o amparo das equipes
do Ministério da Proteção, eles começam a esgotar suas energias. Os espíritos
das sombras de condição intelectual mais avançada também reencarnam e testam
outros encarnados que buscam a luz, mas estão vulneráveis. Eles atuam de forma
sutil assim como os fariseus tentaram fazer com o Cristo ao perguntá-lo sobre o
pagamento dos tributos. Jesus respondeu de forma sucinta: “Dai a César o que é
de César e a Deus o que é de Deus”. Muitos encarnados passarão por esses testes
e provocações para a desconstrução do amor. A mensagem do Cristo é a referência
para fazer o uso material do que é material e fazer o uso espiritual do que é
espiritual.
A
atuação desses espíritos inteligentes trevosos será atuando na queda moral em
casos relacionados à crença, poder, dinheiro, posses e religião que distorcem
os conteúdos morais embasados por reflexões materiais equivocadas. A vigilância
é necessária para não confundir a moeda de César e a mensagem do Cristo.
Com
a vigilância e a proteção das equipes de socorro muitos espíritos das sombras
se modificarão e aproveitarão a oportunidade da regeneração.
“Dai
a César o que é de César”. “Dai a Deus o que é de Deus”. O restante está no
comando do Cristo.
Os
abismos sombrios se tornarão belos vales de luz.
Sigam
rumo à luz que a proteção é constante.
João
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