Ministério da Transformação Moral: fraternidade e espiritualidade
“E tocou o sexto anjo a sua
trombeta, e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do altar de ouro, que
estava diante de Deus, A qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta
os quatro anjos, que estão presos junto ao grande rio Eufrates. E foram soltos
os quatro anjos, que estavam preparados para a hora, e dia, e mês, e ano, a fim
de matarem a terça parte dos homens. E o número dos exércitos dos cavaleiros
era de duzentos milhões; e ouvi o número deles. E assim vi os cavalos nesta
visão; e os que sobre eles cavalgavam tinham couraças de fogo, e de jacinto, e
de enxofre; e as cabeças dos cavalos eram como cabeças de leões; e de suas
bocas saía fogo e fumaça e enxofre. Por estes três foi morta a terça parte dos
homens, isto é pelo fogo, pela fumaça, e pelo enxofre, que saíam das suas
bocas. Porque o poder dos cavalos está na sua boca e nas suas caudas. Porquanto
as suas caudas são semelhantes a serpentes, e têm cabeças, e com elas
danificam. E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se
arrependeram das obras de suas mãos, para não adorarem os demônios, e os ídolos
de ouro, e de prata, e de bronze, e de pedra, e de madeira, que nem podem ver,
nem ouvir, nem andar. E não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas
feitiçarias, nem da sua fornicação, nem dos seus furtos”. Apocalipse
9:13-21
“Porque isto é também como um
homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes
os seus bens. E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada
um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe. E, tendo ele
partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles, e granjeou outros
cinco talentos. Da mesma sorte, o que recebera dois, granjeou também outros
dois. Mas o que recebera um, foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu
senhor. E muito tempo depois veio o senhor daqueles servos, e fez contas com
eles. Então aproximou-se o que recebera cinco talentos, e trouxe-lhe outros
cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros
cinco talentos que granjeei com eles. E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo
bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo
do teu senhor. E, chegando também o que tinha recebido dois talentos, disse:
Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com eles granjeei outros dois
talentos. Disse-lhe o seu senhor: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco
foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. Mas,
chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que
és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste;
E, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.
Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que
ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Devias então ter dado o meu
dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros.
Tirai-lhe pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos. Porque a qualquer
que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver até o que tem
ser-lhe-á tirado. Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali
haverá pranto e ranger de dentes.”. Mateus 25:14-30
Os anjos com as trombetas fazem
parte de uma estrutura importante no ciclo apocalíptico atual. Os primeiros
quatro anjos conforme descrito anteriormente são estruturas das frentes de
trabalho do Cristo vinculadas ao Ministério da Estrutura Física. Neles estão os
símbolos da árvore, céu, rio e mar relacionados às transformações físicas mais
evidentes que o planeta está passando nessa transição da regeneração. Elas envolvem,
respectivamente, o reino vegetal, a água, o reino animal e por fim como toda a
matéria tonar-se instrumento de conexão com Deus.
O quinto anjo traz o trabalho de
abertura dos abismos sombrios com as equipes de socorro vinculadas ao
Ministério da Proteção Espiritual. Por lá, os socorristas abrem frentes no meio
da escuridão como estrelas cadentes caindo na penumbra.
O sexto anjo descreve a transição
dos espíritos que sentiram a presença do amor do Pai irradiando de forma cada
vez mais evidente e daqueles que ainda estão descobrindo esse sentimento e essa
luz. Os espíritos estarão cada vez mais expostos a tomar consciência de suas
escolhas baseadas em duas vertentes: na existência da fraternidade na essência
de seus atos ou na ausência desse sentimento. Em outras palavras, os espíritos
estão divididos em dois terços representados por aqueles com fraternidade envolvente
e em crescimento; e um terço representado por aqueles que não despertaram ou lutam
contra ela.
Os espíritos estão sob forte condição
de mudança porque através das frentes de trabalho dos cavaleiros, já descritos
anteriormente, há uma pressão positiva para a transformação moral. Por isso os
cavalos com suas cabeças de leões descrito por João na sinalização do sexto anjo.
Esses cavalos fazem parte da tropa dos quatro cavaleiros com seus cavalos de
diferentes cores: fome, morte, guerra e pandemia, ou peste, para aquela época.
Todos esses cavalos são exercícios terapêuticos da transformação moral e formam
mais um ministério do governador Jesus: ministério
da Transformação Moral. Ele é responsável por oferecer subsídios nesse belo e
sem volta caminho que é a evolução. Os cavaleiros com suas tropas formam as
frentes de transformação que sistematicamente são calculadas de maneira a
auxiliar em transformações em massa.
Uma outra frente de atuação desse
ministério envolve áreas de iluminação e transformação morais dos espíritos, ou
seja, credos, seitas ou religiões. É lá que as equipes do Cristo atuam
sensibilizando, orientando e intuindo diferentes trabalhadores a acessar o
conteúdo universal da fraternidade. O propósito não é defender uma religião
específica ou credo. O propósito é macro, envolvendo a lei universal de amor e
fraternidade.
O ministério da Transformação
Moral atua também em outra frente iluminativa que é o conhecimento. Para isso,
o ministério atua em lideranças e trabalhadores do campo científico. Assim, é
possível oferecer intuições para respostas científicas que auxiliarão na transformação
moral do planeta. O conhecimento auxilia a moral e a moral auxilia o acesso ao
conhecimento. Claro que nem sempre esse caminho é direto como exemplos de
lideranças intelectuais que desenvolvem violência ou o contrário, espíritos com
encarnação bastante simplória sob o aspecto intelectual formal, mas que
irradiam luz. Importante é entender que a transformação moral virá e o
ministério atua em diferentes frentes com vários caminhos e, simbolicamente,
cavalarias, como descrito por João.
Importante perceber nesses novos
tempos que além da variável fraternidade como chave de transformação, outra
também se destaca: a espiritualidade. Os espíritos estão sedentos por se reconectar
com a força maior que rege o universo independente do nome que se dá. Essa
também é a busca do ser coletivo Terra nesse momento de transição.
O Espiritismo oferece suporte aos
espíritas, mas será também cada vez mais forte e discreto, como sempre foi, o
suporte para católicos, protestantes, muçulmanos, cientistas e ateus. Não é um
movimento de se converter ao credo espírita, mas de compreensão da vida
espiritual didaticamente apresentada pelo Espiritismo. Esse conteúdo é do
universo, é de Deus, não é de uma religião e nem de nenhum ser. O Espiritismo é
uma ferramenta que oferece respaldo de um entendimento mais amplo da vida e
assim os encarnados poderão se definir como católicos espíritas, protestantes
espíritas ou muçulmanos espíritas. Parece estranho, mas o conteúdo de amor é
universal e o entendimento da vida do espírito clama nos novos tempos.
O ministério da Transformação
Moral cumprirá os desígnios do Cristo juntamente com os outros ministérios no
trabalho magnífico de irradiação do amor. Os espíritos de luz transbordam amor,
conseguindo operar nessas frentes de trabalho como formigas servidoras do Pai que
carregam folhas durante a noite. É no escuro que o trabalho se constrói porque
a luz iluminará cada abismo sombrio.
Todos os trabalhadores do Cristo
seguem suas diretrizes e confiam nele como guia e modelo percebendo assim toda
sua magnitude de fraternidade. Nesse sentido, sabem utilizar claramente o
talento que recebem. Por isso, ao passar pela transição planetária, a tarefa do
Ministério da Transformação Moral é que os espíritos percebam o talento dado
pelo Pai. Não é meramente perceber o talento como uma habilidade artística ou profissional,
mas perceber o chamado. Todos espíritos sentirão no íntimo o chamado do Pai e
lá poderão encontrar as respostas que auxiliarão na sua transformação. O
suporte do Ministério é para que os espíritos não enterrem seu talento como na
parábola descrita pelo Mestre. O propósito é pegar o talento e multiplicar
intimamente e externamente.
Assim brota-se a fraternidade e percebe-se
a espiritualidade, ou seja, os desígnios do mais alto.
Fraternidade e espiritualidade:
as chaves da transformação.
João
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