domingo, 26 de maio de 2019

Pés no chão, cruz nas costas e Deus nos céus

Pés no chão, cruz nas costas e Deus nos céus


“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome”.  (Mt 6:9)

Como é forte pensar na relação dos espíritos imperfeitos com Deus. Muitos não fazem ideia do tamanho do Pai. E ao pensar em Jesus mais complicado torna-se porque os encarnados adoram se prender às marcas físicas da dor do nosso Nazareno. Jesus, espírito de luz com grande desenvolvimento moral, passa pelas experiências na Terra e o que é lembrado para muitos é o prego fixado em sua mão ou o espinho da coroa na cabeça.

Porém, com o desenvolvimento intelectual e moral, os corações e mentes se abrirão, transformando a interpretação dos estigmas do corpo físico em marcas do espírito. A ferida que corre sangue ontem, será a dor da consciência após a queda moral de hoje. As marcas de cicatrizes da pele de ontem são as marcas dos equívocas no campo do sentimento do presente.

Enquanto alguns se preocupam com a crucificação do Cristo, muitos no seu próprio lar não conseguem conversar com seus filhos. A dor do Cristo não salva ninguém, como muitos acharam e acham. O que salva é a sua própria luta íntima que gera dor por tantos erros cometidos.

Cristo segue no comando do Planeta e os encarnados estão pensando nas feridas na época da crucificação. Vão para a casa de oração na busca se melhorarem, mas entregam a responsabilidade para o Mestre. E assim continuamente entregam sua própria modificação aos outros, esquecendo de designar a si mesmo essa responsabilidade.

Tem aqueles também que esquecem da própria cruz, se apegam à cruz do Cristo ou tentam carregar a cruz dos outros. Cada um tem a sua cruz e é para cada um ter apenas a sua. Porém, a cruz do outro parece mais leve, mais fácil, mais bonita, mais chamativa quando se opta por ajudar o próximo baseado em interesses menores.

E nessa caminhada com a cruz, muitos espíritos estão se iludindo na relação com o Pai e com o Cristo. No início da oração mais emblemática do Cristo, o mesmo diz: “Pai nosso que estai no céu”. Assim, Ele nos ensina a respeitar o criador que está em toda parte e, em seguida, seguir o caminho com sua própria cruz.

Não é gloriando a dor de Jesus que se modifica, mas respeitando o Pai que está no céu com sua própria luta diária na terra, com os pés no chão: sentindo o cheiro do filho, cuidando da mãe, conversando com o irmão, protegendo o amigo e auxiliando aquele que esquece de Deus.

Assim será a evolução, respeitando o Pai, entendendo o tamanho de Jesus e carregando sua cruz com os pés no chão.

Amar é entregar o íntimo ao Alto e viver com os pés no chão.

Deus é maior e Jesus é luz.
MMC
(Mensagem dia 22/05/19)

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Corrida das trevas ou caminhada da luz

Corrida das trevas ou caminhada da luz


“Mas acumulem para vocês tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam”. (Mt 6:20)

A busca pelo Pai na corrida para ser espíritos melhores parece desequilibrada. Muitos espíritos espíritas querem ser melhores e entram em uma verdadeira corrida. Sempre se acham donos da verdade; usufruem do conteúdo espírita como se fosse um curso superior; acolhem as pessoas como curadores de épocas passadas; criam dogmas onde não existem; e cultuam imagens.

Essa corrida na busca por ser melhores é uma ilusão. Correm na busca de evoluir e se perdem nas sombras das trevas. Pode parecer exagerada a reflexão, mas o alerta é real. Espíritas estão deturpando a verdade por erros sutis tramados pelas trevas de maneira e desestabilizar o plano de regeneração do planeta.

Os espíritos líderes de áreas sombrias sabem como atuar com os espíritas, principalmente aqueles que estão à frente de trabalhos de auxílio ou que usufruem do poder da palavra na divulgação da doutrina. E a estratégia não é atacar com obsessão ou pensamentos negativos. O método efetivo é estimular o conhecimento e o poder. Se cada espírita à frente de trabalhos começa a achar que é imprescindível, abre-se uma brecha. Nesse espaço as trevas elevam o ego da liderança vulnerável numa ilusão de ajudar mais pessoas e fazer tudo pelo trabalho a qualquer custo. Perde-se a reflexão, evita-se opinião dos pares, não se aceita críticas, errando a caminhada por um ideal de ampliar atendimento ou divulgação espírita. Essa é a corrida das trevas.

As sombras fazem apostas sobre quem será o primeiro a cair. Se cada espírita com poder de decisão na casa de oração olhasse para o seu mundo íntimo, poderá então se proteger. Mas muitos preferem continuar sem reflexão ou refletem apenas a seu favor.

Se o duro golpe aparece em momentos como na perda da intuição, no aumento de conflitos no lar e nas sinalizações do corpo físico, demonstra-se reticente a essas tentativas do Pai de propor reflexão. Na mente do espírito que passa por essas experiências e não reconhece os sinais do Pai, as explicações referem-se ao estresse e ao trabalho exagerado.

Fazer o bem ao preço do desequilíbrio, não é fazer o bem. Ninguém faz bem ao outro fazendo mal a si mesmo.

Espíritas, não confundam a evolução moral e a reforma íntima com uma corrida para ser melhor.
Quem está correndo está perdendo a reflexão de cada passo da caminhada.

Jesus já nos disse: “guardai os tesouros do céu”. Mas muitos tem guardado seus tesouros nas sombras íntimas, onde a dor do processo de consciência futuro será enorme.

Parem de correr e comecem a caminhar na luz.
João
(Mensagem dia 15/05/19)

domingo, 12 de maio de 2019

A luz dos filhos cactos e flores

A luz dos filhos cactos e flores


“Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte” – Jesus (Mt 5:14)

Nos mais belos bosques nascem as flores de vários tons e com cheiros encantadores. Para atingir esse espetáculo de beleza e suavidade, a flor passa por diferentes processos de desenvolvimento. Principalmente aquelas mais sensíveis podem conquistar beleza máxima, porém, por um vento ou calor exuberante, podem também ser destruídas. A flor, com suas mais singelas etapas do desenvolvimento, depende de um arranjo enorme de vários componentes do ciclo natural. Isso ocorre desde o mundo micro até o macrocósmico.

Já no deserto, com sua beleza não tão valorizada, surgem cactos de diferentes tamanhos, com quantidades diversas de espinhos e coloração mais tímida. A sua força é grande para resistir aos diferentes processos naturais como a seca e o calor, conseguindo exercer seu papel com grande maestria.

Na jornada reencarnatória assim também se manifestam os espíritos, podendo exercer diferentes papéis. Cada qual com sua empreitada, sob o amparo do nosso amado mestre.
Entretanto, alguns encarnados na convivência com outros, principalmente em relações entre pais e filhos às vezes caem em desequilíbrio focal. O foco no outro é desequilibrado e a compreensão do papel de cada um é deturpada.

Na educação do sentimento, o que o outro apresenta de maior valor, deve ser exaltado. Ou seja, a flor tem como principal valor sua beleza de tocar as pessoas. Porém, sua maior característica é a fragilidade. Ela possui seu maior valor de ser bela, mas possui sua principal característica de ser frágil. Assim ocorre com os filhos, com uma beleza exuberante no campo das artes, da ciência, do esporte, do conhecimento e os pais não percebem a fragilidade. Os pais impõem suas escolhas ou deixam eles sem cuidado adequado e essas belas flores, na sua fragilidade, morrem de sede de amor. O amor é adubo e proteção, não é imposição de pensamento.

Já os outros espíritos cactos são como aqueles encarnados resistentes a aceitar as pessoas por perto por consequência de não serem valorizados por ninguém. Como filhos são esquecidos por não se destacarem e os pais acabam permitindo tudo. Mesmo com essa falta de cuidado, o cacto permanece forte, porém seu estoque da água acaba. A força do cacto depende de quase nenhuma irrigação, mas alguma gota de amor é fundamental.

Então, nas relações entre pais e filhos, perceber as características deles, se é frágil e belo ou forte e discreto, auxiliará na convivência. Porque a imposição ou o desleixo distanciam do amor proposto pelo Mestre.

Na caminhada rumo à perfeição, cada filho tem muito a contribuir porque independente de ser cacto ou flor, na essência são luzes.

Jardineiro Fiel

(Mensagem dia 08/05/19)

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Eu, o próximo e o Pai somos um

Eu, o próximo e o Pai somos um


“Eu e o Pai somos um” – Jesus. (Jo 10:30)

O exercício de perceber as chagas do próximo poderá ser útil para o autoconhecimento, mas também é oportunidade de auxílio ao outro. Se no momento que se busca compreender porque o outro está em dor, muitas respostas serão esclarecidas. Em seguida, cada espírito encarnado poderá entender, na sua intimidade, o seu próprio sentimento doente e usar como estímulo para proteger, cuidar e amparar o próximo.
O mais habitual é tecer comentários perniciosos para com os outros ao ver a chaga alheia. O primeiro passo de se reconhecer nessa chaga é fundamental. Entretanto, em seguida, é necessário oferecer ao outro o seu melhor. Dar aquilo que se tem de bom na tentativa de cuidar da chaga do outro e da sua própria. É preciso também vigilância para que esse auxílio ao próximo não venha emanado do orgulho, com uma sensação de superioridade que comprometerá a empreitada.
Além de lidar com as chagas, na caminhada rumo à luz, muitos serão testados para não agredir aqueles que os agridem. Por vezes, sentirão tentados a atacar, mas hoje o momento é de pacificar. Cada irmão carrega em si, devido às suas diversas encarnações passadas, violências diversas e quando busca-se o autocontrole, não é simples. São muitos séculos nos atos violentos e a vontade é de resolver dessa forma, reproduzindo os atos passados.
Perceber que o outro tem limitações e também luz é exercício consolador para aquele que pretende agredir. Não é fácil mudar essa sintonia, mas a busca é de viver o amor. Uma busca por “eu e o Pai somos um”, como nos ensinou nosso amado Jesus. Porém, esse Pai não é aquele que castiga. A referência de um Deus castigador é histórica e fomenta essa referência de perceber a chaga do outro e reagir com atos violentos. É como se buscasse corrigir o outro através de castigos. Essa é a transferência de uma relação com Deus deturpada e, em seguida, direcionada para a relação com o próximo.
O equilíbrio é a relação proposta pela lei maior: “amar a Deus sob todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. E não castigar o próximo com violência, exercendo o papel de Deus como controlador das chagas do outro.
As chagas do próximo são formas terapêuticas de autoconhecimento, mudança íntima e consolo, não de castigo.
Manter a conexão no amor a si mesmo, irradiando para o próximo e assim contemplando ativamente a presença de Deus.
Assim é a lei: eu, o próximo e o Pai somos um.
João
(Mensagem recebida dia 01/05/19)