Fome moral: cavaleiro do cavalo preto
“E, havendo o Cordeiro aberto
um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de
trovão: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado
sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para
vencer. E, havendo aberto o segundo selo, ouvi o segundo animal, dizendo: Vem,
e vê. E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi
dado que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe
dada uma grande espada. E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi dizer o
terceiro animal: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo preto e o que sobre ele
estava assentado tinha uma balança em sua mão”. (Apocalipse 6:1-5)
Durante todo o momento de
transição planetária, os métodos do Pai Criador permitem que os planetas subam
os diferentes degraus evolutivos. Um desses métodos envolvem os exercícios
terapêuticos de evolução descritos por João no Apocalipse como cavaleiros em
seus cavalos preto, amarelo, vermelho e branco. Parece estranho, mas essa tropa
chega como oportunidade bendita de evolução, fundamental para o estabelecimento
da transformação moral. Um dos membros dessa tropa é cavalo preto com seu
cavaleiro representando a fome.
A fome, dentro do parâmetro
material, demonstra a precariedade da vida do ser que está nessa condição.
Imaginar ou lembrar situações de fome talvez não seja tão fácil porque muitos
não sabem o que é sentir fome verdadeiramente. Mas de toda forma, pode-se ter a
certeza que é difícil explicar ou descrever, mas, em suma, o corpo sofre processos
sistêmicos de desequilíbrio enormes. O ser que realmente passa pela fome está
vivendo uma condição máxima de debilidade que acarreta respostas indescritíveis
de sofrimento.
Após tentar chegar perto de
entender o que é a fome real, pode-se aprofundar sobre o tema da fome
representada pelo cavalo preto do apocalipse no momento da transição
planetária. Primeiro é importante ficar claro que os cavaleiros além de
representarem exercícios de caráter evolutivo, eles são altamente
interrelacionados. Quando um deles toma a frente no desenvolvimento de algo, os
outros por consequência são incitados. Ou seja, quando ocorre um movimento do
cavalo branco que representa a epidemia, ou peste na descrição da época, inicia-se
uma repercussão nos outros três cavalos: guerra, fome e morte. E assim por
diante, os quatro cavaleiros com seus cavalos se alternam em momentos cíclicos
com maior ou menor força de acordo com cada etapa do processo evolutivo.
Tendo em vista quais são os
cavaleiros, suas interligações e o reforço no entendimento da fome real,
pode-se pensar na fome do Apocalipse nesse ciclo de transição da regeneração.
Ela nesse novo ciclo é a fome moral. Há algumas décadas, o planeta tentou
encontrar respostas em vários caminhos para o real sentido da vida. O mundo
buscou vivenciar muitas experiências, conhecer várias fontes de alimento
espiritual e encontrando, em sua maioria, apenas um vazio. Vários espíritos já
viviam esse vazio existencial que com a pandemia apenas acentuou, uma vez que
os cavaleiros trabalham juntos.
A fome moral é o buraco
encontrado no centro da alma. É aquela dor que como a fome física, destrói o
ser. Mas na fome moral a destruição é na vida do espírito. Ele se perde nas
mais profundas aflições de sua sombra. Por incrível que pareça, a fome moral
consome o ser. Ao chegar nesse ponto, o ser então olha para o alto. Essa é a
chave, a oportunidade do exercício terapêutico evolutivo do cavalo preto é o
olhar para o alto. Esse ato é o exercício fundamental de reconhecer o Criador,
honrar o Pai. Quando o espirito não tem mais para onde olhar por já estar no
fundo da sua mais profunda sombra, imediatamente, ele olha para o alto.
Isso não quer dizer que todos os
espíritos necessitam de passar pela miséria moral para encontrar o Pai
consolador. A grande parte consegue olhar para o alto durante sua caminhada evolutiva,
mas durante esse percurso acaba se perdendo e esquece as luzes do céu. Se apega
aos brilhos do ouro, do poder e da própria vaidade, esquecendo do alimento
moral. A grande expectativa é construir na intimidade a prevenção de não cair
na fome do vazio moral.
O alimento oferecido pelo Pai
está mais perto do que possa imaginar. O alimento que cessa a fome moral está em
olhar para o alto e assim olhar para o lado. Após olhar para o alto, olhar para
o lado, olha-se para dentro e, por fim, volta-se a olhar para o alto. Essa é a
lei de amor, o alimento da fonte eterna que sacia o espírito rumo à luz.
O ser coletivo Terra precisa
aprender com o cavaleiro no cavalo pretom a olhar para o Pai reconhecendo o seu
amor; olhar para o lado amando o companheiro mais perto; olhar para dentro
amando a si mesmo para, enfim, voltar a olhar para o alto como gratidão e amor
a Deus pela bendita oportunidade.
A fome moral é lição de amor.
A fome moral é saciada pelo amor.
O amor é vivido pelos olhares
mais importantes da vida: alto, lado, dentro e alto novamente.
João
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