Pandemia: Jesus está dormindo?
“Entretanto, Jesus
dormia deitado na popa, com a cabeça numa almofada. Inquietos, acordaram-no,
gritando: “Mestre, não te preocupa que estejamos quase a morrer?” (Marcos
4:38)
Nas diferentes reflexões diante
do momento doloroso da pandemia, questiona-se a existência de um Deus, a
existência de um amparo espiritual e como os diferentes credos explicam esse
quadro.
Na visão mais superficial do
cenário atual, muitos sentem falta de amparo e proteção, falta de sentido e
apoio, além da falta de perspectivas positivas. Ao ver cada país sofrendo com o
vírus ou com a condução dos governantes perante o vírus, surge, em muitos,
frustração e decepção. Ao ver companheiros do mesmo país ou da mesma cidade
desmerecendo os cuidados uns com os outros, pode causar frequentemente repulsa
e até uma sensação violenta. Todas essas aflições e a falta de perspectiva são
reais e legítimas diante de um cenário árduo de insegurança. A fé nesse momento
parece ser fraca e as respostas que são oferecidas parecem não preencher os
conflitos diante de tantos medos.
O conforto e a segurança serão
construídos nos corações daqueles que acreditam em algo maior no mundo. Aqueles
que não sabem nomear, mas confiam em uma força maior que rege o universo podem
se sentir seguros também. Outros que recorrem a diferentes energias e dogmas
na perspectiva do amor, se sustentam nesse caminho. Agora aqueles que creem no
Mestre Jesus precisam de fato construir esse entendimento no coração. O
espírito desse grande exemplo e modelo para a humanidade não se pode perder em
interpretações pueris ou limitadas à uma crucificação. Jesus é o espírito da
Terra com maior envergadura moral e traz essa conquista há muitos bilhões de
anos. Nos diferentes símbolos que são oferecidos a Ele como crucificado,
cordeiro, cavaleiro no cavalo branco, príncipe da paz, o mais importante é compreender
a sua mensagem universal. Jesus trouxe o amor, exemplificando-o no plano
físico. Hoje segue vibrando esse sentimento na condução do planeta Terra. E
para aqueles que tenham olhos de ver e ouvidos de ouvir é necessário fortalecer
a fé e a razão para compreender o tamanho que é esse trabalho.
Jesus é o governador do planeta e
nessa empreitada conta com diversos trabalhadores. O trabalho é dividido pela
sua misericórdia uma vez que pela sua condição evolutiva, não precisaria dos
trabalhadores para concluir sua tarefa. O Mestre divide o trabalho da Terra em vinte
e quatro ministérios sendo um deles designado à Regeneração. À frente dessa
missão está João Evangelista, companheiro do Cristo de muitas jornadas. Sua
tarefa é conduzir o planeta para um novo degrau evolutivo e assim passar por
cada desafio que virá através dos diferentes exercícios terapêuticos, dentre eles,
a pandemia. Esse ministério conta com o apoio da cidade espiritual Esmirna onde
ocorre o espelhamento da estrutura espiritual que será constituída no plano
físico nas próximas décadas. Lá também está todo o apoio dos espíritos de luz,
trabalhadores de João e do Cristo.
João segue na condução do
ministério da Regeneração e diferentemente da visão, em Patmos, dos vinte e
quatro anciãos[1]
que não parecia ser clara, hoje é bem nítido. Os anciãos representam os
ministérios de Jesus e um deles era a projeção de João como ministro. Na
abordagem apocalíptica, o cordeiro[2]
estava no meio do entre os anciãos o que parecia confuso. Porém, independente
dos símbolos, o trono do ponto de vista moral é realmente do Cristo. Claro que
o Mestre na sua condição de luz não usa essa estrutura simbólica materialista
do trono, mas foi assim que João naquele momento conseguiu enxergar.
Outras imagens causam dúvida, mas
a essência do Cristo é o mais importante: sua mensagem de amor e a sua
envergadura moral. Muitos se perdem em ver apenas a mensagem de amor e
desconsideram seu papel macro no planeta e no universo. Outros se perdem na
visão do governador planetário e espírito de luz, porém, esquecem a vivência da
mensagem fraterna. Importante ter a informação do papel do Mestre como também
da sua mensagem. Assim como perceber que os símbolos trazidos por João no
Apocalipse estão dentro de um contexto e nem todos serão utilizados nesse
momento.
Muito se fala sobre a noiva[3],
sobre os quatro animais ou seres que estavam com os vinte e quatro anciãos[4];
sobre o cavaleiro no cavalo branco[5];
sobre o cordeiro e seu sangue[6].
O que mais importa é perceber que Jesus é o governador do planeta Terra. Além
desse planeta, é governador de outros. Imaginem assim o tamanho desse espírito
que há bilhões de anos já é celestial. Jesus está entre os espíritos de maior
condição evolutiva do Universo, realizando reuniões em outros sistemas. Parece
muito distante esse entendimento e quanto mais se aprofunda mais corre-se o
risco de se perder em uma cortina de fumaça traiçoeira, esquecendo a essência da
mensagem de Jesus. Hoje não é possível entender mais do que já foi apresentado
sobre o Cristo.
O essencial é entender que sem a
lei de amor não será possível se manter na nova vibração do planeta durante a
regeneração. Não é questão de expulsar aqueles que não estão preparados para essa
nova etapa, é apenas uma questão de sintonia. Quem não vibrar no bem em maior
parte do seu íntimo, não suportará o planeta Terra. As diferentes oportunidades
estão sendo dadas a todos, por isso parece estranho ver espíritos ainda tão
perversos à frente de nações, de organizações criminosas e núcleos familiares.
Todos estão vivendo a chance de modificação íntima até a última hora.
Nos diferentes departamentos de
João no ministério da Regeneração, muitos trabalhadores acompanham os espíritos
que estão na pior condição moral. São vistos de perto e monitorados pela
espiritualidade de maneira a terem a chance de escolher como foi para todos no
planeta. Porém, sua liberdade irá até o ponto que não comprometam cenários
maiores onde essa equipe de trabalhadores irá intervir sob o amparo de João e
designação do Cristo, além do respeito às leis divinas. Todo esse processo de
transição é amparado.
Parece que o planeta está à
deriva, mas as etapas estão avançando e cada uma delas será concluída de maneira
adequada. Os diferentes cavaleiros[7]
trazidos por João exercem sua função no momento atual: a fome moral, a guerra
das ideologias, a morte dos modelos hegemônicos e as pandemias. Todos eles são
exercícios terapêuticos que auxiliarão o barco da vida encontrar o rumo junto à
luz.
O Mestre durante sua passagem na
matéria deixou várias lições, dentre elas, a passagem da tempestade[8].
Durante uma travessia de barco, eles se depararam com uma grande tempestade que
causou pavor entre todos ali presentes. Porém, quando procuraram o Mestre, Ele
estava dormindo o que causou ainda mais medo. Assim estão os espíritos durante
a passagem do cavaleiro da pandemia. Parece que estão todos em uma tempestade e
Cristo está dormindo. Como são muitos fatos tristes e deprimentes acontecendo surge
essa insegurança, porém, Jesus sabe o que faz mesmo que pareça que Ele esteja
dormindo. O ponto fundamental da passagem é que de fato ele estava dormindo,
mas estava com o leme. Por mais que pareça estar tudo perdido, não esqueça de
quem está no leme.
Assim é o Mestre, Ele parece dormir,
mas o leme sempre está em suas mãos.
João
(Mensagem recebida dia 13/05/2020)
[1]
Apocalipse 4:4 (nota do médium)
[2]
Apocalipse 5:6 (nota do médium)
[3]
Apocalipse 19:7 (nota do médium)
[4]
Apocalipse 4:6 (nota do médium)
[5]
Apocalipse 19:11 (nota do médium)
[6]
Apocalipse 12:11 (nota do médium)
[7]
Apocalipse 6:1-8 (nota do médium)
[8] Marcos
4:35-41; Mateus 8:23-27; Lucas 8:22-25
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