domingo, 17 de maio de 2020

Pandemia: Jesus está dormindo?


Pandemia: Jesus está dormindo?


“Entretanto, Jesus dormia deitado na popa, com a cabeça numa almofada. Inquietos, acordaram-no, gritando: “Mestre, não te preocupa que estejamos quase a morrer?” (Marcos 4:38)

Nas diferentes reflexões diante do momento doloroso da pandemia, questiona-se a existência de um Deus, a existência de um amparo espiritual e como os diferentes credos explicam esse quadro.

Na visão mais superficial do cenário atual, muitos sentem falta de amparo e proteção, falta de sentido e apoio, além da falta de perspectivas positivas. Ao ver cada país sofrendo com o vírus ou com a condução dos governantes perante o vírus, surge, em muitos, frustração e decepção. Ao ver companheiros do mesmo país ou da mesma cidade desmerecendo os cuidados uns com os outros, pode causar frequentemente repulsa e até uma sensação violenta. Todas essas aflições e a falta de perspectiva são reais e legítimas diante de um cenário árduo de insegurança. A fé nesse momento parece ser fraca e as respostas que são oferecidas parecem não preencher os conflitos diante de tantos medos.

O conforto e a segurança serão construídos nos corações daqueles que acreditam em algo maior no mundo. Aqueles que não sabem nomear, mas confiam em uma força maior que rege o universo podem se sentir seguros também. Outros que recorrem a diferentes energias e dogmas na perspectiva do amor, se sustentam nesse caminho. Agora aqueles que creem no Mestre Jesus precisam de fato construir esse entendimento no coração. O espírito desse grande exemplo e modelo para a humanidade não se pode perder em interpretações pueris ou limitadas à uma crucificação. Jesus é o espírito da Terra com maior envergadura moral e traz essa conquista há muitos bilhões de anos. Nos diferentes símbolos que são oferecidos a Ele como crucificado, cordeiro, cavaleiro no cavalo branco, príncipe da paz, o mais importante é compreender a sua mensagem universal. Jesus trouxe o amor, exemplificando-o no plano físico. Hoje segue vibrando esse sentimento na condução do planeta Terra. E para aqueles que tenham olhos de ver e ouvidos de ouvir é necessário fortalecer a fé e a razão para compreender o tamanho que é esse trabalho.

Jesus é o governador do planeta e nessa empreitada conta com diversos trabalhadores. O trabalho é dividido pela sua misericórdia uma vez que pela sua condição evolutiva, não precisaria dos trabalhadores para concluir sua tarefa. O Mestre divide o trabalho da Terra em vinte e quatro ministérios sendo um deles designado à Regeneração. À frente dessa missão está João Evangelista, companheiro do Cristo de muitas jornadas. Sua tarefa é conduzir o planeta para um novo degrau evolutivo e assim passar por cada desafio que virá através dos diferentes exercícios terapêuticos, dentre eles, a pandemia. Esse ministério conta com o apoio da cidade espiritual Esmirna onde ocorre o espelhamento da estrutura espiritual que será constituída no plano físico nas próximas décadas. Lá também está todo o apoio dos espíritos de luz, trabalhadores de João e do Cristo.

João segue na condução do ministério da Regeneração e diferentemente da visão, em Patmos, dos vinte e quatro anciãos[1] que não parecia ser clara, hoje é bem nítido. Os anciãos representam os ministérios de Jesus e um deles era a projeção de João como ministro. Na abordagem apocalíptica, o cordeiro[2] estava no meio do entre os anciãos o que parecia confuso. Porém, independente dos símbolos, o trono do ponto de vista moral é realmente do Cristo. Claro que o Mestre na sua condição de luz não usa essa estrutura simbólica materialista do trono, mas foi assim que João naquele momento conseguiu enxergar.

Outras imagens causam dúvida, mas a essência do Cristo é o mais importante: sua mensagem de amor e a sua envergadura moral. Muitos se perdem em ver apenas a mensagem de amor e desconsideram seu papel macro no planeta e no universo. Outros se perdem na visão do governador planetário e espírito de luz, porém, esquecem a vivência da mensagem fraterna. Importante ter a informação do papel do Mestre como também da sua mensagem. Assim como perceber que os símbolos trazidos por João no Apocalipse estão dentro de um contexto e nem todos serão utilizados nesse momento.

Muito se fala sobre a noiva[3], sobre os quatro animais ou seres que estavam com os vinte e quatro anciãos[4]; sobre o cavaleiro no cavalo branco[5]; sobre o cordeiro e seu sangue[6]. O que mais importa é perceber que Jesus é o governador do planeta Terra. Além desse planeta, é governador de outros. Imaginem assim o tamanho desse espírito que há bilhões de anos já é celestial. Jesus está entre os espíritos de maior condição evolutiva do Universo, realizando reuniões em outros sistemas. Parece muito distante esse entendimento e quanto mais se aprofunda mais corre-se o risco de se perder em uma cortina de fumaça traiçoeira, esquecendo a essência da mensagem de Jesus. Hoje não é possível entender mais do que já foi apresentado sobre o Cristo.

O essencial é entender que sem a lei de amor não será possível se manter na nova vibração do planeta durante a regeneração. Não é questão de expulsar aqueles que não estão preparados para essa nova etapa, é apenas uma questão de sintonia. Quem não vibrar no bem em maior parte do seu íntimo, não suportará o planeta Terra. As diferentes oportunidades estão sendo dadas a todos, por isso parece estranho ver espíritos ainda tão perversos à frente de nações, de organizações criminosas e núcleos familiares. Todos estão vivendo a chance de modificação íntima até a última hora.

Nos diferentes departamentos de João no ministério da Regeneração, muitos trabalhadores acompanham os espíritos que estão na pior condição moral. São vistos de perto e monitorados pela espiritualidade de maneira a terem a chance de escolher como foi para todos no planeta. Porém, sua liberdade irá até o ponto que não comprometam cenários maiores onde essa equipe de trabalhadores irá intervir sob o amparo de João e designação do Cristo, além do respeito às leis divinas. Todo esse processo de transição é amparado.

Parece que o planeta está à deriva, mas as etapas estão avançando e cada uma delas será concluída de maneira adequada. Os diferentes cavaleiros[7] trazidos por João exercem sua função no momento atual: a fome moral, a guerra das ideologias, a morte dos modelos hegemônicos e as pandemias. Todos eles são exercícios terapêuticos que auxiliarão o barco da vida encontrar o rumo junto à luz.

O Mestre durante sua passagem na matéria deixou várias lições, dentre elas, a passagem da tempestade[8]. Durante uma travessia de barco, eles se depararam com uma grande tempestade que causou pavor entre todos ali presentes. Porém, quando procuraram o Mestre, Ele estava dormindo o que causou ainda mais medo. Assim estão os espíritos durante a passagem do cavaleiro da pandemia. Parece que estão todos em uma tempestade e Cristo está dormindo. Como são muitos fatos tristes e deprimentes acontecendo surge essa insegurança, porém, Jesus sabe o que faz mesmo que pareça que Ele esteja dormindo. O ponto fundamental da passagem é que de fato ele estava dormindo, mas estava com o leme. Por mais que pareça estar tudo perdido, não esqueça de quem está no leme.

Assim é o Mestre, Ele parece dormir, mas o leme sempre está em suas mãos.
João
(Mensagem recebida dia 13/05/2020)





[1] Apocalipse 4:4 (nota do médium)
[2] Apocalipse 5:6 (nota do médium)
[3] Apocalipse 19:7 (nota do médium)
[4] Apocalipse 4:6 (nota do médium)
[5] Apocalipse 19:11 (nota do médium)
[6] Apocalipse 12:11 (nota do médium)
[7] Apocalipse 6:1-8 (nota do médium)
[8] Marcos 4:35-41; Mateus 8:23-27; Lucas 8:22-25

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