Quantas pandemias mais?
Com a luz irradiando no alto do
céu pelo sol que aquece os corações, precisamos lembrar de algumas reflexões.
Na busca por mudar o mundo íntimo, a oportunidade da pandemia oferece milhares
de chances. Se cada ser entender no
íntimo, o porquê de viver com seus familiares, entenderá os mais belos sentimentos
da vida: o amor.
Na busca por socorrer corações
fora do lar famintos de comida, alguns se iludem na tentativa equivocada de
resolver o problema. Muito tem sido feito para arrecadar alimentos e insumos
hospitalares. Ótimo, é necessário e válido, mas não se esqueçam do sentido
maior da pandemia. A presença de um vírus com tais características acarretando tantas
mudanças comportamentais foi estritamente calculado por um objetivo maior. E as
pessoas estão se iludindo com uma realidade do mundo material. Não é para doar
comida que veio a pandemia. Não é para evoluir a tecnologia. Não é para ficar
cada um no seu quarto. Não é para arrecadar cesta básica. Não é para fazer
música na janela.
É por tudo isso que veio a pandemia,
mas não é por nada disso. Deve-se arrecadar, doar, compor música, fazer máscara
de forma voluntária, gerar tecnologia, criar modelos de trabalho e tantos
outros movimentos válidos. Mas na realidade mesmo, não é para isso.
Quantas pandemias serão necessárias
para entenderem a necessidade de cuidar do outro? Cuidar do outro mesmo! Não é
dar cesta básica. É matar a fome física que dói o estômago, mas é também
escutar o coração do outro e explodir as barreiras egocêntricas e
individualistas de uma sociedade doente no seu próprio mundo. O cuidar envolve
arrecadar alimentos, criar tecnologias e elevar o outro no patamar mais alto da
luz.
Muitos recebem da vida os
banquetes mais fartos e não sabem o que fazer. Há também o banquete da vida que
são as condições que cada um possui para evoluir. Se cada ser valorizar tudo
que possui, conseguirá cuidar do outro. Conseguirá cuidar nem que seja por
constrangimento ao ver tudo que tem e não multiplica.
Não é assim que a Terra evolui,
esquecendo de cada familiar trancado no quarto. Se cada um não consegue dialogar
com o coração de um familiar, como consegue pensar na cesta básica? Como
conseguirá desenvolver uma tecnologia de cura do vírus se como sociedade não
conseguem procurar aqueles que sofrem em países vizinhos, na cidade mais perto,
no bairro mais pobre, na mansão mais rica, no governante que é egocêntrico, no
diretor da empresa que está perdido, no filho que chora no quarto, no
sentimento de culpa que você não mexe.
Como acolher e cuidar de tantos
“outros”? Olhe para os seus bens. Em seguida, exercite a compaixão para com os
outros em todas as instâncias até chegar na sombra do seu próprio coração.
Pandemia não é brigar com a
ideologia, com o político, com a imprensa ou com o vizinho. O vírus é para o
tratamento de uma sociedade doente que se agoniza nas ilusões de um mundo
egocêntrico em um desdobramento de indivíduos egocêntricos. Quantas pandemias
mais? Quantos chamamentos serão necessários?
Não adianta confabular reflexões
se não sentirem o cheiro do outro. Ele está gritando socorro e faz tem, muito
tempo.
A mensagem é apenas uma e
esperamos que a pandemia também: amar uns aos outros!
Estamos esperando e orientando
daqui, lutando por cada um!
Porque já sabemos amar cada um de
vocês!
MMC
(Mensagem recebida dia 29/04/2020 – Grupo Os
Mensageiros Brasília/DF)
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