domingo, 8 de dezembro de 2019

Vós sois a luz do mundo

Vós sois a luz do mundo


“Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte – Jesus (Mt 5:14)

Você já contou quantas flores nascem do seu íntimo?

Já olhou para seu interior e viu o belo lago que te transborda?

Pensou alguma vez na sua grande habilidade de lidar com as desavenças dos outros?

Percebeu de alguma forma o tamanho do amor que existe dentro de você?

Reconheceu o grande carinho daqueles ao seu redor?

Já pensou sobre o tanto de minutos de dedicação para chegar até onde está hoje?

Lembra-se de como foi sua encarnação durante a gravidez de sua mãe e como eles fizeram para te receber?

Imagina o quanto você implorou para reencarnar?

Percebe o quanto amor consegue oferecer àqueles que muitos não valorizam?

Sabe o tanto de luz que exala de você quando faz aquela oração?

Consegue contar quantas pessoas querem o seu bem?

Consegue valorizar a benção daqueles que tratam suas dores?

Tem a dimensão do tanto que seus amigos querem seu bem?

Entende o porquê de conviver com determinadas pessoas aparentemente aleatórias?

Enxerga a beleza da vida que está ao seu redor?

Valoriza a relação com a família mesmo com os rancores e as mágoas existentes?

Sente o quanto de amor está guardado nessa caixa de sete chaves da intimidade?

Percebe o poder de abrir o coração para o Pai e mudar o rumo da vida?

Essas perguntas não precisam de respostas. Essas perguntas já são as respostas para sua cura.

Você é luz, nunca se esqueça.
Guilherme Henrique

(Mensagem recebida na Comunhão Espírita de Brasília dia 04/12/19)

Quem são os inimigos?


Quem são os inimigos?

“Mas a vós, que isto ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam” (Lu 6:27)

Os inimigos são entes esquecidos por medo de encarar os equívocos de outrora. É dolorido pensar na lição do Mestre de amá-los, assim, muitas vezes inconscientemente, esquece-se da sua existência. Essa autodefesa se manifesta também ao pensar que não se é inimigo de ninguém. Será que ninguém sofreu por um ato provocado por você? Não sente nenhuma mágoa, rancor ou ódio de ninguém? Ao responder essas perguntas positivamente, pode se considerar um inimigo.

Pensa-se que apresentar sentimentos negativos por alguém, mas não gerar atos de vingança ou violência não é se considerar inimigo. Essa é a ilusão ao ver a sombra das trevas no íntimo, fugir dela e não se considerar inimigo de ninguém. Mais honesto é assumir que está tentando não alimentar atos de inimizade ou violência, mas que no íntimo percebe o sentimento doente.

Espíritos em um planeta de provas e expiações, por mais duro que seja, são inimigos uns dos outros. Existem mais inimigos do que amigos uns dos outros. Quando a relação se inverter já se estará no planeta de regeneração.

É necessário se reconhecer como inimigo para diluir esse tesouro guardado dentro do mundo íntimo. Esse tesouro é como um bezerro de ouro no grande equívoco do planeta em não se ver como imperfeito.

Após o reconhecimento, perceberá que possuem também vários inimigos. Não é necessário desesperar porque, maior que todos eles, está o Pai com toda sua misericórdia e compreensão para cada um de seus filhos.

Amar os vossos inimigos é lição de entendimento profundo com necessidade de quebra de defesas ilusórias de um ser inabalável. O orgulho impera naquele que não se reconhece como inimigo e a vaidade engole aquele que se considera sem inimigos. Os inimigos estão mais próximos do que se imagina. Estão no lar, na pessoa que ama, no filho, no pai ou na mãe. Os inimigos são vários, mas com as bençãos do esquecimento, a vida segue diluindo aos poucos as mágoas de outros tempos.

Os inimigos de hoje são oportunidades de resolução de quedas do pretérito. Pensar que não existe inimigo é fuga e ilusão dos planos maiores do Pai para com os filhos que já se machucaram.

Amar os inimigos é ato essencial de reflexão para praticá-lo de forma verdadeira. Para isso não é necessário exigir que tenha um vínculo similar àqueles que se tenha afinidade. É pelo menos não vibrar contra e conseguir colocar nas orações. É conseguir mencionar o nome e pedir perdão. Assim como aqueles que se considera inimigos, rezem por eles também.

Importante sair do abrigo falso de achar que não se tem inimigos e de que todos são amigos.

Amar os vossos inimigos, exercitem-se nessa empreitada!

MMC 
(Mensagem recebida na Comunhão Espírita de Brasília dia 20/11/19)

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Pictografia

Lápis sem ponta ou caneta tinteira

Lápis sem ponta ou caneta tinteira


“Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho”. (Jo 19:26)

Perder um filho, ganhar um filho, não ter um filho são todos contextos que marcam as experiências dos encarnados no campo afetivo. Receber um espírito como filho é luta assim como perder um filho ou não ter filho. Mas a pergunta importante é: de quem é o filho? De quem cada um é filho?

O Pai é o Criador e o exercícios dessas experiências é o mesmo: humildade. Os encarnados então, muitas das vezes, na busca pelo controle de tudo, esquecem do exercício da entrega. Entrega à Deus, Pai de infinita bondade.

Aquele que perde um filho, deve entregar à Deus.

Aquele que ganha um filho, deve entregar à Deus.

Aquele que não tem um filho, deve entregar à Deus.

Muitos séculos já se separam sendo pai, mãe, filho, filha, enteado, casado, separado, viúva, com diferentes experiências. Mas o sentido da vida é o mesmo: entregar ao Pai. Não é fácil entregar porque o espírito tem todo o poder de escolher através do livre arbítrio. Assim opta constantemente por mexer, mudar, desviar, pular, revirar os caminhos da vida. Deus permite essa atuação porque o livre arbítrio é uma potencialidade do espírito. Porém, o planeta e o universo são regidos por leis divinas que geram consequências através das escolhas.

Muitos espíritos precisam perceber Deus, mas preferem perceber os prazeres. Muitos necessitam entender Deus e optam por fugir dos desafios. E há aqueles que se sentem poderosos, não percebendo as leis da vida e escrevendo sua própria história na ilusão de um lápis sem ponta.

Escrever a história da vida com filho recebido, filho adotado, com filho concebido em tratamentos médicos, com filho que aborta, sem filho gerado, com filho do parceiro ou parceira ou sem filho de forma alguma, é a lição de viver a vida com a caneta tinteira. É escrever as páginas em branco confiando no Pai. Uns não querem arriscar e não pegam a caneta, nem o lápis. Outros sentem tanta confiança em si que pegam o lápis, mas não percebem que está sem ponta. Outros fogem de escrever a sua história deixando as páginas abertas e brancas para as traças e os cupins.

O caminhar é escrever a vida conectado com o Pai com a caneta tinteira que mancha, deixa marcas que não permite apagar, mas possibilita escrever novas páginas.

Espíritos do Pai, vós sois filhos! Confiem no Criador! Larguem os lápis sem ponta.

Filhos perdidos, filhos gerados, filhos adotados, filhos recebidos, a história é ampla e as páginas são de luz. Percebam cada caminho que aparece para as páginas serem preenchidas com o amor.

MMC
(Mensagem recebida dia 04/12/19 na Comunhão Espírita de Brasília)

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Família: somos membros uns dos outros

Família: somos membros uns dos outros


“Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros” – Paulo. (Rm 12:5)

Uma história bastante educativa é aquela dos filhotes de porco espinho. Eles se abrigam em sua mãe para se protegerem das situações de perigo.
Os porcos espinho, quando filhotes, possuem, com menor quantidade, mas ainda presente, diversos espinhos. Durante a aproximação uns dos outros sempre remete a um furo ou perfuração na pele de quem está perto. Ocorrendo então ferimentos e machucados. Porém, aos poucos, os filhotes percebem que quanto mais se está perto, mais os espinhos se acomodam, cruzando uns com os outros espinhos sem que a pele seja ferida. Ou seja, quanto mais perto, menos ferida. Quando se está muito distante, não há contato, também não havendo ferida, entretanto o filhote fica mais exposto às situações de perigo como um predador ou frio. Se a aproximação existe, mas é pequena, o espinho fica incomodando e acaba ferindo.
A vida em família também é assim, se deixar distante demais, fica exposto aos riscos da vida mas se ficar apenas um pouco próximo, haverá feridas. A condição de evolução é da aproximação de maneira a acomodar os espinhos. Nem sempre os membros da família possuem afinidade uns com os outros, necessitando assim da aproximação para auxiliar nesse ajuste.
A encarnação em família é estratégia extremamente eficiente.
Quando os membros da família se aproximam forma-se uma bela paisagem com vista para o sol, em torno de um lago em meio às plantas. Os espinhos do início se transformaram nessas plantas com folhas ainda pontiagudas, mas que deixaram de ferir, às vezes incomodando, porém, protegendo.
E quando necessário pode-se contar com o amigo Jesus que está em todo lugar, principalmente nos momentos de porco espinho.
Josué
(Mensagem recebida no Grupo Os Mensageiros da Comunhão Espírita de Brasília dia 20/11/19)

domingo, 10 de novembro de 2019

Ser médium

Ser médium


“Mas o que recebera um, foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor”. (Mt 25:18)
O entendimento da mediunidade na vida do espírito é crucial no uso adequado desse recurso oferecido pelo Pai. Alguns querem multiplicar mediunidades, outros querem esconder mediunidades. Assim como na Parábola dos Talentos, os companheiros que recebem suas moedas fizeram seus diferentes usos.

Na atualidade, o uso da mediunidade torna-se um perigoso caminho quando o encarnado não compreende o potencial evolutivo da ferramenta de conexão com os espíritos. Os médiuns não são privilegiados de Deus, foi apenas dada a última chance, antes da transição do planeta, para contribuírem com a humanidade diante de tantos desvios e equívocos cometidos em outros tempos. Médium é trabalhador do Pai com fogo nas línguas, nas mãos, nos olhos, dependendo de onde irá desaguar seu potencial. Porém, alguns exercem mediunidade na casa espírita com ostentação, no trabalho formal se escondem, no lar usam a moralidade deturpada. Ser médium não é manipular a moeda que o senhor ofereceu e usá-la de maneira fortuita ou conveniente a seu próprio interesse.

Ser médium é ser Cristo em ação. Ser médium é olhar para o Pai e entregar o coração. Ser médium é olhar para o sol e trazer para os encarnados o que se enxerga de lá. Ser médium é ouvir a voz dos anjos e cantar para os espíritos em dor. Ser médium é ver a beleza do amor e desenhar no papel com cheiros da misericórdia divina. Ser médium é fazer bom uso da moeda recebida e não desgastar, enterrar ou jogar fora esse bendito presente do Pai.

Mediunidade é tarefa diária, não é tarefa na casa espírita. Mediunidade é ter escuta para o pai envelhecido, é ter paciência com o filho aflito, é olhar a dor do outro com benevolência e indulgência. Ser médium é perdoar aquele que te feriu. Ser médium é se perdoar por ter comprometido a encarnação de tantos espíritos fazendo mau uso dessa ferramenta. Ser médium é ser a caridade no lápis, na vidência, no diálogo e na voz.

A mediunidade com Jesus é o laço mais robusto com o bem que exala do nosso Criador. Um laço que brilha com luz tão exuberante que o médium chora, arrepia, transborda porque seu corpo físico não consegue comportar tamanha luz.

Ser médium é olhar para as trevas e ver a luz que brotará um dia naquele lamaçal de espíritos doentes. É olhar para eles e se reconhecer nos seus dias sombrios, percebendo que o Pai ainda assim te confiou a empreitada mediúnica para tornar-se um trabalhador fiel. E hoje, tornou-se um médium.

Médiuns de luz, é a luta do amor pelo amor.

Médiuns de paz, é a busca da pacificação na turbulência.

Médiuns do Cristo, é o consolo daquele que sofre.

Médiuns da eternidade, é se perdoar por tamanhos equívocos.

 Cada um perceberá o reflexo da luz ao olhar para a sua moeda utilizada para o bem e guardada no lugar mais seguro e produtivo do espírito: seu próprio coração.

Joanna DA 

(Mensagem dia 06/11/19)

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

A casa espírita é de Deus e não de vós mesmos

A casa espírita é de Deus e não de vós mesmos


“Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” – Paulo (1 Co 6:19).

Os grupos de trabalho mediúnico fazem parte do corpo espiritual da casa espírita. Cada trabalho é uma célula de cada órgão que é cada reunião mediúnica. A célula é formada por várias organelas que como micro órgãos definem as funções específicas. A mitocôndria auxilia na respiração, assim como outras organelas auxiliam na proteção das membranas e o citoplasma oferece a sustentação celular.
A célula grupo mediúnico então é formada por médiuns-membrana que trabalham na proteção do grupo, médiuns-citoplasma na sustentação do trabalho e médiuns-mitocôndrias que produzem o conteúdo através das trocas com o plano espiritual. Com o equilíbrio adequado, cada célula oferece o melhor em sua função, auxiliando no desenvolvimento celular, de maneira similar como ocorre nas reuniões com os médiuns.

A reunião mediúnica é uma célula junta com outras para formar um órgão específico da casa de oração. O fígado é o órgão que realiza a distribuição de sentimentos positivos após canalizar várias substâncias maléficas. A reunião-fígado é aquela que permite desdobrar bençãos de luz mesmo lutando contra as mazelas presentes, assim como em reuniões de tratamento físico. O coração é formado pelos trabalhadores de atendimento fraterno em que os médiuns escutam, consolam e distribuem os atendidos de maneira a serem futuras células. As reuniões de desobsessão são como o rim que filtra espíritos em dor, permitindo que saiam mais leves das mágoas obsessivas. O estômago é formado pelos trabalhos assistenciais que aprendem a dar nutrientes materiais e espirituais ao receberem os alimentos. Por fim, o cérebro é formado pelos trabalhadores palestrantes e dirigentes em aulas dos estudos sistematizados. Assim é o corpo denominado casa espírita, com todos seus órgãos e esses com todas suas células.

Nota-se que como um corpo, os sistemas são interligados com os órgãos que são interligados com as células que são interligados com as organelas. O trabalho de cada célula é crucial e o corpo depende de cada uma delas, assim como nos desdobramentos dos órgãos e sistemas.

Porém como o período evolutivo do planeta é ainda de provas e expiações, o corpo casa espírita possui células doentes que com trabalhadores iludidos com seus próprios interesses ou perdidos nos seus sentimentos doentes, comprometem todo o sistema. A experiência na casa espírita é também para espíritos difíceis, estimulando o exercício da resignação e beneficência, afinal todos fazem parte do mesmo corpo. Logo, quando surgirem conflitos na casa espírita ou em trabalhos ligados a ela, devem lembrar que existem um pai desse corpo. O Pai é o criador com sua equipe vinculada à Jesus através de seus muitos trabalhadores que guiam os corpos mesmo aqueles com órgãos, células e organelas doentes.

A primeira proteção é das organelas, ou seja, cada trabalhador. Não adianta questionar o órgão ou a célula se a base mais micro-orgânica não expande luz. Assim cada trabalhador deve manter-se atento ao seu papel no corpo.

Já dizia Paulo aos Coríntios sobre o corpo ser proveniente de Deus e de forma similar ocorre com o corpo chamado casa espírita. A casa espírita é de Deus e não de vós mesmos.
     
Ciro

(Mensagem dia 09/10/19)

domingo, 13 de outubro de 2019

A humildade ao dar e receber


A humildade ao dar e receber


“Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou” – Jesus. (Jo 13:13)

Muito frequente se pergunta o que dar quando alguém pede algo. Não é simples saber o que dar quando o outro está faminto para receber. O olhar para o outro é um exercício evolutivo para que aquele que dá. A função de dar é uma parte do processo de desenvolvimento da humildade e a outra parte é o exercício de receber.

Na vida passam-se situações de dar e receber, ambas necessitam da humildade. Aquele que o orgulho domina consegue dar por se sentir superior e quando necessita receber, se esquiva, achando que não precisa. Para o orgulhoso, a atitude de dar é fácil quando quer que os outros vejam seu ato.

Dar o que tem de sobra é um nível de doação, dar o que tem na quantidade certa é outro nível e por fim, dar o que não tem é o nível máximo. E o indivíduo sofredor que pede conseguirá daquele doador o seu nível máximo quando ele der apenas sua atenção. Aquele que pede quer um olhar verdadeiro e muitos não conseguem, porque esse tipo de olhar é escasso. Os espíritos encarnados não olham verdadeiramente nem para seus filhos e pais, quem dirá para um mendigo. Mas muitos usam o olhar verdadeiro na hora de conquistar a pessoa amada ou quando estão em um trabalho voluntário, em um ambiente protegido ou com visibilidade de seu ato.

Receber também é difícil, quando a vaidade está aflorada. As pessoas elogiam o vaidoso e ele não consegue receber dizendo que é melhor do o outro diz. Já o orgulhoso usará da pseudo humildade dizendo que são os olhos de quem diz.

Como é difícil viver a humildade de forma real no cotidiano. Ser um encarnado leve é dar e receber com intuição do Alto. O Mestre propôs incluir a intuição no ato da caridade, ou seja, não meramente dar um bem material. Aquele que pede está sedento do olhar verdadeiro. Assim como quem recebe está sujeito a receber elogios, presentes ou oportunidades não podendo nem subir no pedestal nem deitar no lamaçal achando que não tem direito de receber.

Humildade na essência da vida é caridade para consigo mesmo, para com outro e para com Deus. É assim a lei de amor.

Cada esmola dada de forma real é olhar dentro do coração daquele que pede. Então, percebe-se o que ele realmente pede. E aquele que dá, se reconhecendo como espírito imortal, perceberá no seu mundo íntimo o que realmente consegue dar.

O Cristo quando declarado como bom não concorda, mas se define como Mestre. Saibam assim, como Jesus, perceber quem se é, tanto ao dar quanto receber.
Isso é humildade.
MMC
(Mensagem dia 02/10/19)

domingo, 8 de setembro de 2019

A regeneração dos médiuns e os médiuns na Regeneração


A regeneração dos médiuns e os médiuns na Regeneração

“Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa” – Jesus. (Mt 5:15)

Cada médium na encarnação deve lembrar do sentido de trabalhar com a mediunidade. Não é fácil perceber as responsabilidades, mas a escolha mediúnica é tarefa decidida antes da chegada ao plano físico. Ou seja, cada espírito planejou a execução do trabalho mediúnico como forma de evoluir de maneira mais efetiva.

Há trabalhos de mediunidade em diferentes campos da vida e não somente na reunião mediúnica. Assim, a queda dos médiuns ocorre, com frequência, fora do centro de oração, na vida cotidiana. Os médiuns não percebem as influências quando estão nas suas residências, ao dormir ou no trabalho formal. A espiritualidade das sombras aguarda o desenvolvimento mediúnico ostensivo do médium para em seguida atuar na influenciação de forma intensa.

Há também outros campos de vulnerabilidade para as quedas que são mais sutis, estimulados pelos próprios espíritas. Quando o trabalho na casa espírita começa a dar frutos, o médium recebe abordagens diversas de espíritos encarnados querendo sentir um pouco a sua energia mediúnica. Nessa aproximação, os encarnados espíritas, sob influência das trevas, atacam os médiuns de maior evidência. Os ataques ocorrem de várias formas e o mais efetivo é através do elogio. Mas há outras, como propostas para receber mensagens de familiares ou convites afetivos carnais e o médium deverá se equilibrar para não cair.

Se o médium cair no elogio, no convite afetivo ou na vaidade de suas manifestações, a espiritualidade inferior conduzirá o trabalhador até a subjugação. Muitos médiuns acham que não estão suscetíveis, mas a influência é constante. Porém, para o consolo daqueles que escutam seus corações, Jesus sabe o que faz.

Os médiuns da atualidade estão resgatando as mazelas de séculos passados nos comandos de tropas que defendiam o extermínio com bandeiras religiosas. Foram várias encarnações em diversos países destruindo a vida de muitos e hoje são videntes, audientes, psicógrafos, psicofônicos e intuitivos de vários desses espíritos massacrados. Quem matou no ontem, consola no hoje, na busca de alcançar o planeta de regeneração.

Os médiuns que passarem por essa etapa com maturidade e desenvolvimento no bem farão parte da tropa de Jesus pela proteção do planeta Terra na sua fase da regeneração. Enquanto no passado lutaram, matando por Deus, na regeneração lutarão para pacificar por Deus. Médiuns de ontem pegaram em armas numa mão e no crucifixo em outra. Hoje médiuns pegam no lápis em uma mão e consolam o próximo com a outra.

A caminhada dos médiuns é belíssima e sua lapidação moral é muito rápida quando engajados na mediunidade com Jesus. A mensagem do Cristo deve ser compartilhada e não será através de guerras santas como em outros tempos, será através de corações de luz. A luz não pode mais ficar debaixo do alqueire, deve consolar corações.

Os médiuns devem saber o momento de mostrar a luz, mas nunca escondendo como forma de poder ou ganância. O conhecimento moral da lei de amor deve vincular e contagiar todos os corações. Porque chegará um dia que a luz será tamanha que nem o alqueire conseguirá escondê-la.

Joanna DA 
(Mensagem dia 04/09/19)

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Ser pai e ser mãe com e sem filhos


Ser pai e ser mãe com e sem filhos


"Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos? " – Jesus. (Mt 12:48)

Ser mãe é ato de luta por um amor em construção. Ser pai é florescer dentro do corpo aquele amor que ainda brota em migalhas. Ser mãe é a iluminação de um ser que surge de dentro. Ser pai é o amor de fora, contagiando o amor de dentro por um ser que está fora. Ser mãe é lutar pelo autocuidado e pelo cuidado do filho. Ser pai é cuidar da mãe, do filho e um pouco de si. Ser mãe é entregar à vida o que estava na sua maior intimidade. Ser pai é mexer nas gavetas do quarto íntimo no descobrimento de um novo mundo. Ser mãe é doar o sangue, o leite e o amor. Ser pai é doar o sangue, o amor pelo filho e o amor pela mãe.

Ser pai e ser mãe é tarefa evidente de cuidar do filho, porém, necessário se faz também se cuidar. Cuidar daquele que cuida é o ponto de atenção para pais e mães. Quem não cuida de si, não cuida de ninguém.

Deus oferece a experiência da maternidade e da paternidade para espíritos expandirem o amor. Se cada um tentar externar um sentimento que não está embasado na intimidade, fracassará. Amor, cuidado e proteção vêm de dentro. Oferecendo amor, cuidado e proteção para si mesmo.

E aqueles que não tem ou terão seus filhos gerados na fisiologia do corpo nessa encarnação, vivem a maternidade e paternidade nas experiências mais amplas da vida. Ser mãe e pai é amar a si mesmo, ao próximo e à Deus. Mesmo sem filhos, qualquer espírito pode exercer essa tarefa. Ser pai e mãe com filhos é luta para construir o amor no lar. Ser pai e mãe sem filhos é luta para construir o amor no planeta. Amor é bandeira universal, empreitada para todos os espíritos.

Ser pai e mãe é uma grande oportunidade. Não ser pai e mãe de filhos gerados é uma grande oportunidade. Amar o irmão que sofre, amar o pai que adoece, cuidar da mãe que está só, conviver em paz com o desafeto são vários exemplos de atos de amor para pais e mães que não tiveram ou terão filhos.

Ser pai e mãe é grande empreitada para aqueles que vibram a oportunidade porque alguns ainda descartam essa benção, não assumindo seus filhos ou maltratando-os. Logo, o fato de ser pai e mãe com filho não define o ser. O que define o espírito é seu amor a Deus, ao próximo e a si mesmo. Assim é a lei de amor, assim é a lei da vida.

Pai e mães, amem seus filhos! Pais e mães sem filhos oferecidos pela vida, amem!

A caminhada do espírito é bem ampla para se apegar apenas à maternidade e paternidade. Os laços são do espírito, não se prendam aos laços consanguíneos.

Jesus já disse em outra época: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?”.
MMC
(Reunião 21/08/19)

sábado, 10 de agosto de 2019

O continuum animismo e mediunismo

O continuum animismo e mediunismo


“Apareceram então como que línguas de fogo que pousaram sobre as suas cabeças (...)”. (At 2:3)

A mediunidade é exercício de transformação moral do espírito. Muito mais do que exercer o papel de instrumento do Pai para os outros, o médium exerce o papel de consolar a si mesmo. Retirar as barreiras da vaidade e do orgulho é fundamental para que o médium se cobre menos sobre a presença espiritual e a participação anímica na interação mediúnica. A condição anímica é parte de um continuum de transformação e não deve ser cobrada em etapas iniciais e até mesmo intermediárias da mediunidade.

Como em uma peça teatral, o ator principal é o conteúdo da mensagem e o animismo é o ator coadjuvante. As expressões mediúnicas surgirão mas facilmente quando o médium se libertar do medo em relação ao animismo. Assim a conexão mediúnica surge como uma cena exibida no grande teatro do trabalho espiritual com a plateia da espiritualidade maior. Importante é não perder o foco no conteúdo de luz uma vez que o conteúdo anímico será apenas o figurino da mensagem iluminada.

Quando o médium se entrega nessa tarefa de atuar sem o peso íntimo de querer fazer o melhor perceberá que seu trabalho é simples, mas espetacular. Que o mais importante é a cena ser interpretada e o público compreender a mensagem, não se prendendo ao figurino que parece não combinar.

Mediunidade é comunicação com os espíritos, entretanto para isso os próprios médiuns necessitam se transformar na intimidade de maneira a se entregar cada vez mais ao Pai. Como espíritos imperfeitos, ainda se prendem à desconfiança do animismo. Porém, a condição anímica é filtro que auxilia na avaliação do conteúdo do espírito comunicante e na vigilância do próprio médium em não se sentir maior que a mensagem.

Animismo e mediunismo, caminhos que se completam na evolução mediúnica de espíritos em progressão moral.

A apresentação teatral é composta por vários aspectos, porém o conteúdo a ser transmitido é o mais importante. Se o figurino do personagem é brilhante, o cenário é espetacular e o conteúdo da peça não é transmitida, a apresentação não cumpriu seu papel. Assim como se o conteúdo é belíssimo, mas os recursos do cenário e a capacidade dos atores não permitem a transmissão adequada, a peça também não cumpriu sua função. Ou seja, o conteúdo mediúnico dos espíritos demanda o cuidado do médium na transmissão dessa mensagem.

Médiuns necessitam purificar suas mazelas da vaidade para que o conteúdo seja transmitido. Isso virá com estudo e autoconhecimento. Além da transformação moral que, aos poucos, permitirá a cena ser brilhantemente interpretada para o público que aguarda sedento as mensagens do Cristo.

Sejam médiuns em paz para que Jesus ofereça o amparo quanto à presença do conteúdo anímico. Assim, logo perceberão que as línguas de fogo logo se comunicarão.

Joanna DA 

(Mensagem dia 07/08/19)

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Vangloriar-se no Senhor


Vangloriar-se no Senhor


“Contudo, ‘quem se gloriar glorie-se no Senhor’” – Paulo. (2 Co 10:17)

A queda para o orgulho é dura quando o espírito se perde na ilusão desse sentimento doente.

Em contra partida, seu antídoto é a humildade que deve ser melhor compreendida. Quando a doce humildade é apresentada de forma superficial, pensa-se em agir de forma mais discreta, em ser mais calado, ser passivo, não se vestir bem e doar as posses materiais. Ou seja, ninguém quer ser humilde de fato, quer apenas ser mais atrativo ou atraente. Isso mesmo, se colocar abaixo da sua real condição não é atitude de humildade, é atitude de vaidade.

Ser humilde é posicionar perante a vida na sua condição atual e não mostrar aquilo que não é tentando se passar por pobre, frágil, vítima ou pior do que os outros. Esses, ao contrário, são atos de vaidade extrema.

Ser orgulhoso é se sentir menor e pior, achando que com isso está evoluindo e se envaidece pelo reconhecimento dessa atitude por terceiros. Quando recebe o reconhecimento externo se vangloria e espera que o outro ofereça ainda um elogio. Essa é a humildade tão orgulhosa que se diz passiva, discreta e sutilmente cruel.

A sombra do orgulho é como a poeira que se forma nos móveis da casa e sutilmente muda até a cor do ambiente. Todos os itens do cômodo tornam-se cinza de fuligem ou marrom da poeira da terra. O espírito no equívoco de se achar humilde com atitudes orgulhosas é como o móvel empoeirado pela fuligem que quando menos se espera a crosta de sujeira é enorme. Ou seja, o espírito começa a achar que realmente é humilde sendo passivo, calado, pobre e sem pretensões na vida e assim a poeira sutil do orgulho penetra silenciosamente.

Esses gestos discretos não é humildade, é didaticamente o orgulho do avesso que a maioria das pessoas não compreendem. Se sentir melhor ou pior tem a mesma essência: o orgulho com letra maiúscula.

A espiritualidade superior recebe constantemente trabalhadores do Cristo que se sentem humildes e ao desencarnarem, carregam suas posses sombrias. São como faraós do Egito carregando em seus túmulos o ouro da soberba disfarçada de humildade. Muito difícil convencê-los dessa cilada, principalmente aqueles que trabalham em casas de oração e trabalho assistencial. Acham que estão acertando sendo humildes e são verdadeiros orgulhosos.

Humildade é se posicionar; é falar firme quando deve; é fazer o bom uso das posses; é se vestir adequadamente.

Ser humilde não envolve o externo mais o interno, no autoconhecimento pleno do seu íntimo com auto amor eficaz para lidar com a sombra e a luz.
MMC
(Mensagem dia 17/09/19)

domingo, 14 de julho de 2019

Não vim destruir, mas cumprir

Não vim destruir, mas cumprir


“Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim destruir, mas cumprir” – Jesus. (Mt 5:17)

Deus, criador do universo e de todas as belezas dos planetas, sempre soube e saberá o fluxo de desenvolvimento de sua criação. Os Cristos que servem com a missão de educar os planetas tem uma sintonia com o Pai que é como sangue circulante.

O Cristo Jesus recebeu a empreitada do planeta Terra, desenvolvendo e coordenando todas as etapas de desenvolvimento, desde a mais simples matéria até as encarnações dos primeiros seres humanos. Na trajetória desse desenvolvimento, o clímax seria o ponto no qual Ele se dispunha a encarnar. Um espírito do tamanho moral de Jesus realiza toda uma adaptação para sentir o plano físico com todas limitações da matéria. Na sua magnitude planejou cada etapa junto aos seus trabalhadores. Diminuiu do seu mais elevado nível moral e espiritual para sintetizar os ensinamentos do universo pautados por Deus. Falou para a humanidade sobre o conhecimento da eternidade e o sentimento que rege o universo: o amor.

Da sua síntese fizeram várias más interpretações, no entanto, ainda assim seu legado manteve-se firme para seus trabalhadores continuarem lapidando a mensagem.

No último século, surgem os esclarecimentos sobre a comunicação mediúnica após os estudos e sintetização desse conteúdo no Espiritismo. Sempre houve mediunidade, mas a doutrina dos Espíritos conseguiu organizar o processo, tornando-o de fácil aplicação.

Cada médium conecta com as mais diversas entidades e o conteúdo divino é desdobrado. Se Deus oferece esse tipo de comunicação é porque estão prontos para ouvir. Assim como o Cristo trouxe as bem-aventuranças para os ouvidos brutos daquela época. A mensagem não se perde porque a lei divina é única e inabalável. Jesus não veio destruir a lei, o Espiritismo não veio destruir a lei. A lei está cada vez mais acessível e é a mesma, não foi destruída.

Jesus segue no comando do planeta permitindo que cada etapa de transformação seja cumprida rumo ao novo momento de regeneração. O Nazareno com seu tamanho moral e intelectual cumpre os desígnios do Pai e seus trabalhadores estão em todo o orbe. Basta perceber que o contato mediúnico será cada vez mais frequente e disseminado. O conteúdo divino será cada vez mais acessível e os espíritos cada vez mais perceberão o tamanho do Cristo.

O amor de seu legado é a bandeira e esse conteúdo será disseminado. O método de disseminação mais eficaz é sua aplicação. Aplicação do amor, essa é a lei que nunca foi destruída.

Os médiuns chegarão cada vez mais e o amor se expandirá.

Não se esqueçam que a lei continua porque Jesus já havia dito: “não vim destruir, mas cumprir”.

João
(Mensagem dia 03/07/19)

O bem sofrer e o bem sem sofrer


O bem sofrer e o bem sem sofrer


“É melhor sofrer por fazer o bem, se for da vontade de Deus, do que por fazer o mal”. (1Pe 3:17)

O bem sofrer é o grande degrau da escada evolutiva rumo à luz.
O espírito percebe o tamanho do andar moral a ser vencido, quando encontra sua própria sombra. Poderá ao ver o tamanho do obstáculo, se assustar, mas mudará totalmente sua percepção quando usufruir do bem sofrer. Com o bem no sofrer verá que os degraus estão acessíveis para conseguir atingir esse nível superior evolutivo. Assim, o espírito sobe cada degrau paulatinamente até conquistar o cume. Em contrapartida, se olha o novo nível e se recolhe, perceberá apenas as limitações.
O exercício do bem sofrer extrapola o quanto o espirito se reconhece. Na busca íntima das sombras, o bem sofrer ilumina as potencialidades de luz, permitindo que a dor seja de fato educativa. A dor da experiência é clara na forma que o espirito se apresenta nas provas e expiações.
Se perguntem: o Cristo sofreu a sentir o prego entrando em sua mão? Ao colocar a coroa em sua cabeça? Sofreu ao ver a queda de seus apóstolos mais próximos quando foi preso? Sofreu ao ver tantos irmãos massacrando sua história? Não, Jesus sofreu em nada. O Cristo não palavra que se conjuga com o verbo sofrer. O Mestre não necessita e nem realiza o bem sofrer, Ele já é o próprio bem.
Muitos usam expressões designados pelos credos religiosos como “Jesus sofreu por nós”. O Cristo não sofreu e nem sofrerá por ninguém, por já ser o próprio bem. É o espírito mais evoluído que os encarnados da Terra tem acesso. Já os encarnados, ainda como espíritos imperfeitos, diferente do Cristo, necessitam buscar o bem sofrer para que um dia atinjam apenas o bem sem sofrer.
Se a prova parece dura, se a expiação incomoda, olhe para a imortalidade e verá o tamanho do caminho. Se está em luta é porque está no sentido da luz. Se busca a falsa tranquilidade, encontrará o sofrimento. Cada passo da vida faz sentido nos planos do Altíssimo, não adianta se esquivar.
Jesus deixou seu exemplo com o bem sem sofrer explicados sem nenhuma palavra.
Na negação de Pedro, na queda de Judas, nas mais longas passadas com a cruz, o Nazareno não sofreu apenas amou.
Sigam no bem sofrer para atingir futuramente o bem sem sofrer e encontrar ao final apenas o amor.
Seguir o Mestre e seguir o bem, o sofrer será secundário.
MMC
(Mensagem dia 10/07/19)

domingo, 30 de junho de 2019

Desbravador da mata íntima

Desbravador da mata íntima


“E logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista; e, levantando-se, foi batizado”. (At 9:18)

Na sede do autodescobrimento, o espírito se perde na floresta do seu mundo íntimo.
Se cada um entrar com fervor na intimidade, perceberá que lá existem vários caminhos para atingir a árvore do amor, da esperança e da paz. Porém, muitos se encantam com os pequenos arbustos, se distraem com os sons do rio ou se apaixonam pelas cores das aves. E assim permanecem décadas se autoconhecendo com pouca profundidade.
Já o desbravador, entra de forma ativa na mata densa sem nenhum entrave. Encara cada tronco que impede sua passagem e cada teia de aranha que pode atrapalhá-lo. Ele quer descobrir o que está por trás de tanta escuridão, de tanta penumbra. Não se limita a só ficar nas trilhas mais fáceis, busca caminhos desafiadores e assim evolui na sua empreitada. Isso é autotransformação.
Durante a rota de se autodescobrir, o fruto de se autotransformar ocorre consequentemente. Não é simples desbravar o mundo íntimo com dedicação real porque gera suor, dor e fadiga, mas a transformação é imediata. O desbravador sai da floresta mais robusto e percebe que antes de entrar na mata era outro.
Muitos se perdem tentando se conhecer melhor, achando que na mata tudo será fácil. Quando se depara com um espinho, prefere recuar, ficando dentro da mata como se tivessem em autoconhecimento, mas, de fato, não estão. Assim, estão os espíritas que se perdem nos louros do autoconhecimento sem aplicação. Essa tarefa não é real se for superficial. É a passagem na floresta com recuo dos espinhos e distração pelas flores.
A verdadeira modificação moral é a passagem pela mata densa com a beleza das flores e o encanto dos pássaros, mas também com os calos e arranhões da transformação. A caminhada é dura, no entanto, será compensadora. Seguir utilizando a bússola do amor porque na luz do fim ficará nítida a beleza do caminho. Sempre na luta por mudar aquilo que dói e reconhecendo que na intimidade há flores e espinhos. Assim é a mata íntima.
Com a inspiração de Paulo de Tarso, quando modificou seu mundo íntimo com luta e dor, chegando até mesmo ficar cego ao ter contato com a luz do Cristo.
Sigam firmes que nosso mestre, guia e modelo sempre auxiliará na passagem pelo autoconhecimento da mata densa com as glórias do descobrimento do amor.
Jardineiro Fiel
(Mensagem dia 26/06/19)

sábado, 22 de junho de 2019

Pais e filhos na ceia do Cristo

Pais e filhos na ceia do Cristo


“Quando chegou a hora, Jesus e os seus apóstolos reclinaram-se à mesa”. Lc 22:14

A paz do Cristo é o bálsamo de sustentação do equilíbrio terrestre. Nesse grande banquete de luz, Jesus distribuiu as tarefas aos apóstolos, contando para cada um deles como seria o futuro. Na ceia mais famosa da história envolvendo o Mestre, percebe-se que Ele está no centro sob a dividindo o pão entre os apóstolos. Cada um alcança no banquete o alimento necessário e daquilo que está preparado a receber. Esse quadro da ceia oferece grandes ensinamentos.
Os casos frequentes de suicídios que envolvem o homicídio de vários de alunos em escolas seguido do ato de autoextermínio. Esse cenário que ocorre em mais de um lugar no globo gera vários conflitos entre os profissionais do ramo e os governantes da vida física.
Na perspectiva espiritual, com as lentes da imortalidade, Jesus sabe o que se passa e, assim como na ceia, permite que o banquete de luz aconteça mesmo que alguns prefiram não se alimentar.
Os espíritos que comentem esses atos com seus colegas e, em seguida, com sigo mesmos, demonstram um sangramento da Terra em transformação. As dores de escolhas equivocadas no campo do relacionamento; a forma de lidar com as tecnologias no fluxo de informações; a pueril amorosidade entre pais e filhos; a busca por consolo em ambientes de violência; a tentativa de encontrar sentido em uma vida cheia de conforto material e pouco afeto são alguns dos diferentes cenários de uma problema complexo para as mentes encarnadas.
Assim como na grande ceia, o alimento é oferecido aos encarnados que não estão atentos às oportunidades. Preferem se alimentar com os animais ao invés de se alimentarem na mesa com o Cristo. Essa tem sido de muitos espíritos no campo da paternidade e maternidade que optam pela queda moral. Se os espíritos vindos como filhos não serem reconhecidos com o amor real, cada pai e mãe sentirá o tamanho dos atos covardes que seus genitores são capazes de fazer. O tamanho mais elevado desses atos é o homicídio com o suicídio. Espíritos que se iludem com a vida material, esquecendo do compromisso moral perante seus filhos, rastejando no chão da mesa do Cristo, comendo com os animais.
A comparação é dura, mas a realidade dos conflitos de espíritos que perdem seus pais em situações de suicídio é mais dura ainda.
Que cada pai e mãe percebam a luz da oportunidade de receber seu filho e filha nessa vida. Eles parecem receber tudo de bom e do melhor, mas estão recebendo o distanciamento das relações.
Amor não é afastar ou aproximar com bens materiais.
Amor é compartilhar a vida assim como na ceia do Cristo.
MMC

(Mensagem recebida dia 19/06/19)

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Ser um com Ele ou dois com as sombras


Ser um com Ele ou dois com as sombras


“Eu e o Pai somos um” – Jesus. (Jo 10:30)

Sentir que “Eu e o Pai somos um” não é fácil e exige prática. Aproximar de Deus é simples, mas tornar-se um, é ser luz. Sentir o Pai nas mais sensíveis fibras do coração é experiência de grande valia. Os momentos corriqueiros da vida material limitam essas possibilidades quando não se investe um tempo para a conexão com o Alto.

Muitos espíritos cansam tentando buscar o Criador para se conectar plenamente e acabam apenas se aproximando Dele. Se aproximar é apenas dar aquele aviso, apesar de se chamar de prece, mas, na verdade, é só um recado. Porque prece necessita de vibrar no íntimo, mesmo com poucas palavras. Prece é sintonia e não euforia.

Se está cansado, senta e ore. Se está agitado, medite e ore. Se está os dois, tome uma água, sente, medite e ore.

O poder da prece é indescritível e permite abrir os canais do espírito para as inspirações iluminativas. Na agitação da vida, fica difícil orientar para o bem, abrindo espaço para as orientações das sombras. Alguns parecem que até gostam das dicas das sombras para se aventurar nos sonhos, ter ideias para falar mal de alguém, ou pensar em melhores formas de se vingar. Assim é a sombra do homem velho.

Enquanto não se trabalha pela paz, não há paz. Enquanto se perde na agitação, terá desequilíbrio.

Médium então, o compromisso de conexão com o Alto é dobrado porque as sugestões dos espíritos doentes são diversas. Se cada um se comunicasse com os espíritos das sombras que os vinculam no dia a dia, assustariam, sentiriam nojo, desespero e medo. Mas ainda assim preferem permitir essa sintonia e caem nas sugestões desses infelizes.

A paz do Pai está em ser um com Ele e não ser dois, três, quatro, cinco ou mais com a sombra.

Rezar é proteção para ir mais leve em direção à luz, porém, depende de trabalho. Rezar merece dedicação assim como nos exercícios de alfabetização do mundo material.

Disciplina no momento de oração! Força para não cair no descuido com falas do tipo: “hoje não”, “não preciso”, “vou dormir”.

Cada um tem uma antena e Deus está preparado para se ligar.

Acredite no “Eu e o Pai somos um”, porque ao serem um, perceberão que tudo ficará mais suave.

Deus é Pai e merece atenção, não esqueça da oração.

Joanna DA
(Mensagem dia 05/06/19)

domingo, 2 de junho de 2019

Pássaro com asas do sim e do não


Pássaro com asas do sim e do não


“Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna” – Jesus. (Mt 5:37)

Os pássaros sabem voar porque possuem duas asas. No seu processo de desenvolvimento buscam o voo de forma gradativa e nesse treino uma asa bate mais forte que a outra. Algumas penas são mais desenvolvidas em uma asa do que na outra e assim surgem os desequilíbrios. Nesse início, eles não conseguem dar voos de grande amplitude, caindo constantemente. Mas aos poucos suas asas se ajustam até conseguirem dar voos mais amplos.

Assim, também ocorre com os espíritos na tentativa de se posicionarem diante das experiências terrenas. Na maioria das vezes dizem “não” para várias oportunidades de crescer e dizem “sim” para situações de queda moral. Já há outros que dizem “sim” para todas as pessoas ao seu redor, buscando preencher seu ego com boas relações e não entendem que dessa forma o vazio íntimo não enche. O pássaro possui duas asas, a asa do “sim” e a asa do “não”. Sem perceber, irá conseguir equilibrar essas asas para conquistar voos panorâmicos. No desenvolvimento do espírito, percebe-se aqueles que tem mais penas na asa do “não” e outros que possuem mais penas na asa do “sim”. Isso porque as experiências prévias deixam marcas de uma personalidade mais dura no “não” ou mais condescendente no “sim”.

Porém, nosso guia e modelo Jesus deixou a orientação do “sim, sim; não, não”. O Mestre, através da lei de amor, que rege a vida, mostra de forma clara que há amor no sim, quando é sim e também há amor no não quando é não.

Para o pássaro voar, necessita de asas desenvolvidas dos dois lados com penas robustas de amor no corpo todo. Então, necessário se faz, flexibilizar o coração para dizer “sim”, principalmente para o próximo que pede amparo, e para o aquele muito condescendente, se permitir dizer “não”. Ambos são atos educativos, tanto para quem fala, quanto para quem escuta.

Para perceber a importância das duas asas desenvolvidas, o exemplo do pássaro mostra que no futuro haverá voos panorâmicos, longos e belíssimos. Agora, aqueles que não desenvolvem, conseguiram voar porque Deus é soberanamente bom e justo, mas os voos serão rasos e rasteiros. Espíritos que não trabalham o “sim” e o “não” serão como codornas que sabem voar, mas em curtas distâncias porque suas asas não desenvolveram plenamente. Espíritos que entendem que o amor está no dizer “sim” com dureza, se for necessário; e na leveza de dizer o “não”.

Caminhar em vidas diversas no amor para voar em vidas futuras no amor.

Assim, é o próximo voo.

Jardineiro Fiel
(Mensagem dia 29/05/19)

domingo, 26 de maio de 2019

Pés no chão, cruz nas costas e Deus nos céus

Pés no chão, cruz nas costas e Deus nos céus


“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome”.  (Mt 6:9)

Como é forte pensar na relação dos espíritos imperfeitos com Deus. Muitos não fazem ideia do tamanho do Pai. E ao pensar em Jesus mais complicado torna-se porque os encarnados adoram se prender às marcas físicas da dor do nosso Nazareno. Jesus, espírito de luz com grande desenvolvimento moral, passa pelas experiências na Terra e o que é lembrado para muitos é o prego fixado em sua mão ou o espinho da coroa na cabeça.

Porém, com o desenvolvimento intelectual e moral, os corações e mentes se abrirão, transformando a interpretação dos estigmas do corpo físico em marcas do espírito. A ferida que corre sangue ontem, será a dor da consciência após a queda moral de hoje. As marcas de cicatrizes da pele de ontem são as marcas dos equívocas no campo do sentimento do presente.

Enquanto alguns se preocupam com a crucificação do Cristo, muitos no seu próprio lar não conseguem conversar com seus filhos. A dor do Cristo não salva ninguém, como muitos acharam e acham. O que salva é a sua própria luta íntima que gera dor por tantos erros cometidos.

Cristo segue no comando do Planeta e os encarnados estão pensando nas feridas na época da crucificação. Vão para a casa de oração na busca se melhorarem, mas entregam a responsabilidade para o Mestre. E assim continuamente entregam sua própria modificação aos outros, esquecendo de designar a si mesmo essa responsabilidade.

Tem aqueles também que esquecem da própria cruz, se apegam à cruz do Cristo ou tentam carregar a cruz dos outros. Cada um tem a sua cruz e é para cada um ter apenas a sua. Porém, a cruz do outro parece mais leve, mais fácil, mais bonita, mais chamativa quando se opta por ajudar o próximo baseado em interesses menores.

E nessa caminhada com a cruz, muitos espíritos estão se iludindo na relação com o Pai e com o Cristo. No início da oração mais emblemática do Cristo, o mesmo diz: “Pai nosso que estai no céu”. Assim, Ele nos ensina a respeitar o criador que está em toda parte e, em seguida, seguir o caminho com sua própria cruz.

Não é gloriando a dor de Jesus que se modifica, mas respeitando o Pai que está no céu com sua própria luta diária na terra, com os pés no chão: sentindo o cheiro do filho, cuidando da mãe, conversando com o irmão, protegendo o amigo e auxiliando aquele que esquece de Deus.

Assim será a evolução, respeitando o Pai, entendendo o tamanho de Jesus e carregando sua cruz com os pés no chão.

Amar é entregar o íntimo ao Alto e viver com os pés no chão.

Deus é maior e Jesus é luz.
MMC
(Mensagem dia 22/05/19)

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Corrida das trevas ou caminhada da luz

Corrida das trevas ou caminhada da luz


“Mas acumulem para vocês tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam”. (Mt 6:20)

A busca pelo Pai na corrida para ser espíritos melhores parece desequilibrada. Muitos espíritos espíritas querem ser melhores e entram em uma verdadeira corrida. Sempre se acham donos da verdade; usufruem do conteúdo espírita como se fosse um curso superior; acolhem as pessoas como curadores de épocas passadas; criam dogmas onde não existem; e cultuam imagens.

Essa corrida na busca por ser melhores é uma ilusão. Correm na busca de evoluir e se perdem nas sombras das trevas. Pode parecer exagerada a reflexão, mas o alerta é real. Espíritas estão deturpando a verdade por erros sutis tramados pelas trevas de maneira e desestabilizar o plano de regeneração do planeta.

Os espíritos líderes de áreas sombrias sabem como atuar com os espíritas, principalmente aqueles que estão à frente de trabalhos de auxílio ou que usufruem do poder da palavra na divulgação da doutrina. E a estratégia não é atacar com obsessão ou pensamentos negativos. O método efetivo é estimular o conhecimento e o poder. Se cada espírita à frente de trabalhos começa a achar que é imprescindível, abre-se uma brecha. Nesse espaço as trevas elevam o ego da liderança vulnerável numa ilusão de ajudar mais pessoas e fazer tudo pelo trabalho a qualquer custo. Perde-se a reflexão, evita-se opinião dos pares, não se aceita críticas, errando a caminhada por um ideal de ampliar atendimento ou divulgação espírita. Essa é a corrida das trevas.

As sombras fazem apostas sobre quem será o primeiro a cair. Se cada espírita com poder de decisão na casa de oração olhasse para o seu mundo íntimo, poderá então se proteger. Mas muitos preferem continuar sem reflexão ou refletem apenas a seu favor.

Se o duro golpe aparece em momentos como na perda da intuição, no aumento de conflitos no lar e nas sinalizações do corpo físico, demonstra-se reticente a essas tentativas do Pai de propor reflexão. Na mente do espírito que passa por essas experiências e não reconhece os sinais do Pai, as explicações referem-se ao estresse e ao trabalho exagerado.

Fazer o bem ao preço do desequilíbrio, não é fazer o bem. Ninguém faz bem ao outro fazendo mal a si mesmo.

Espíritas, não confundam a evolução moral e a reforma íntima com uma corrida para ser melhor.
Quem está correndo está perdendo a reflexão de cada passo da caminhada.

Jesus já nos disse: “guardai os tesouros do céu”. Mas muitos tem guardado seus tesouros nas sombras íntimas, onde a dor do processo de consciência futuro será enorme.

Parem de correr e comecem a caminhar na luz.
João
(Mensagem dia 15/05/19)

domingo, 12 de maio de 2019

A luz dos filhos cactos e flores

A luz dos filhos cactos e flores


“Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte” – Jesus (Mt 5:14)

Nos mais belos bosques nascem as flores de vários tons e com cheiros encantadores. Para atingir esse espetáculo de beleza e suavidade, a flor passa por diferentes processos de desenvolvimento. Principalmente aquelas mais sensíveis podem conquistar beleza máxima, porém, por um vento ou calor exuberante, podem também ser destruídas. A flor, com suas mais singelas etapas do desenvolvimento, depende de um arranjo enorme de vários componentes do ciclo natural. Isso ocorre desde o mundo micro até o macrocósmico.

Já no deserto, com sua beleza não tão valorizada, surgem cactos de diferentes tamanhos, com quantidades diversas de espinhos e coloração mais tímida. A sua força é grande para resistir aos diferentes processos naturais como a seca e o calor, conseguindo exercer seu papel com grande maestria.

Na jornada reencarnatória assim também se manifestam os espíritos, podendo exercer diferentes papéis. Cada qual com sua empreitada, sob o amparo do nosso amado mestre.
Entretanto, alguns encarnados na convivência com outros, principalmente em relações entre pais e filhos às vezes caem em desequilíbrio focal. O foco no outro é desequilibrado e a compreensão do papel de cada um é deturpada.

Na educação do sentimento, o que o outro apresenta de maior valor, deve ser exaltado. Ou seja, a flor tem como principal valor sua beleza de tocar as pessoas. Porém, sua maior característica é a fragilidade. Ela possui seu maior valor de ser bela, mas possui sua principal característica de ser frágil. Assim ocorre com os filhos, com uma beleza exuberante no campo das artes, da ciência, do esporte, do conhecimento e os pais não percebem a fragilidade. Os pais impõem suas escolhas ou deixam eles sem cuidado adequado e essas belas flores, na sua fragilidade, morrem de sede de amor. O amor é adubo e proteção, não é imposição de pensamento.

Já os outros espíritos cactos são como aqueles encarnados resistentes a aceitar as pessoas por perto por consequência de não serem valorizados por ninguém. Como filhos são esquecidos por não se destacarem e os pais acabam permitindo tudo. Mesmo com essa falta de cuidado, o cacto permanece forte, porém seu estoque da água acaba. A força do cacto depende de quase nenhuma irrigação, mas alguma gota de amor é fundamental.

Então, nas relações entre pais e filhos, perceber as características deles, se é frágil e belo ou forte e discreto, auxiliará na convivência. Porque a imposição ou o desleixo distanciam do amor proposto pelo Mestre.

Na caminhada rumo à perfeição, cada filho tem muito a contribuir porque independente de ser cacto ou flor, na essência são luzes.

Jardineiro Fiel

(Mensagem dia 08/05/19)

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Eu, o próximo e o Pai somos um

Eu, o próximo e o Pai somos um


“Eu e o Pai somos um” – Jesus. (Jo 10:30)

O exercício de perceber as chagas do próximo poderá ser útil para o autoconhecimento, mas também é oportunidade de auxílio ao outro. Se no momento que se busca compreender porque o outro está em dor, muitas respostas serão esclarecidas. Em seguida, cada espírito encarnado poderá entender, na sua intimidade, o seu próprio sentimento doente e usar como estímulo para proteger, cuidar e amparar o próximo.
O mais habitual é tecer comentários perniciosos para com os outros ao ver a chaga alheia. O primeiro passo de se reconhecer nessa chaga é fundamental. Entretanto, em seguida, é necessário oferecer ao outro o seu melhor. Dar aquilo que se tem de bom na tentativa de cuidar da chaga do outro e da sua própria. É preciso também vigilância para que esse auxílio ao próximo não venha emanado do orgulho, com uma sensação de superioridade que comprometerá a empreitada.
Além de lidar com as chagas, na caminhada rumo à luz, muitos serão testados para não agredir aqueles que os agridem. Por vezes, sentirão tentados a atacar, mas hoje o momento é de pacificar. Cada irmão carrega em si, devido às suas diversas encarnações passadas, violências diversas e quando busca-se o autocontrole, não é simples. São muitos séculos nos atos violentos e a vontade é de resolver dessa forma, reproduzindo os atos passados.
Perceber que o outro tem limitações e também luz é exercício consolador para aquele que pretende agredir. Não é fácil mudar essa sintonia, mas a busca é de viver o amor. Uma busca por “eu e o Pai somos um”, como nos ensinou nosso amado Jesus. Porém, esse Pai não é aquele que castiga. A referência de um Deus castigador é histórica e fomenta essa referência de perceber a chaga do outro e reagir com atos violentos. É como se buscasse corrigir o outro através de castigos. Essa é a transferência de uma relação com Deus deturpada e, em seguida, direcionada para a relação com o próximo.
O equilíbrio é a relação proposta pela lei maior: “amar a Deus sob todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. E não castigar o próximo com violência, exercendo o papel de Deus como controlador das chagas do outro.
As chagas do próximo são formas terapêuticas de autoconhecimento, mudança íntima e consolo, não de castigo.
Manter a conexão no amor a si mesmo, irradiando para o próximo e assim contemplando ativamente a presença de Deus.
Assim é a lei: eu, o próximo e o Pai somos um.
João
(Mensagem recebida dia 01/05/19)

sábado, 27 de abril de 2019

Amorosidade aos vossos inimigos

Amorosidade aos vossos inimigos


“Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus” – Jesus (Mt 5:44)

A amorosidade é a chave de acesso ao íntimo do próximo.

Não adianta rodear com estratégias diversas se a amorosidade não é colocada na consciência. Não adianta ter a sombra corroendo por dentro a intimidade e buscar a atitude amorosa. Mas também não adianta conhecer a sombra por dentro e não modificar as atitudes violentas.

As atitudes violentas podem aparecer além dos formatos tradicionais de agressão física e verbal. Pode vir por processo de atos sutis como ironia, deboche, maledicência, silêncio, distração e indiferença.

Ter amorosidade na atitude é a maneira mais aplicável da lei de amor. Amorosidade é a conjunção de dois rios: misericórdia e empatia. A misericórdia que consegue não julgar e isso difere de ter dó. A empatia é se colocar intimamente no lugar do outro. Ou seja, é sentir o que aquele espírito imortal pode ter vivido por agir daquela forma.

O desafio da amorosidade é empreitada fundamental apesar de complexa. É viver nos moldes mais reais a lei de amor e sua subdivisão didática de amar os vossos inimigos.

Quem está pronto para ser amoroso, conversa olho no olho e sente lá dentro do coração. Consegue assim conectar com o Pai e perceber o real tamanho do espírito que está em relação e como as chagas do outro são espelhos das suas próprias sombras.

Assim, a convivência com o outro é como conviver com o espelho sem muitos detalhes. Deus é tão misericordioso pois permite que espírito veja sua própria chaga no outro para diluir o impacto. Porque quando cada um olhar no fundo de si mesmo e enxergar a realidade das próprias sombras, poderá passar séculos sem se levantar. É trabalho terapêutico do Pai para que espíritos imperfeitos cresçam e não desistam.

Conhecer a própria sombra dói e por isso surge o ato violento.

Amar a própria sombra liberta e por isso surge o ato amoroso.

A amorosidade brilha na fonte do auto amor e auto perdão.

A violência vibra na fonte da dor ao ver o tamanho da própria sombra.

Amar os vossos inimigos, a grande lição do auto perdão.
MMC

(Mensagem dia 24/04/2019)

sexta-feira, 22 de março de 2019


Sede perfeitos.
Dai, cada um de vós, o que tiveres de melhor.
O trabalho chega para o trabalhador preparado. Por isso é que tens a obrigação de preocuparem-se doravante com o teor dos vossos pensamentos, com a qualidade de vossas atitudes, para que seja aprimorado, cada vez mais, o instrumento de trabalho, em que cada um de vós se transformará.
Necessitamos de instrumentos afinados que nos possibilitem trabalhar com maior eficiência.
Tantos são os que necessitam de auxílio.
Há tanto por fazer.
Ajudai-nos, pois, dando-nos o que tens de melhor e, no caminhar, transforme suas dúvidas em certeza, seus medos em fé, aprimorem-se, melhorando cada dia mais.
Necessitamos de vós, com força, com coragem, com disciplina, com vontade de servir, com alegria, com desprendimento, com humildade e com fé.

(mensagem recebida em 21/3/2019)